sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Crescimento da igreja mórmon?

A alegação de que o mormonismo é a crença que cresce mais rápido no mundo tem sido repetida por sociólogos, antropólogos, jornalistas e SUDs orgulhosos como um fato percebido e inatacável. 

O problema é que isto não é verdade. 


Hoje, a Igreja SUD têm mais de 12 milhões de membros em seu rol, mais que o dobro de seu número no quarto de século. Mas desde 1990, outras crenças - Adventistas do Sétimo-Dia, Assembléias de Deus e pentecostais - cresceram muito mais rápido e em mais lugares ao redor do globo. 

E o mais importante: o número de SUDs que são considerados devotos ativos é só um terço do total, ou 4 milhões nos bancos todos os domingos, dizem os investigadores.

Para uma igreja com um grande corpo dedicado de missionários dedicados buscando constantemente espalhar sua palavra, o número de conversos nos anos recentes conta uma história inesperada. 


De acordo com estatísticas publicadas pela igreja SUD, o número anual de convertidos SUD abaixou de 321.385 em 1996 para 241.239 em 2004. Nos anos noventa, a taxa de crescimento da igreja foi de 5% por ano para 3%.

Por comparação, a igreja Adventista do Sétimo Dia informa que foram adicionados mais de 900.000 adultos convertidos a cada ano desde 2000 (um crescimento médio de cerca de 5%), dando um total de 14.3 milhões de membros. As Assembléias de Deus alegam ter mais de 50 milhões de membros no mundo e adicionam 10.000 novos membros diariamente.

A Rússia fornece um dramático exemplo de diferentes taxas de crescimento religiosas. Lá, depois de mais de 15 anos de proselitismo, os membros SUD subiram para 17.000. Durante o mesmo período, as Testemunhas de Jeová aumentaram  mais de 140.000, com uns 300.000 indivíduos assistindo a conferências. 


Gráfico de atividades. Quando o Centro Diplomado da Universidade da Cidade de Nova Iorque realizou uma Pesquisa de Identificação Religiosa americana em 2001, descobriu que o mesmo número das pessoas que disseram ter entrado à Igreja de SUD depois a tinham deixado. A pesquisa informou que o crescimento mundial da igreja era de 0%. Por comparação, o estudo mostrou que as Testemunhas de Jeová e os Adventistas do Sétimo-Dia tiveram um aumento de 11%. 

"Como as estatísticas de membros são preparadas e informadas diferentemente por vários grupos religiosos, a Igreja SUD não publica comparações do total de membros com outras crenças", disse o porta-voz SUD, Dale Bills, na sexta-feira.

Sobre a questão de quantos mórmons são participantes ativos, o demógrafo Tim Heaton, da Universidade Brigham Young,notou na Enciclopédia do Mormonismo, que a freqüência a reuniões sacramentais semanais nos anos 90 foi entre 40  e 50% por cento no Canadá, no Pacífico Sul e nos Estados Unidos. Na Europa e África, a média era de 35%. A freqüência na Ásia e América Latina pairou em torno dos 25%.


Multiplicando o número de membros em cada área por estas frações, David G. Stewart Jr. estima que a atividade mundial é de aproximadamente 35% - o que daria a igreja aproximadamente 4 milhões de membros ativos. 


Stewart, um mórmon ativo que serviu em uma missão na Rússia nos anos 90, tem realizado pesquisa em obras missionárias SUD em 20 países durante 13 anos, examinando censos e dados publicados. 


Tome o Brasil como exemplo. Em seu censo de 2000, 199.645 residentes se identificaram como SUD, enquanto a igreja listou 743.182 em seu rol. 


"Pode haver qualquer número de razões para esta discrepância", disse Bill e "incluindo preferências pessoais de alguns cidadãos relativo a revelação de sua afiliação religiosa". 


Retendo membros. Stewart diz que os mórmons precisam ter conhecimento de tais estatísticas para serem missionários mais eficazes. Para este fim, ele está publicando sua pesquisa, junto com uma descrição do que ele chama "princípios testados para melhorar o crescimento e retenção" em um livro chamado "A Lei da Colheita: princípios práticos do trabalho missionário eficaz"


"É uma questão de séria preocupação que as áreas com aumento rápido de membros, como a América Latina e as Filipinas, também são as áreas com a maior baixa retenção de convertidos", diz Stewart, um médico da Califórnia. "Muitos outros grupos, inclusive os Adventistas e as Testemunhas de Jeová, alcançaram excelentes taxas de retenção de conversos nessas culturas e sociedades. Os SUD perdem 70 a 80% dos conversos, enquantoos Adventistas retém 70 a 80% dos seus". 


Talvez a melhor medida do crescimento SUD é a taxa de unidades de novas igreja, como alas (congregações) e estacas (como uma diocese). Como eles são realizados por voluntários, tais unidades não podem funcionar sem membros bastante ativos. 


Em 1980, The Ensign, a revista da Igreja SUD, predisse que a membresia cresceria de 4.6 milhões de membros naquele momento para 11.1 milhões em 2000, e de 1.190 estacas para 3.600 em 2000. Enquanto o número de membros veio muito perto do valor projetado, só houve 2.602 estacas mundiais ao fim de 2002. 


"Você pode usar estas tendências para dizer que a porcentagem está diminuindo, que os números abaixaram ou eles estão caindo. Eles nos contam o que está acontecendo agora mesmo", diz Heaton diz. "Mas para nos tentar a falar sobre o futuro é um negócio arriscado. E se de repente a China ou a Índia nos deixarem e o trabalho [missionário] aumentar"? 


Predizendo o futuro. Em 1984, o sociólogo Rodney Stark, da Universidade de Washington, ficou surpreso ao descobrir que a taxa de crescimento da Igreja SUD de 1940 a 1980 foi de 53%. Ele calculou que se continuasse crescendo a uns modestos 30%, haveria 60 milhões de mórmons pelo ano 2080; se 50%, iria a 265 milhões. 

Ele predisseram que a Igreja SUD "alcançará uma membresia mundial comparável ao Islã, budismo, cristianismo, hinduísmo e as outras crenças dominantes". 

Os SUD estão para se tornar "a primeira crença principal a aparecer na terra desde que o Profeta Maomé passou pelo deserto", Stark escreveu. 

Muitas pessoas, especialmente mórmons, acataram as declarações de Stark. Entretanto, nos recentes anos, alguns estudiosos desafiaram suas suposições. 

Em primeiro lugar, o budismo da verdadeira Terra, o Sokka Gakkai, Baha'i e o sufismo são todos de tamanho comparável ou maior e surgiram desde o Islã  no séc. VII, disse Gerald McDermott, professor de estudos religioso da Faculdade de Roanoke, na Virgínia, que deu um ensaio em um simpósio na Biblioteca do Congresso sobre mormonismo em abril. 

Uma chave para o mormonismo se tornar uma religião mundial, diz McDermott, é como pode transcender sua cultura de fundação para se tornar universal. Por exemplo, o catolicismo começou em Jerusalém mas encontrou lar em muitos outros lugares onde  foi facilmente assimilado em culturas locais. 

A mensagem SUD encontrou um público pronto na América Latina e no Pacífico Sul, onde os missionários mórmons podem falar para as pessoas que Deus não as esqueceu. O Livro de Mórmon é a história de uma família hebraica que migrou de Jerusalém para o Novo Mundo e conta uma visita aos descendentes por Jesus Cristo depois de Sua ressurreição.
Mesmo assim, a igreja não se deu tão bem como outras religiões cristãs na África e China, já que não há esta certeza para eles, ele diz. 

Religião americana. O mormonismo é "totalmente americano", diz McDermott, em uma recente entrevista por telefone. "Deus visitou [o fundador mórmon] Joseph Smith no estado de Nova Iorque. O Éden começou no Missouri e o milênio terminará lá. O novo êxodo aconteceu na América do Norte". 

Nenhuma destas críticas aborrece Stark, que agora ensina na Universidade de Baylor em Waco, Texas. Ele se diverte com reações. 

"A igreja gostou dos resultados e as pessoas que estão contra a igreja estão desesperadas para entender por que isto não acontece" ele disse na semana passada. "Todo mundo leva a coisa muito seriamente. Eu tentei fazer claro desde o princípio que eu estava tentando para trazer um pouco de disciplina a muitas conversações loucas". 

Era um jogo de "vamos imaginar", diz Stark, quando ele aplicou a fórmula de juros acumulados e viu grande números de mórmons. 

Ele diz que nunca suas projeções eram para ditar o futuro do mormonismo. Outros podem ter modelos mais complexos que desafiam seus cálculos. 

"Eles podem ter razão", ele diz. "Mas se [o crescimento mórmon] reduziu, pode aumentar de novo".


Stark, cujo trabalho será republicado este outono em um novo volume, The Rise of a New World Faith: Rodney Stark on Mormonism, não vê nenhuma razão para se desculpar por suas alegações. 

"Já há mais mórmons que judeus" ele diz, "e nós queremos considerar o Judaísmo uma grande religião mundial". 

sábado, 21 de janeiro de 2012

As Testemunhas de Jeová e os Adventistas - ‘Tal pai tal filho’ !!!

Certa vez o apologista Leandro Quadros me disse que dizer que existe semelhanças entre os Adventistas e os TJs ‘demonstra falta de conhecimento de ambos os grupos’.


Vamos ver algumas semelhanças? (ASD e TJ).


 ASD: Primeiro anunciou a vinda de Cristo para 1843, depois mudou para 1844. Depois achou que seria em 1851.


 TJ: Primeiro anunciou a vinda de Cristo para 1914, depois mudou para 1918, e para diversas outras datas.



ASD: Espiritualizou a vinda de Cristo em 1844, chamando essa doutrina de Juízo Investigativo.



TJ: Espiritualizou a vinda de Cristo em 1914, chamando essa doutrina de ‘Presença invisível de Cristo’.



ASD: Foi influenciado por J. A. Brow no uso de um texto de Daniel (8.14).



TJ: Foi influenciado pelo adventista Nelson Balbour, que também foi influenciado por Brow, no uso de um texto de Daniel (4.22).



ASD: Acrescentou uma marca distintiva para diferenciá-los de outros grupos ‘adventistas’– O Sábado.



TJ: Acrescentou uma marca distintiva para diferenciá-los de outros ‘estudantes da bíblia’ – O nome Jeová.



ASD: Negam a imortalidade da Alma e a existência do tormento eterno.



TJ: Negam a imortalidade da Alma e a existência do tormento eterno.



ASD: Possui uma presença mística e escolhida, pessoal, em seu histórico. Ellen White chamada de ‘ESPÍRITO DE PROFECIA’. Por isso são eles a religião verdadeira!



TJ: Possui uma presença mística e escolhida, pessoal, em seu histórico e na atualidade. O Corpo Governante chamado de ‘ESCRAVO FIEL E DISCRETO’. Por isso são a eles a religião verdadeira!



ASD: Texto deturpado para o canonizar desde 1844 a profetisa Ellen White: Ap 19.10



TJ: Texto deturpado para canonizar desde 1919 o Corpo Governante: Mt 24.45



ASD: Questiona a exatidão das traduções atuais.



TJ: Questiona a exatidão das traduções atuais. Produziram uma.



ASD: Já ensinaram absurdos sobre saúde.



TJ: Já ensinaram absurdos sobre saúde.



ASD: Já negou a trindade.



TJ: Foram influenciados pelos adventistas pioneiros, e até hoje são antitrinitarianos.



ASD: Acusam os protestantes de aceitarem o Domingo do catolicismo.



TJ: Acusam os Protestantes de aceitarem a Trindade do catolicimso.


‘Tal pai tal filho’ diz a sabedoria popular...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

João Calvino e o caso Serveto

"O caso Serveto é constrangedor para os calvinistas. Foi uma mancha
que poderia ter sido evitada na biografia do grande reformador. O que eu
posso dizer é o seguinte:

1. Por negar a doutrina da Trindade e outras idéias, Serveto havia sido
condenado à morte pela Inquisição em Lyons, no sul da França, mas conseguiu
fugir.

2. Ele foi para Genebra sabendo que Calvin, a igreja reformada e as
autoridades civis discordavam totalmente das suas idéias não-ortodoxas.

3. Ele foi julgado e condenado à morte pelas autoridades civis de Genebra,
onde a heresia, como em quase toda a Europa, era considerada um crime grave
(não apenas um pecado), sendo passível de execução.

4. Calvino teve uma participação óbvia no caso, como a principal testemunha
de acusação. Todavia, nessa época o reformador tinha um relacionamento tenso
com as autoridades. Por isso, quando ele pediu que a execução fosse por
decapitação, e não pela fogueira, seu pedido não foi atendido.

5. Temos de reconhecer que Calvino errou nesse episódio; ele não era
obrigado a seguir essa prática injusta do seu tempo. Os reformados
reconheceram isso em 1903, erguendo um monumento em que lamentaram esse erro
do seu líder.

6. Devemos reafirmar o nosso compromisso com a tolerância e a liberdade de
pensamento, expressão e religião; ninguém deve ser perseguido, torturado ou
morto por causa das suas idéias, por mais que não concordemos com elas.

7. Todavia, é injusto, em razão do caso Serveto, esquecer todas as
contribuições positivas de Calvino como reformador, líder eclesiástico,
teólogo e escritor fecundo e influente.

8. Também erram as pessoas que ficam lembrando esse caso, mas
convenientemente se esquecem de que na mesma época a Inquisição e as guerras
religiosas contra os protestantes estavam fazendo centenas ou mesmo milhares
de vítimas (de 10 a 20 mil protestantes foram massacrados no infame Dia de
São Bartolomeu, 24 de agosto de 1572)."

 Alderi Souza de Matos: Recebido por e-mail.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

WILLIAM MARRION BRANHAM SOB ESCRUTINIO: PARTE 3

ELIMINADO DIFICULDADES E PRODUZINDO OUTRAS

O que faz WMB para diluir a dificuldade em ser estritamente dogmático na divisão do tempo em Sete Eras? Em alguns momentos ele faz declarações genéricas, mas que na verdade compromete: “As sete igrejas lá foram escolhidas dentre todas as outras igrejas por suas características, pois essas mesmas características seriam encontradas nas sucessivas eras séculos mais tarde.”(pg 6). Isso é o que o Protestantismo equilibrado pensa sobre a escolha das sete igrejas, E DE TODAS AS DEMAIS PARTES DA ESCRITURA SAGRADA. Mas observe que “lá” estavam presentes ao mesmo tempo! Isso compromete a divisão de tempo que é o objetivo da existência do livro As Sete Eras e o que ele diz na página 70: “ [...] o Espírito não está falando apenas aos santos originais de Éfeso. Esta mensagem é para toda era que durou cerca de 120 anos. Sua mensagem portanto, é para todas as gerações nesse espaço de tempo. Agora a história continua se repetindo.” (grifo meu). Note bem aqui. A mensagem de Apocalipse 2.1-7 era uma mensagem para uma era de 120 anos.

Essa interpretação gratuita parece que é um baluarte para ele: “Oh, nós não revelamos quem foram estes sete mensageiros, mas com a ajuda de Deus o faremos, e esse mistério será consumado. As sete eras nós conhecemos. Elas estão registradas na Palavra [...]” (pg.48).

A PROVA DE WMB PARA AS SETE ERAS

Todo herético que se preze, precisa usar a Bíblia para promover seus ensinos. Claro que esse uso é sempre um estupro hermenêutico. WMB, o Valdemiro Santiago do Tabernáculo da Fé, não passou longe disso. Ele diz de alguns ‘princípios para descobrir os mensageiros, e a quando termina cada era’(52). Gostaria muito de produzir a postagem levando em conta a suposta base bíblica de tais interpretações. Mas após lê-las, não me senti nem um pouco animado.

WMB inicialmente diz algo que está bem próximo do que Ellen White diz na Introdução do Grande Conflito, compare:

ELLEN WHITE: “Mediante a iluminação do Espírito Santo, as cenas do prolongado conflito entre o bem e o mal foram patenteadas à autora destas páginas. De quando em quando me foi permitido contemplar a operação, nas diversas épocas, do grande conflito entre Cristo, o Príncipe da vida, o Autor de nossa salvação, e Satanás, o príncipe do mal, o autor do pecado, o primeiro transgressor da santa lei de Deus [...] Eles desejam derrubar aquilo que Deus deseja restaurar pela mensagem de Laodicéia.” (O Grande Conflito, Introdução, pg 19,.)

WIILIAM MARRION BRANHAM: “Uma vez que este estudo seria o mais sério que eu já empreenderia até esta ocasião, eu busquei a Deus, durante muitos dias, pela inspiração do Espírito santo. Só então, li as escrituras sobre as eras da Igreja e me aprofundei nas muitas histórias da igreja, escritas pelos mais imparciais historiadores que pude encontrar. Deus não falhou em responder à minha oração, porque enquanto lia a Palavra e as histórias, foi-me permitido pelo Espírito Santo ver descortinado um padrão, que se estende através dos séculos e até exatamente este último e presente dia.”(pg 51).
Sei lá…

Mas vamos aos princípios que WMB diz possuir. Aquilo que ele chama de “Chave Básica da Bíblia”(pg51):

PROVA NÚMERO 1: Segundo WMB, visto que Deus é o mesmo ontem, hoje e será eternamente, Ele não muda, logo ele sempre age da mesma maneira. Resultado: Se você descobrir como Deus agiu em por meio de um mensageiro de uma certa Era, logo as demais Eras terão os ‘mesmos’ mensageiros(pg52)!

PROVA NÚMERO 2: Visto que Deus não falou com a Igreja de Jerusalém, só falou com setes igrejas gentílicas, essa é obviamante a Plenitude dos Gentios, ou seja, As Setes Eras da Igreja. Segundo WMB, a plenitude dos gentios de Romanos 11.25-29 “é a mesma e única coisa”(56) dessas chamadas Setes Eras.

'REPOSTA': Entendo que os irmãos que lerem esta postagem, nem precisam que eu escreva sobre a fragilidade da argumentação. Peço desculpa aos amigos seguidores desse senhor, WMB. Mas visto que ele disse que quem é Trinitariano não tem “raciocínio inteligente” (ou seja, desequilibrado e burro), e como sou Trinitariano convicto, devo ser burro para refutar essa prova anódina. Não importa se dispensacionalistas, quem quer seja que a tenha usado, é uma estupidez teológica.

Qualquer coisa pode se provar com a Bíblia se ela for usada dessa maneira. Eu sempre tenho lido livros de seitas e é assim que as coisas começaram. Um homem simples, honesto, pega a Bíblia lê ela com ares de um ‘desbravador e restaurador’, depois publicam coisas desse tipo. Um grupo gosta, se identifica, e lá vão seguindo-o cegamente. Foi assim com Ário, com Guilherme Miller, Charles Russel, Branham, e tantos outros.

Só gostaria de dizer sobre a segunda prova algo que ajudaria aos seguidores de WMB (e ele mesmo se tivesse vivo). Se fosse o caso das Sete Eras ser o período gentílico, haveria necessidade de ter outros mensageiros além de Paulo, sendo que o próprio WMB reconhece que Paulo seria o Apóstolo para os gentios (pg 58,59)? WMB diz que ‘Paulo foi o Profeta-Mensageiro para os gentios’! Ei sei que cada igreja tem seu mensageiro, segundo o esquema de WMB. Mas o que estou dizendo é que o “esquema” fiando-se na plenitude gentílica já teria seu mensageiro.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Aos Pastores Presbiterianos DESOBEDIENTES que ‘falam em línguas’

“RECOMENDAÇÕES AOS CONCÍLIOS E IGREJAS

À luz do exposto acima sobre os dons de línguas e profecia, a Igreja Presbiteriana do Brasil, partindo de uma hermenêutica baseada não na experiência individual, mas nos princípios da sua tradição reformada, e sobretudo no entendimento que as Escrituras dão de si mesmas e na busca da iluminação do Espírito, faz as seguintes recomendações aos seus concílios, pastores, oficiais e membros da Igreja:


1. A doutrina do batismo com o Espírito Santo, como uma "segunda bênção" distinta da conversão, não deve ser ensinada e nem propagada pelos pastores ou membros nas comunidades, por ser biblicamente equivocada.

2. Os concílios e igrejas locais devem tratar com amor e paciência os pastores e membros das igrejas presbiterianas que professam ter sido batizados com o Espírito Santo, numa experiência distinta da conversão, e devem pastoreá-los e instruí-los na Escritura e na doutrina reformada, para que sejam corrigidos quanto a este modo de crer, e para que demonstrem o fruto do Espírito, que é o sinal inequívoco de toda atuação verdadeira do Espírito.

3. Todo ensino sobre as línguas e profecias que entende a prática moderna como uma experiência revelatória, isto é, uma experiência na qual nova revelação é recebida, é contrário ao caráter final da revelação bíblica e à autoridade das Escrituras como única regra de fé e prática.

4. Todo ensino sobre as línguas e profecias que entende estes fenômenos como um sinal do batismo com o Espírito é contrário à Escritura, bem como todo ensino que vê as línguas e profecias como sinal de espiritualidade.

5. Toda prática do fenômeno das línguas e de profecias que cause divisão e dissensão dentro do Corpo de Cristo, e que não resulte em instrução e ensino em língua conhecida, é contrária ao propósito dos dons do Espírito, que é a edificação da Igreja.

6. Toda prática do fenômeno das línguas e de profecias que não siga as orientações de 1 Co 14.27-28, é contrária ao ensino bíblico e deve ser rejeitada, constituindo-se em desobediência à vontade revelada de Deus. Ou seja, que falem somente dois, ou no máximo três, cada um por sua vez, e que haja intérprete (depreende se que Paulo se refere a outra pessoa que não o que falou em línguas).

7. A base para as nossas formulações doutrinárias é a Escritura, e não as experiências individuais — por mais emocionantes e preciosas que elas sejam. Portanto, a Igreja recomenda o estudo sério de todos os fenômenos e experiências, à luz da Palavra da Deus.

8. A Igreja recomenda que os Concílios estudem esta Pastoral e que cultivem o diálogo com a Comissão Permanente de Doutrina.”

SUPREMO CONCÍLIO DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL



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A recomendação é muito clara, e indiscutivelmente bíblica. Pergunto sempre por que muitos pastores presbiterianos que falam em línguas em público,[e sempre ficam falando que ‘a IPB deveria dar mais liberdade para o Espírito’ (eles querem dizer, ‘falar em línguas’) ] Por quê não vão para as igrejas pentecostais?

SERÁ QUE A GARANTIA SALARIAL QUE A IPB DÁ É A REAL CAUSA DE ELES (NÃO TODOS) FICAREM NA IPB CONTRA SUA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA??? GARANTIA ESSA QUE AS IGREJAS ‘CHEIAS DO PODER’ NÃO LHES DÃO???

A resposta é obvia: SÃO MERCENÁRIOS!!!

Note bem, existe hoje muitos pentecostais que são calvinistas! Ou seja, é possível ser calvinista e ser pentecostal. Alguns desses são maravilhosos irmãos e com uma doutrina calvinista refinada (como o irmão Clóvis do Blog Cinco Solas e o Marcelo do Olhar Reformado, etc).

Já que a IPB se posicionou oficialmente sobre o assunto, esses pastores não são mais bem vindos entre nós, se não mudarem, ou pelo menos que sejam corrigíveis. Não se confrontará a consciência e o fórum íntimo deles, mas eles não deveriam produzir divisão em igrejas locais sobre um tema que na verdade quem está errado são eles, e não o Supremo Concilio.

Mas na verdade, e infelizmente, o que está em jogo, no caso de muitos desses, é o dinheiro e não a consciência.

MAS EU SEMPRE FUI PRESBITERIANO E AMO A FÉ REFORMADA E A IPB! MAS EM UM ‘ENCONTRO/CONGRESSO/ACAMPAMENTO/ETC’ PASSEI A FALAR EM LÍNGUAS? O QUE FAÇO? ... ou.... EU ERA PENTECOSTAL E HOJE SOU PRESBITERIANO, O QUE FAÇO?

É simples. Leia 1 Co 14.27,28.

1º) Seja bem meticuloso em analisar sua experiência. Não exagere, nem acrescente. Leve em conta o que realmente te levou, ou leva, a falar em línguas.

2º) Sendo confirmado que a experiência é ‘real’, mesmo sendo uma sobrecarga emocional religiosa, reserve essa experiência para o seu particular, e se, ou quando, receber alguma interpretação comprovada, transmita ao que julgar ser útil.


 'O QUE TEM GENEBRA COM A RUA AZUSA???
GENEBRA NÃO PRECISA DA RUA AZUSA...'