sexta-feira, 27 de julho de 2012

Exposição bíblica do Credo Atanasiano –Parte 1

‘Não consigo entender o dogma da Trindade!’ Essa é a principal afirmação cristã (e também anticristã) que se ouve a respeito da doutrina cristã classificada como A Santíssima Trindade.


No geral, a doutrina é possível de ser entendida. O que é negado pelos expositores cristãos é a compreensão da essência da Trindade propriamente dita. Isso não é de se alarmar. A eternidade também não é compreendida por nós, seres finitos.

O que pretendo fazer com essa série de estudos é explorar as afirmações do antigo credo conhecido como “Atanasiano”. Não me deterei aos dados históricos e polêmicas em torno do mesmo*. Me concentrarei em uma exposição bíblica, simplificada e positiva.


Os estudos serão divididos em parágrafos, em frases, ou em algumas partes do Credo, para melhor exposição didática.


O Credo Atanasiano:


“Todo aquele que quer ser salvo, antes de tudo deve professar a fé católica.


O credo introduz uma advertência evangelística ao dizer “quer ser salvo”. Ecoa as palavras da Bíblia em Jo 3.16,36; At 13.48; Ap 22.17.


A primeira afirmação é que a Fé deve ser professada para salvação. Em Romanos 10.9,10 notamos que a profissão de fé é necessária. Crer de modo ‘particular e oculto’ não é a maneira cristã de crer. Todos precisam saber que cremos!


Em segundo lugar, a fé é especificada: Fé católica. Isso é dito, pois não se trata da firme certeza nas promessas de Deus (Hb 11.6). Aqui é a Fé religiosa, o sistema de crenças, o conteúdo doutrinário, as afirmações teológicas que se faz. Observe bem que Judas diz da “fé que uma vez por todas foi entregue aos santos”(3). Ela é católica por causa da ‘multinacionalidade’ da Igreja de Cristo (Ap 7.9) e da crença nela disseminada, aceita e defendida.


O Credo continua:


“Quem quer que não a conservar íntegra e inviolada, sem dúvida perecerá eternamente.”


Pelo jeito essa crença, fé, é muito séria! A ponto de colocar em risco a salvação do indivíduo. Alguns acham que crer de maneira diferente em assuntos centrais é a mesma coisa de discordar de assuntos periféricos. Engano! Pedro diz que os que torcem as Escrituras o fazem para a própria perdição (2 Pe 3.16). Negar que Cristo veio em carne nos lança no bojo do anticristo (1 Jo 4.2,3; 2 Jo 7). O apóstolo Paulo escreveu que outro evangelho era maldito (Gl 1.8,9) e muitos estavam crendo em outro Jesus (2 Co 11.4). Adorar Deus e ídolos é condenação certa (Ex 20.3,4).

 
Os assuntos deixam de serem periféricos quando tais mudam o caráter e a natureza do Salvador, da salvação e da revelação. Nesses casos, teremos um Deus diferente revelado nas Escrituras, uma salvação diferente e a autoridade da revelação diluída. Deus, Salvação e Infabilidade das Escrituras, não são assuntos periféricos, mas centrais.


“E a fé católica consiste em venerar um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade...”


Essa colocação do Credo é de proeminência. Minha opinião é que aqui temos uma janela para entendermos a doutrina. Nessa breve citação existe uma eternidade de respostas. Perceba que adoramos ‘um só Deus’(Dt 6.4; Gl 3.20), na Trindade (Mt 28.19)’. Não é que a soma das três pessoas resultam em Deus. Mas que esse Deus só é visto nas três Pessoas. Adorar a ‘Trindade na unidade’ é vê-la  em sua essência divina. O Deus Todo-Poderoso é o Pai, o Filho e o Espírito Santo. E cada uma é completamente Deus que é permissível eu dizer que o Deus Todo-Poderoso é o Filho (Jd 4), pois essa é a sua essência.


*Um estudo sistemático sobre a doutrina trinitariana pode ser visto em Teologia Sistemática Trinitariana, de autoria do irmão Cláudio do Blog Aprendei. Caso queira o material de três volumes, em pdf, deixe seu e-mail que enviaremos.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O Dicionário Vine e seu dispensacionalismo

As Testemunhas de Jeová usam com frequencia o dicionário de W. E. Vine para 'provar' que Cristo morreu numa estaca, e para ensinar que a "vinda" de Cristo deveria ser traduzida por "presença". Sobre esse último tópico veja o que Carl Olof Jonsson* nos mostra:

"Existe um dicionário moderno de Grego-Inglês [em português pela CPAD], contudo, que parece dar algum apoio ao entendimento da Watch Tower Society acerca da parousía de Cristo como um período de "presença invisível," seguido por uma "revelação" final da sua presença na batalha do Armagedom. É o Expository Dictionary of New Testament Words (Dicionário Expositivo de Palavras do Novo Testamento), de W. E. Vine, que define o termo parousía da seguinte maneira:


"PAROUSIA ... denota tanto uma chegada como a subsequente presença com.... Quando usada para se referir ao retorno de Cristo, significa não meramente a sua vinda momentânea para os Seus santos, mas a Sua presença com eles desde esse momento até à Sua revelação e manifestação ao mundo."

Esta descrição da parousía soa muito parecida à da Watch Tower Society. Portanto, não é surpresa nenhuma descobrir que a definição que Vine apresenta da palavra é amplamente citada na página 1335 do dicionário bíblico da Sociedade Aid to Bible Understanding (Ajuda ao Entendimento da Bíblia). Pode ser uma surpresa para alguns, porém, saber que Vine foi um dos mais assíduos defensores da doutrina do "arrebatamento secrteto" no nosso século. Isto aparentemente fez com que ele definisse a palavra parousía de uma maneira que apoiasse os seus pontos de vista teológicos. Contudo, isto só serviu para o pôr em conflito com os resultados da moderna erudição.

Conforme observado anteriormente, a ideia do "arrebatamento secreto" teve os seus defensores mais zelosos entre os seguidores de John Nelson Darby, chamados a Irmandade. Em 1847 um desentendimento entre Darby e George Müller, o líder de um grupo da Irmandade em Bristol, Inglaterra, dividiu o movimento em dois: a Irmandade Exclusiva, liderada por Darby, e a Irmandade Aberta, que alinhou com Müller. Embora o próprio Müller rejeitasse o conceito do "arrebatamento secreto," o movimento da Irmandade Aberta aderiu à ideia e continuou a pregá-la. W. E. Vine, que nasceu em 1873, estava associado com a Irmandade Aberta e parece tê-lo estado desde a sua juventude. Ele foi um grande perito, e o seu Dicionário é inestimável como manual para o estudo do Novo Testamento. A sua definição da palavra parousía, contudo, foi claramente influenciada pela sua aderência à doutrina do "arrebatamento secreto," uma doutrina que lhe deve ter sido muito cara desde a sua juventude. Ele defendeu-a em vários livros escritos em colaboração com um condiscípulo, o Sr. C. F. Hogg, como por exemplo The Epistles of Paul and the Apostle to the Thessalonians (As Epístolas de Paulo e o Apóstolo aos Tessalonicenses; 1914), Touching the Coming of the Lord (Atingindo a Vinda do Senhor; 1919), e The Church and the Tribulation (A Igreja e a Tribulação; 1938). O último livro mencionado foi publicado como uma resposta ao ataque do Rev. Alexander Reese contra a ideia do "arrebatamento secreto," no livro The Approaching Advent of Christ (O Advento de Cristo que se Aproxima), publicado no ano anterior (1937). O bem conhecido exegeta e comentador bíblico, Professor F. F. Bruce, embora tendo os mesmos antecedentes religiosos do Dr. Vine, faz os seguintes comentários críticos a respeito do uso que Vine e Hogg fazem da palavra parousía no seu sistema escatológico:

"Talvez o aspecto mais distintivo de Atingindo a Vinda tenha sido o tratamento dado à palavra parousía. Eles insistiram no sentido primário de 'presença' e interpretaram a palavra no seu uso escatológico como significando a presença de Cristo com a Sua Igreja glorificada no intervalo que precede a Sua manifestação em glória....

Pode ser posta em dúvida se esta interpretação de parousía faz justiça ao sentido que a palavra tem no grego helenístico. Os escritores apelaram, de facto, ao léxico de Cremer em apoio do seu ponto de vista; mas Cremer escreveu muito antes de o estudo de papiros vernaculares ter revolucionado o nosso conhecimento da linguagem helenística comum."16

Portanto, a referência da Watch Tower Society à definição de parousía do Dr. Vine não tem grande peso. Examinada mais de perto, mostra ser essencialmente tão obsoleta como as outras referências da Sociedade."


*C. Jonsson escreveu Os Tempos dos Gentios Reconsiderados, a mais importante e reconhecida obra erudita do mundo sobre a doutrina de 1914 das Testemunhas de Jeová.



quarta-feira, 18 de julho de 2012

O Evangelho é irrelevante na Plantação de Igrejas... pense nisso!


O que mais tem preocupado a faceta missionária das igrejas históricas ultimamente? Plantação e revitalização de Igrejas. Encontros, palestras, livros, teses, treinamentos, etc. Isso tudo chegou em uma boa hora, dado ao fato que as seitas neopentecostais tem enchido o país com seus barracões que visam a aglomeração de pessoas, oferecendo algo para receber algo.


Obviamente as Igrejas históricas não alcançarão, nunca, o que as seitas neopentecostais tem alcançado. Os motivos são:


1) As Igrejas históricas possuem estruturas ‘complicadas’ que não correspondem ao clima atual de fast food: Imagine por exemplo uma IPB, com Sínodos, Presbitérios, Conselhos, Sociedades internas (com seus vários departamentos!)

2) As Igrejas históricas exigem mais envolvimento: Dedicação pessoal, intelectual, familiar e não apenas um envolvimento financeiro com suas barganhas.

3) O Brasil foi religiosamente ‘catolizado’: Tal sentimento religioso coloca pessoas nos bancos aos domingos, sem um compromisso ‘leigo’ com a Teologia e com a Igreja atuante. Os grupos neopentecostais aproveitam isso.

4) As Igrejas históricas prezam muito a doutrina bíblica: Isso não quer dizer frieza, mas dedicação do entendimento e da alma para com os postulados doutrinários cristãos. Não existe uma ânsia em estimular a adrelina nos cultos tradicionais, o que acaba não dando um ar eufórico nos ajuntamentos.

5) As Igrejas históricas (penso em Batistas, Presbiterianas, Metodistas, Congregacionais), não oferece nada para seus membros: A PRAGA DA TEORIA da Prosperidade é a propaganda da mídia consumista com vestimenta evangélica. O diabo vomitou nos púlpitos esse desvio evangélico.

6) A ‘inauguração’ de uma igreja tradicional exige um Pastor que seja preparado: Em média, um líder de uma congregação de igreja tradicional passa por um preparo de 4 anos. Um pastor de igreja tradicional não intimida por ameaças místicas, mas adquiri respeito por ser um conhecedor de Teologia.

Um analfabeto bíblico não tem capacidade de iniciar uma igreja bíblica.


Pois bem...

Para aliviar essa desigualdade, as igrejas históricas têm buscado caminhos alternativos: Encontro de casais, Cursos, projetos filantrópicos, ação social, etc. E na plantação de igrejas, alguns tem usado pesquisas de campo para saber o ‘apetite’ da clientela, para lhes oferecer “uma igreja relevante”... E é aqui mora o perigo.

A Bíblia diz que devemos sim fazer o bem, especialmente para os da família da fé (nada de errado em sermos ou termos projetos filantrópicos, desde que a sua natureza seja claramente identificada e não seja uma ‘enganação evangelística.’). A Bíblia diz que o mensageiro pode e deve se adequar ao contexto cultural para onde foi enviado (nada de errado em conhecer o contexto e estudá-lo, para a adaptação DO MENSAGEIRO e não DA MENSAGEM). Mas apesar disso, uma verdade continua intacta:


O Evangelho é irrelevante e sem sentido para os homens ímpios!


A palavra de Deus diz:


Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem... na sabedoria de Deus o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria... Cristo crucificado, escândalo para judeus, loucura para os gentios...”


Olhe bem as definições da Palavra sobre o Evangelho:


1º) Loucura para os gregos: Não havia algo de filosoficamente relevante para essa classe. E parece que o Apóstolo não se preocupou com isso, antes estabeleceu.

2º) Escândalo para o judeus: Algo escandaloso é meio complicado ser apresentado como ‘atraente’. Mas esse é o Evangelho.


Não devemos pregar o Evangelho colocando nele o que Deus não colocou. Isso seria um estupro teológico. Deus prefere salvar pela loucura da pregação do Evangelho. Afinal, o que de relevante tem para uma pessoa em nosso século XXI, dizer que um homem morreu na palestina há quase dois mil anos para lhe dar paz com Deus!?!? Isso enche o meu e o seu coração de alegria... mas é assim, Deus nos salvou e agora não é loucura nem fraqueza, mas o poder de Deus.


Tenha apenas ‘uma mensagem’ em sua boca na plantação de igrejas:


Jesus Cristo é o Soberano que exige sujeição, com arrependimento e conversão!


Alguns têm sugerido que Atos 17.16-34 é uma prova de ‘adequação cultural’ na plantação de Igrejas. Ao ler a passagem, porém, não vejo um Evangelista diluindo a mensagem. Na realidade, ele estava diante de um auditório despido da vestimenta judaica. Daí ele finaliza a mensagem não com um clamor filosófico, contextualizado, mas louco: “Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos.” (At 17.31). O fato de alguns se interessarem na mensagem, não confirma em nada a ideia de adaptações, pois ele citou coisas comuns aos ouvintes para iniciar seu sermão. Alguns fazem um barulho muito grande em torno do versículo 23, por causa de uma introdução homilética!!!


Ao contrário, observe bem o desfecho do caso:


“Quando ouviram falar de ressurreição de mortos, uns escarneceram, e outros disseram: A respeito disso te ouviremos noutra ocasião. A essa altura, Paulo se retirou do meio deles. Houve, porém, alguns homens que se agregaram a ele e creram...”(At 17.32,33,34.A).


O desinteresse pela mensagem é normal, por isso escarneceram. O interesse curioso (ou filosófico no caso) também não interessa, pois nasce de uma visão errada da mensagem, por isso queriam ‘ouvir mais’. Lucas conta (PORÉM) que alguns creram!


CONCLUSÃO

Devemos adaptar a apresentação do Evangelho não com base na cultura ou gostos das pessoas, mas na qualidade e quantidade daquilo que iremos falar!

Como e o que falar dentro do Evangelho? O que meus ouvintes já sabem sobre o que estou falando? Posso começar de onde sabem? Essa é a única adaptação que creio ser bíblica. Jesus nos deu exemplo:

“Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não podeis suportar agora...”(Jo16.12).

sábado, 14 de julho de 2012

50 textos bíblicos no NT que ensinam a Doutrina da Trindade


Muitos dizem que a Bíblia não ensina a doutrina da Trindade. Outros afirmam que são poucos textos (uns 4, no máximo, dizem) que os trinitários usam para fundamentar essa doutrina. Seria mesmo?


Gostaria de disponibilizar uma lista de 50 textos no NT que vemos em foco a ação trinitária. Transcrevi especialemente      os nomes ou  termos, que foca as três Pessoas Divinas.

“Jesus... Espírito de Deus... Este é meu Filho.” – Mt 3.16,17

O Batismo Trinitário – Mt 28. 19


“Espírito Santo ... Altíssimo... Filho de Deus” – Lc 1.35


“Jesus... Espírito Santo... Tu és meu Filho” – Lc 3.21,22


“Jesus... Espírito... Tu és meu Filho” – Mc 1.9-11


“Jesus... Espírito Santo... Senhor Deus” – Lc 4.1-12


“E Eu rogarei... ao Pai... Consolador” – Jo 14.16 (17-20 também)


“Consolador... do Pai... Vos ei de enviar” – Jo 15.26


“Consolador, O Espírito... Me glorificará... o Pai” – Jo 15. 7, 13,14, 15


“Jesus... Pai... Espírito Santo” – Jo 20.21,22


“Jesus... Espírito Santo... Reino de Deus” – At 1.1,2


“promessa do Pai... Espírito Santo... Senhor” – At 1.4,5,6


“Ressuscitou Jesus... de Deus, O Pai... Espírito Santo” – At 2.32,33


“nome de Jesus Cristo... dom do Espírito... Deus nosso Senhor” – At 2.38,39


“Deus... Príncipe e Salvador... Espírito Santo” – At 5. 31,32


“cheio do Espírito Santo... e Jesus... à direita de Deus” – At 7.55,56


“Deus... Jesus... Espírito Santo” – At 10. 38


“magnificar a Deus... o Espírito Santo...em nome de Jesus” – At 10. 46-48

“E Deus... o Espírito Santo... do Senhor Jesus” – At 15.8-11


“O Espírito Santo... Senhor Jesus... da graça de Deus” – At 20.23,24


“O Espírito Santo... igreja de Deus... seu próprio sangue” – At 20.28


“reino de Deus... fé em Jesus... falou o Espírito Santo” – At 28. 23, 25


“falou o Espírito Santo... reino de Deus... Senhor Jesus” – At 28.25,31


“[Filho] de Deus... Espírito de santificação... Jesus Cristo” – Rm 1.4


“o amor de Deus... pelo Espírito Santo... porque Cristo” – Rm 5.5,6


“lei do Espírito, em Cristo... Deus enviando” – Rm 8.2,3


“no Espírito... Espírito de Deus... Espírito de Cristo” – Rm 8.9


“o mesmo Espírito... herdeiros de Deus... co-herdeiros de Cristo” – Rm 8. 16,17


“em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.” – 1 Co 6.11


“Espírito [Santo]... Senhor [Jesus]... Deus[Pai]” – 1 Co 12. 4,5,6


“Cristo... em um Espírito... Deus colocou” – 1 Co 12. 12,13,18


“em Cristo... Deus... do Espírito” – 2 Co 1. 21,22
A bênção trinitária – 2 Co 13.14


“diante de Deus... Cristo nos resgatou... promessa do Espírito” – Gl 3. 11, 13,14



“Deus enviou... o Espírito de seu Filho” – Gl 4.6


“Deus Pai... Jesus Cristo... com o Espírito Santo” – Ef 1. 2, 3, 13


“ao Pai em um mesmo Espírito... Jesus Cristo” – Ef 2. 18, 20


“seu Espírito... para que Cristo... plenitude de Deus” – Ef 3.16, 17, 19


“um Espírito... um só Senhor... um só Deus e Pai” – Ef 4. 4, 5, 6


“eleição é de Deus... no Espírito Santo... e do Senhor” 1 Ts 1. 4, 5, 6


“amados do Senhor... ter Deus... do Espírito” – 2 Ts 2. 13


“amor de Deus... renovação do Espírito Santo... Jesus Cristo” – Tt 3. 4, 5, 6


“pelo Senhor... também Deus... do Espírito Santo” – Hb 2. 3, 4


“do Espírito... da palavra de Deus... Filho de Deus” Hb 6. 4, 5, 6


“de Cristo... pelo Espírito... a Deus” – Hb 9. 14


“Jesus Cristo... destra de Deus... o Espírito Santo” – Hb 10. 10, 12, 15


“Deus Pai... Espírito Santo... Jesus Cristo” – 1 Pe 1. 2


“com Deus... Jesus Cristo... pelo Espírito” – 1 Jo 3. 21, 23, 24


“seu Espírito... o Pai enviou seu Filho” – 1 Jo 4. 13, 14


“no Espírito Santo... amor de Deus... Senhor Jesus Cristo” – Jd 20, 21



Então... é um ensino bíblico ou não?




quarta-feira, 11 de julho de 2012

Walter Rea: Os problemas mentais de Ellen White


“A lesão que Ellen sofreu em sua meninice e os problemas físicos resultantes são bem conhecidos e estão bem documentados. Começando com esse acidente, e seguindo através da adolescência e a média idade, ela sofreu ataques físicos, "que com freqüência acompanhavam o que seus seguidores deram em chamar visões abertas. Diz-se que, às vezes, não era consciente de nada a seu redor, ainda que às vezes conservasse o controle de seus movimentos. A igreja com freqüência se ufana de que ela começou com uma mente débil e sem adestrar, e um corpo delgado e desfigurado - o mais débil dos débeis." Se informa que, pelo menos cinco vezes, foi atacada de "paralisia," e que muitas vezes ela sentia que estava a ponto de morrer; com freqüência, permanecia inconsciente por longos períodos. Sob estas condições físicas, especialmente durante seus primeiros anos, sua mente com freqüência estava na mesma condição que seu corpo, às vezes nas areias movediças do desespero e às vezes no cume da glória. Este estado mental e físico foi observado ao começo da experiência de Ellen. Ficou um notável depoimento em relação com sua condição e o fato de que ela a reconhecesse já em 1865 , depoimento que foi publicado mais tarde, em 1877. A causa da natureza sensitiva da informação, é melhor reproduzir vários parágrafos das páginas que tratam dela. Quando, durante uma conferência em Pilot Grove em 1865 , ela relatou uma visita ao Instituto de Saúde do Dr. Jackson, disse que o doutor, depois de examiná-la, tinha declarado que sofria de histeria. Agora, para os que têm confiança na capacidade do Dr. Jackson como médico, esta declaração proporciona um indício da suposta inspiração divina de Ellen. De acordo com as autoridades médicas, a histeria é uma doença real, mas de tipo muito peculiar, pois afeta, não só o corpo, senão também a mente; produz fenômenos de uma natureza muito marcada, mas muito variada, e ao atuar a doença sobre diferentes pessoas e diferentes temperamentos, produz variados resultados. Quando o Dr. William Russell, que nesse então trabalhava no Instituto de Saúde de Battle Creek, escreveu-nos expressando suas dúvidas com respeito à inspiração divina das visões, e pedindo-nos a evidência que tivéssemos sobre esse tema, com gosto acedemos a sua solicitação e lhe enviamos as obras publicadas, e também um breve resumo da obra que agora apresentamos ao público. Também, chamamos seu atendimento sobre a opinião médica do Dr. Jackson no caso da Sra. White, e solicitamos a opinião dele para publicá-la também no livro. A isto contestou, em 12 de Julho de 1869, que tinha decidido, fazia algum tempo, "que as visões da Sra. White eram o resultado de um organismo enfermo e um cérebro ou um sistema nervoso defeituoso." Aqui, então, temos o depoimento de dois médicos, em cuja capacidade como médicos confiam geralmente a Sra. W. e os Adventistas do Sétimo Dia, que estão de acordo em sua opinião quanto à predisposição dela a uma condição enferma do cérebro e o sistema nervoso. Com estes testemunhos em mente, regressemos à primeira visão e vejamos se podemos, a partir das circunstâncias presentes, chegar a uma solução razoável e prática do fenômeno no caso. De acordo com suas obras publicadas, a Sra. White, à idade de nove anos, sofreu uma desgraça muito grave; uma pedrada lhe achatou o nariz, desfigurando-lhe o rosto permanentemente. Por suposto, não sabemos se este acidente foi ou não a causa de sua predisposição à histeria, mas uma coisa é verdadeira: Não a originou, senão que a agravou, como o descreve o Dr. Russell: "Um organismo enfermo ou um cérebro ou sistema nervoso defeituoso." Isto o demonstra o fato de que, durante três semanas depois do acidente, ela permaneceu completamente inconsciente, com o cérebro com tanta uréia que lhe causou a cessação de suas funções durante esse tempo. Em Life Incidents, pág. 273, o Ancião White também diz de sua saúde na época de sua primeira visão: "Quando teve a primeira visão, estava enfraquecida e inválida, e seus amigos e médicos só esperavam que morresse de consumpção. Nesse tempo só pesava oitenta libras. Seu sistema nervoso estava em tal estado que não podia escrever, e dependia de alguém sentado perto dela numa mesa até para verter bebida da xícara ao pires." Pouco depois de recuperar-se, parece ter voltado seu atendimento a temas religiosos, com os quais ficou profundamente impressionada, até que, à idade de doze anos, professou a conversão e ingressou à igreja Metodista. Sua experiência religiosa nessa temporã idade foi de um tipo peculiar; às vezes se exaltava até o êxtase, e novamente se deprimia até as profundidades da depressão. Esta desafortunada condição da mente não parece ter sido causada pelas circunstâncias externas que a rodeavam, que eram todas favoráveis a sua profissão religiosa, senão por sonhos e impressões agradáveis ou desagradáveis. Mais ou menos por este tempo, pregava-se a doutrina Adventista em Portland, Maine, onde vivia a família de seu pai, e tanto sua família como ela mesma se interessaram nela, até o ponto de que em 1842 ela assistia constantemente às reuniões Adventistas, ainda que fosse Metodista. O resultado de que passasse o tempo sem que o Senhor regressasse em 1844 foi a divisão do povo Adventista em dois grupos. Enquanto um dos grupos se curvava à posição de que a vinda do Senhor estava próxima, mas admitia que os movimentos de 1843 e de 1884 eram errôneos, o outro afirmava que o Senhor lhes tinha guiado até esse momento e que o passado se justificaria plenamente; finalmente, os desta última classe caíram no erro da porta fechada, afirmando que o Esposo tinha vindo, e que o tempo para a salvação dos pecadores, os cristãos nominais, e os Adventistas apóstatas tinha passado. Em Life Incidents, pp. 183-91, o Ancião White faz um interessante relato da história da porta fechada. A Sra. White, (nesse tempo Ellen G. Harmon), identificou-se com os desta última classe, que se reuniam em casa de seu pai, o que mostrava que ela estava constantemente sob a influência deste terrível erro, cujo poder ninguém, exceto os que o presenciaram ou participaram nele, pode apreciar devidamente. Sob estas circunstâncias, e com seu organismo enfermo, seu cérebro ou sistema nervoso defeituosos, e uma predisposição à histeria não é de surpreender-se que tivesse o que se chamou uma visão, e que, tal como seria de esperar-se, sua visão correspondesse, em termos gerais, aos pontos de vista religiosos que ela abrigava, como mostramos claramente nesta obra. Sobre este ponto, o Ancião White apresenta outro depoimento em seu livro Life Incidents, página 272 (publicado em 1868), no qual diz: "Durante os passados vinte e três anos, ela teve provavelmente entre cem e duzentas visões. Estas ocorreram em quase cada tipo diferente de circunstâncias, e, no entanto, todas elas foram maravilhosamente similares; sendo a mudança mais evidente o que, em anos mais recentes, foram menos freqüentes e mais abarcantes." Sob estas circunstâncias, todo isto é muito natural e razoável. Ao melhorar a saúde da Sra. White, as visões se voltaram menos freqüentemente. Como a mente e seu funcionamento são o resultado do organismo humano, uma constituição física mais saudável produzirá um estado da mente melhor e mais saudável. E, como a saúde da Sra. White melhorou, seu cérebro e seu sistema nervoso adquiriram um estado mais natural, e seus estados de transe foram menos freqüentes; e como ela avançou em questões de informação geral (tendo sido sua educação temporã descuidada quase por completo a conseqüência de sua debilitada saúde), suas visões se fizeram mais abarcantes – uma conseqüência muito natural – que é uma das melhores evidências de do que suas visões surgiam de sua própria mente. Que os fenômenos das visões, a suspensão animada, e os poderes milagrosos da Sra. White são o resultado de uma organização física e mental em desordem o confirma o seguinte extrato do livro Practice of Medicine, p. 721, do Tomo 2, do Dr. George B. Wood, que me chamou o atendimento, e que corresponde a algumas das experiências da Sra. White em visão, particularmente ao fato de que se pusesse de pé com uma Bíblia na mão a levantasse por em cima de sua cabeça, e assinalasse e repetisse algumas passagens dela. Ao tratar desordens mentais, e explicar a causa e os fenômenos dos transes, o Dr. Wood diz: "O êxtase é uma afecção na qual, junto com perda da consciência das circunstâncias existentes, e insensibilidade às impressões externas, há uma aparente exaltação das funções intelectuais ou emocionais, como se o indivíduo fosse elevado a uma natureza diferente, ou a uma esfera diferente da existência. O paciente parece envolvido em algum pensamento ou sentimento absorvente, com uma expressão no rosto como de elevada contemplação, ou de inefável deleite. O movimento voluntário fica geralmente suspendido, e o paciente ou jaz insensível a influências externas, ou como na catalepsia, conserva a posição que tinha quando sofreu o ataque. Às vezes, no entanto, os músculos obedecem à vontade, e o paciente fala ou atua de acordo com seus impulsos existentes. Nestes casos, a doença risca muito de perto com o sonambulismo. Pode ser que o pulso e a respiração sejam naturais, ou mais ou menos diminuídos; o rosto está geralmente pálido; e a superfície do corpo está fresca. Se a freqüência do pulso aumenta, é geralmente mais débil também. A duração do ataque é muito incerta; em alguns casos não passa de alguns minutos, em outros se estende a horas ou dias. Ao recobrar-se do ataque, o paciente geralmente recorda seus pensamentos e sentimentos mais ou menos com exatidão, e algumas vezes fala das maravilhosas visões que viu durante suas visitas às regiões dos benditos, de encantador esplendor e harmonia, de inexprimível gozo dos sentidos ou afetos."

 
Estas assombrosas páginas revelam alguns fatos sérios que podem ser verificados:


a . Deu-se uma descrição precisa do estado físico e mental de Ellen White do modo em que ela o descrevia com freqüência.

b. A análise de seu estado foi efetuada por médicos capazes, que em alguns casos eram aceitos pelos White.

c. As observações foram feitas no princípio de sua vida por pessoas que conheciam seu estilo de vida e a observaram de primeira mão.

d . Ellen White efetivamente creu e ensinou a porta fechada, cuja história se manteve oculta por mais de cem anos, como se revelou (e agora foi confirmada pelo White Estate).

 
Ellen até teve uma visão mostrando que a porta se fechou para os pecadores depois de 1844. Mais interessante, talvez, é o fato de que outros, alguns dos quais eram também médicos, notaram a similitude de seu estado durante seus "visões" e diagnosticaram seu estado de maneira similar. William S. Sadler, amigo da família White, uma vez verdadeiro crente e também ancião da igreja, e mais tarde médico, escreveu em 1923:

Não é raro que pessoas em transe cataléptico se imaginem que viajam a outros mundos. Em realidade, os maravilhosos relatos de suas experiências, que descrevem por escrito depois de que terminaram estes ataques catalépticos, são tão singulares e maravilhosos que servem de base para fundar novas seitas, cultos, e religiões. Muitos movimentos religiosos estranhos e singulares se fundaram e organizado deste modo. É um interessante estudo em psicologia observar que estes médiuns em transe sempre vêem visões em harmonia com suas próprias crenças teológicas. Por exemplo, uma médium que cria na natural imortalidade da alma sempre era guiada, em suas viagens celestiais, por alguns amigos mortos que tinham partido. Um dia, ela mudou seus pontos de vista religiosos - se converteu à crença no “sono da alma" - e desde então, quando estava em transe, era levada de um mundo a outro, em suas numerosas viagens celestiais, por anjos, e nenhum amigo morto ou separado jamais voltou a aparecer em nenhuma de suas visões depois desta mudança em suas crenças.


O registro das visões de Ellen de outros mundos pode verificar-se em Early Writings para ver se a informação relatada por Sadler se aplica a ela. Sadler continua com outras observações interessantes: Quase todas estas vítimas de transes e catalepsia nervosa, tarde ou cedo se chegam a crer mensageiros de Deus e profetas do céu, e sem dúvida a maioria deles é sincera em sua crença. Não entendendo nem a fisiologia nem a psicologia de sua aflição, sinceramente chegam a considerar suas peculiares experiências mentais como algo sobrenatural, enquanto seus seguidores crêem cegamente qualquer coisa que ensinem a causa do suposto caráterdivino destas assim chamadas revelações.

 
Sadler continua corroborando o que os médicos das décadas de 1860 e 1870 tinham detectado:

Outro interessantíssimo fenômeno que observei em relação aos médiuns em transe que, como observamos anteriormente, é em sua maioria mulheres, é que estes fenômenos de transe ou catalépticos, que em alguns aspectos são muito similares a ataques de histeria maior - só do que levados ainda além – digo do que foi minha experiência que geralmente aparecem depois de do que entrou a adolescência, e em nenhum caso que observei, ou do qual tenha eu ouvido, sobreviveram estes fenômenos à aparição da menopausa. A natureza dos fenômenos associados com estas profetisas ou médiuns em transe é sempre modificada pela aparição da “mudança de vida."

 
Novamente, é interessante observar o que o doutor diz que sucedia no caso de Ellen. Ela deixou de ter "visões abertas" arredor do tempo da vida em que ocorre a menopausa. É assim mesmo interessante observar que a cessação das visões coincidiu com a morte de Tiago White, seu esposo. Um escritor posterior retomou o tema físico em sua dissertação doutoral escrita em 1932:

 
Não há nem a mais mínima evidência de do que ela, neste estado, em nenhum momento aprendesse nem uma só coisa que não fora já bem sabida por seus sócios. Enquanto este escritor não chegaria até a dizer que ela estava "mesmerizada" por seu esposo, ele [o escritor] está plenamente convencido de que o conteúdo de suas primeiras "visões" estava determinado quase por completo pelo problema em que ele [Tiago White] estava interessado e ao qual lhe dedicava seu tempo no momento da manifestação. ... Mais tarde, depois de sua morte, a engraçada aprovação dela era um objeto muito desejado entre certos tipos de dirigentes e caixeiros que usavam todo tipo de métodos e ardis para obter o apoio dela para seus projetos. Quando White usou todos os métodos possíveis para a organização, sua esposa "viu" que era o plano de Deus; quando ele caiu sob suspeita na operação da impressora, a ela se lhe mostrou que isto não era agradável a Deus. Quando ele, por meio da pluma e de viva voz, chamou à "benevolência sistemática" [contribuições financeiras regulares à igreja], ela teve uma "visão" apoiando-a. No tempo em que ele estava ocupado escrevendo folhetos pró saúde, a ela se lhe mostrou sua "grande visão" sobre a reforma pró saúde. Esta lista poderia continuar, substituindo o nome de seu esposo pelos de seus dirigentes favoritos, até sua morte. Linden, em 1978, revisou as observações e teorias de psicólogos e psiquiatras de mediados da década de 1900 procurando indícios dos fatores causais dos fenômenos visionários. Foi necessário tomar em conta fatores tanto psicológicos como físicos. Talvez as respostas finais e mais satisfatórias a respeito de Ellen White poderiam dar-se em favor da mentira branca se o White Estate quisesse permitir a publicação dos detalhes do histórico médico dela do princípio ao fim. Outro escritor descobriu um tipo diferente de raciocínio para o problema de que Ellen copiava sem dar crédito, bem como sua crença em sua própria "originalidade visionária." M. Ronald Deutsch (The New Nuts Among the Berries) relata, no capítulo titulado "The Battles of Battle Creek," como Charles E. Stewart escreveu à Sra. White em resposta à afirmação pública dela de que "tinha recebido instruções do Senhor" para que convidasse aos que tinham "perplexidades ... em relação com os testemunhos" a "pôr por escrito" seus "objeções e críticas," que ela as contestaria. Os amigos de Stewart publicaram sua longa carta (que incluía cópias de correspondência adicional com outras pessoas) em forma de folheto em Outubro de 1907 – depois de que tinham passado cinco meses sem resposta de Ellen White. O prefácio do folheto dizia que Stewart tinha recebido um recibo de registro devidamente assinado, mas nenhuma resposta.


Deutsch cita a seguinte opinião de seu livro:

 
Creio que ela é vítima de auto-hipnotismo. Em realidade, ela se tem auto-hipnotizado para crer que estas visões são genuínas. Não creio que ela voluntariamente se propunha enganar - ela adquiriu o hábito visionário – mas, sim, culpo aos que vendem às pessoas um truque que é, nem mais nem menos, uma grosseira fraude.

 
O ano de 1907 passou faz muito tempo. A questão dos problemas da saúde de Ellen e as preocupações dos médicos de seu tempo poderiam ter-se esquecido se estas perguntas não seguissem aparecendo de tanto em tanto. Tão recentemente como em 1981, apareceu um artigo no Toronto Star de 23 de Maio:

 
Uma pedra que golpeou a testa de uma fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ellen Gould White, quando tinha nove anos de idade, quase seguramente é a causa de suas visões, as quais são a base para a doutrina da igreja, dizem dois médicos. O golpe causou uma forma de epilepsia, disseram numa entrevista os doutores Delbert Hodder e Gregory Holmes, de Connecticut. Estiveram em Toronto para descrever suas descobertas durante uma reunião da Academia Americana de Neurologia no Sheraton Centre recentemente.... Hodder, que é Adventista, diz que seu relatório e o de Holmes (que não é Adventista) poderia sanar a divisão que existe na igreja. "Têm estado considerando-o de uma maneira teológica," disse, mas sua investigação mostra que "ela pode ser explicada cientificamente." A muitos poderia parecer-lhes que o argumento médico é a melhor maneira de explicar a questão ética suscitada por seu engano, ainda que não justificasse aos que, obviamente sem conhecer o estado dela (e, portanto suas debilidades), continuaram ajudando a expandir a mentira branca. Também, geraria algum grau de simpatia pelas ações de Ellen - com base em sua capacidade diminuída somente. De maneira similar, ajudaria a explicar as muitas inconsistências em suas "visões" com as quais a igreja teve que lidar, ou teve que escusar, ou tampar através dos anos. Pode ser que a última linha das palavras do sábio árabe se apliquem a este ponto de vista sobre o problema ético: "O que sabe, e sabe que sabe, é um sábio. Segue-o."


(H[enry] E. Carver, Mrs. E. G. White's Claims to Divine Inspiration Examined [Um Exame das Afirmações da Sra. E. G. White de Que Era Inspirada] , 2dá. edit. (Marion, Iowa: Advent and Sabbath
Advocate Press, 1877) pp. 75-80. Idem, pp. 75-80.


W[illiam] S. Sadler, The Truth about Spiritualism [A Verdade Sobre o Espiritismo] (Chicago: A. C.McClurg & Co., 1923), pp. 157-58. Ídem.Ídem, p. 159.


De acordo com a SDA Encyclopedia (veja-se "Visions," p. 1557), a última "visão aberta" de Ellen White ocorreu em Junho de 1884. Linden, em The Last Trump, diz que Tiago White sublinhava que "os músculos e as conjunturas dela se punham rígidos," e sua vista precisava algum tempo para acomodar-se outra vez à normalidade.


Winslow, Guy Herbert, "Ellen Gould White and the Seventh-Day Adventism," dissertação (Worcester, MA: Clark University, 1932) p. 290.


Linden, Ingemar, The Last Trump, pp. 159-163.


M. Donald Deutsch, The New Nuts Among the Berries, Pau Alto, Ca. Manlyn Dunlop, "Were Adventist Founder's Visions Caused by Injury?")

Fonte: A Mentira Branca

segunda-feira, 9 de julho de 2012

As 'NOVAS Línguas' e a resposta do Cinco Solas ao MCA

"Luciano, do blog Ministério Cristão Apologético, apresentou uma refutação ao meu artigo Falarão Novas Línguas, intitulado As Novas Línguas, Segundo o Irmão Clóvis. O tom do artigo é amistoso, como deve ser nas controvérsias entre irmãos. Espero que ao apresentar esta tréplica eu consiga manter a cordialidade de nossa conversa.


Vamos repisar os argumentos apresentados por ambas as partes, embora seja recomendável que você leia os artigos referidos acima. Eu baseei minha defesa no fato de que Jesus diz que os crentes irão falar em novas línguas e não em outras línguas e mais decisivamente no fato de que kainos, o termo utilizado para novas, é utilizado para algo em si mesmo novo, inédito. É claro que para isso me apoiei nas distinções feitas pelos linguistas entre neos e kainos, uma vez que não tenho conhecimento para prescindir de tais apoios.

A réplica do Luciano, em síntese, é que em Atos 2 os discípulos falaram em idiomas terrenos, que Paulo usa “outras línguas” e não “novas línguas” em 1Co 14 e que kainos não se distingue de neos em Lc 22:20; Hb 8:8 e Hb 12:24. Antes de apresentar uma tréplica preciso dizer que gostei da abordagem dele, uma vez que não desqualifica simplesmente o que eu escrevo, mas procura apresentar contra-pontos bíblicos. Se parássemos por aqui, acho que já teríamos frutos. Mas, mesmo correndo o risco de estragar o conseguido até agora, vamos avançar um pouco mais.

1. As línguas faladas em Atos 2. Eu tratei um pouco mais extensamente do que farei aqui no artigo Falar em Línguas: Natureza e Atualidade - Parte 3, onde abordei a questão das línguas em Atos 2. Nele, admito que os galileus falaram em línguas que não tinham aprendido, e que os judeus oriundos da Diáspora e que então habitavam em Jerusalém os entenderam falando nos idiomas das terra onde nasceram. Porém, isso se deu como sinal para aqueles ouvintes, e não por necessidade evangelísticas, pois tratavam-se de judeus, que entendiam o aramaico e/ou o grego, falado pelos moradores da Palestina, inclusive Pedro, que aliás pregou-lhes o evangelho numa língua comum a eles. Portanto, o fato de as línguas faladas pelos crentes galileus em seu louvor a Deus terem sido entendidas pelos habitantes de Jerusalém não invalida o fato de que aquelas línguas eram novas no sentido primordial de kainos.

2. Paulo não usa o termo novas línguas. Isto é um fato. Como é fato que Paulo não usa adjetivos para línguas, exceto na citação que faz de Isaías, referindo-se aos povos de língua estrangeira. Nas demais vezes, ou se refere à variedade de línguas (expressão que por si só não depõe contra ou a favor de nossos pontos de vistas) ou na maioria das vezes simplesmente línguas. Ora, é sabido que Paulo tem um vocabulário às vezes peculiar e nada sugere que ao não usar o qualificativo novas ele estivesse indicando que as línguas não eram novas em nenhum sentido. Temos aqui um simples argumento do silêncio, pois Paulo não usa kainos, como também não usa neos em relação à línguas.

3. Kainos não se distingue que neos. Acho que este ponto é mais decisivo na nossa disputa, uma vez que os habitantes de Jerusalém terem identificado as línguas faladas pelos galileus com seus idiomas maternos e Paulo não ter usado kainos/neos é pouco conclusivo. Para afirmar seu argumento, o irmão Luciano cita “Este é o cálice da nova [kainos] aliança...” (Lc 22:20), “...firmarei nova [kainos] aliança” (Hb 8:8) e “Mediador da nova [neos] aliança” (Hb 12:24). Devido a mesma aliança ser qualificada com kainos em Hb 8:8 e com neos em Hb 12:24, nosso irmão não vê distinção entre os dois termos. Mas será isso mesmo?

Em primeiro lugar, é reconhecido que kainos e neos são sinônimos e que ambos significam novo, sem serem mutuamente excludentes. Algo que é kainos pode ser chamado de neos, porém o inverso é improvável. No caso citado, a nova aliança é kainos no sentido que é qualitativamente superior à antiga, como também é neos, no sentido de que substitui e sucede a aliança da Lei. Assim, embora haja uma relação entre os dois termos sinônimos, eles não são simplesmente intercambiáveis.


Considere-se ainda que neos ocorre 20 vezes no Novo Testamento e kainos, 38. Nas 20 ocorrências de neos, o sentido é primariamente relativo ao tempo ou outro da mesma espécie: “vinho novo” (Mt 9:17; Mc 2:22; Lc 5:37-39), “moço” (Lc 15:12-13; 22:26; Jo 21:18; At 5:6; 1Tm 5:1-2,11,14; Tt 2:4,6; 1Pe 5:5), “nova massa” (1Co 5:7); “novo homem” (Cl 3:10). Já nas ocorrências de kainos, o sentido é primariamente relativo à qualidade, denotando superioridade ou ineditismo, algo que ainda não estreiou, não foi usado: “odres novos” (Mt 9:17; Mc 2:22; Lc 5:36,38), “coisas novas” (Mt 13:52; Ap 21:5), “nova aliança” (Mt 26:28; Mc 2:28; 14:24; Lc 22:20; 1Co 11:25; 2Co 3:6; Hb 9:15), “túmulo novo” (Mt 27:60; Jo 19:41), “nova doutrina” (Mc 1:27; At 17:19), “remendo novo” (Mc 2:21), “veste nova” (Lc 5:36), “novo mandamento” (Jo 13:34; 1Jo 2:7-8; 2Jo 1:5), “nova criatura” (2Co 5:17; Gl 6:15), “novo homem” (Ef 2:15; 4:24), “novos céus” (2Pe 3:13; Ap 21:1), “nova terra” (2Pe 3:13; Ap 21:1), “nome novo” (Ap 2:17; 3:12), “novo cântico” (Ap 5:9; 14:3), “nova Jerusalém” (Ap 21:2). Quando se examina o conjunto de ocorrências de neos e kainos é notório que o primeiro refere-se a outro da mesma classe, enquanto que o segundo se refere a outro de uma classe superior.

Essa distinção entre kainos e neos é reconhecida pelos dicionaristas. O Dicionário de Strong explica da seguinte maneira as nuanças entre os termos: “νεος é o novo quando contemplado sob o aspecto do tempo, aquilo que tem recentemente vindo à existência. καινος é o novo sob o aspecto da qualidade, aquilo que ainda não passou por revisão ou reparo. καινος, então, muitas vezes significa novo em contraste com aquilo que decaiu com a idade, ou gastou, sendo seu oposto παλαιος. Algumas vezes sugere aquilo que é pouco incomum. Implica freqüentemente em louvor, o novo como superior ao velho. Ocasionalmente, por outro lado, implica o oposto, o novo como inferior àquilo que é velho, porque o velho é familiar ou porque aperfeiçoou-se com a idade. Claro que é evidente que ambas νεος e καινος podem ser algumas vezes aplicadas ao mesmo objeto, mas de pontos de vista diferentes”.

Soli Deo Gloria"


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Eu prometi ao Clóvis que, se ele respondesse a postagem, eu colocaria na íntegra a resposta dele aqui no MCA. Talvez, futuramente, responderei essa suas resposta. Mas por hora, agradeço ao irmão Clóvis por nos dar tal honra.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O "outro" Jesus de W. M. Branham


Nessa postagem tratarei de algumas observações de um livreto que explica a cristologia do senhor William M. Branham. O chamado ‘Profeta do século de nossa era’.

O autor do livro, Jim Jeffords, [disponivel no site do Diógenes Dornelles (AQUI)]. Já no início deixa claro sua devoção ao WMB: “A autoridade para todo o nosso ensino são as palavras de um profeta vindicado para o nosso dia, o nosso irmão William Marrion Branham. De fato, nós não possuímos nenhum ensino próprio; nós apenas tentamos ecoar aquilo que já tem sido falado pelo profeta. Nós o amamos pela vida que ele viveu, sua maravilhosa humildade e assim por diante; porém nós seguimos a sua mensagem porque ele falou com a autoridade de um profeta vindicado.”(Compreendendo a Divindade, p. 14 [grifo são meus]).

O que W. M. Branham de fato ensinou a respeito da divindade?

O autor do livro mostra que WMB tinha uma visão própria a respeito da divindade. As palavras de Branham: “Agora, aqui você chega a Deus exatamente, E ENTRE a unicidade e a trindade você terá a coisa exatamente certa agora [...] A unicidade corre para o Nome de Jesus. A trindade corre para o Pai, Filho, Espírito Santo, exatamente como eles fizeram no Concílio de Nicéia; a mesma coisa. Ambos estavam errados. Mas agora, NO MEIO DO CAMINHO, nas Escrituras se estabelece a verdade.” (Compreendendo a Divindade, p. 5). Note que WMB descobriu ‘a roda’, mesmo que em matéria de Divindade a Igreja tenha debatido há séculos! Tanto que do autor afirmar mais adiante “Nenhum dos pastores ou mestres, naquele tempo, sabiam o suficiente para distinguir a diferença doutrinal."

O autor também escreveu: “o irmão Branham literalmente destruiu a doutrina trinitária, ele bateu nela tão duramente. Aqueles que saíram dela e para seguir a sua Mensagem, agora tinham que possuir uma nova forma de referência com respeito à Divindade. Eles sabiam que ele pregava a doutrina de um Deus, que era manifestado em três ofícios (Pai, Filho e Espírito Santo), porém ele também pregava contra e acusava a doutrina unicista.” (p.7[grifo meu]). Acredito que nesse livro encontraremos o poderio apologético de WMB, a ponto de “destruir a doutrina trinitária”! No fim apresento uma lista de 50 textos bíblicos que ensinam a Trindade.


Vejamos o que ele ensina a respeito de Cristo:

1) “Ele [WMB] sempre enfatizou que Pai, Filho e Espírito Santo não eram três pessoas ou personalidades, mas os três atributos (às vezes ele dizia “as três dispensações”) de um Deus verdadeiro”(p.9). Aqui vemos uma novidade ‘terminológica’, segundo o erudito em WMB; Pai, Filho e Espírito Santo não era, no entendimento do ‘profeta’, pessoas mas atributos de Deus. Isso nada mais é do que monarquianismo modal, especialmente do bispo Sabélio.

2) WMB: “A PRIMEIRA PESSOA a ser apresentada É Deus: Deus. “No princípio era Deus”, em Gênesis. E DEPOIS A PRÓXIMA é apresentada. É o Espírito Santo ou o Logos, que saiu de Deus. TODAVIA ERA TUDO DE DEUS QUE SAIU PARA UMA PESSOA” (p.10). Aqui temos obviamente uma contradição da citação acima. Claramente ele diz que a segunda pessoa, e aparentemente é O Espírito Santo, que ele chama de Logos, que é outro problema quando lemos Jo 1.1,14,18. Ele parece insinuar que ouve uma extensão de Deus, totalmente, para a pessoa do Logos. Mas o especialista em WMB diz sobre essas palavras do ‘profeta’: “O Filho não é uma extensão de Deus, mas uma PESSOA, um SER separado. O Filho tem a mesma natureza como o Seu Pai. Ele é da mesma substância de Seu Pai. Espécie semelhante gera espécie semelhante. Essa é uma parte das leis universais de Deus da natureza. Então como o Seu Pai é uma Pessoa, o Filho é uma Pessoa, com a mesma natureza e qualidades."

3) “Façamos o homem à Nossa imagem”. “Nossa”, é claro, nós percebemos que Ele está falando para Alguém; ELE ESTAVA FALANDO COM OUTRO SER.” Essa linguagem quando, dita por um trinitário tem conotações diferentes. Devemos, porém, destacar que também não é uma linguagem de um modalista. Com isso, começamos a notar que o modalismo de WMB não é aplicável em todas as suas exposições. Percebemos que a teologia de WMB não está muito confusa. Por isso o autor de Compreendendo a Divindade diz: “Mas você pergunta: “o irmão Branham não disse que Deus e Jesus eram o mesmo?”. Muitas vezes ele disse ou ao menos “parece” que ele disse e no livro em que nós abordamos este assunto. Isso não é o que ele disse ou nem mesmo sua linguagem é que está em questão. Ele está correto, mas é o seu próprio pensamento ou percepção do que ele diz, que nos deixa em apuros”(p.12[grifo meu]).

4) “Ele não pode ser um “Filho eterno”[...] Agora, eu não creio em filiação eterna. É até mesmo radical mencionar tal coisa, “filiação eterna”. Como... que Ele teve uma filiação eterna ...?... de que maneira, se é mesmo filiação eterna, como que Ele poderia ser um Filho? Ele teve que ter um princípio.(p.10)”. Existe uma posição teológica chamada Encarnacionista. Segundo essa visão (em sua versão ‘ortodoxa’) o Verbo, sendo Deus Eterno, se tornou Filho apenas na encarnação. O famoso apologista Walter Martin defende essa posição. O que, porém, é dito por WMB, não deve ser confundido com tal visão. Jim Jeffords diz: “Bem, o irmão Branham ensinava que todos os filhos tem um princípio, incluindo o Filho de Deus [...] Pode ter sido há 10 milhões ou 100 milhões de anos atrás, porém Ele teve um princípio. Deus, por outro lado, é o único Eterno. Deus nunca teve um princípio nem pode Ele ter um fim” (p. 13[grifo meu]). Isso não é nada mais do que o antigo Arianismo. Se Jim Jeffords está certo no que explicou sobre o ensino de WMB, quando este diz que o ‘Filho teve princípio’, não podemos ver WMB em pior situação.

5) Segundo Jim Jeffords, a posição de WMB diz que “Deus (o Pai) deixou Jesus (o Filho) no Getsêmani”. E as palavras de WMB são: “No jardim do Getsêmani, a unção O deixou... O Espírito O deixou, no jardim do Getsêmani.(p. 11)”. Todos os cristãos sabem que Deus Pai abandonou Jesus na Cruz em um sentido processual e providencial. Não houve um abandono da Divindade da Pessoa do Filho. O Pai executou o Filho(Is 53.10), esse foi o abandono. Pelas palavras de WMB e a interpretação do autor de Comprendendo a Divindade, aparentemente, ele ensina que Cristo deixou de ser divino no Getsêmani.

RESUMO: Que meus amigos do Tabernáculo da Fé me desculpem, mas as minhas observações são: A) WMB apenas repete algumas das antigas heresias. B) WMB mistura várias delas, fundindo-as. C) WMB não oscilava [?] em sua posição. D) WMB não conseguia explicar direito algumas coisas, nem as que a negava nem as defendia. E) WMB tinha ‘rabo preso’ com os que patrocinavam suas campanhas.

O motivo de tudo isso? Ele é um falso profeta. Seus seguidores insistem que seus sinais se cumpriram. Então, leiamos Dt 13.1-3:
  • “Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti, e te der um sinal ou prodígio, E suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los; Não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o SENHOR vosso Deus vos prova, para saber se amais o SENHOR vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma.”
A ÚNICA POSIÇÃO SEGURA: Se WMB não negasse a verdade Bíblica, não teria se confundido tanto. Apenas os que aceitam os Credos Históricos, podem ler a Bíblia sem confusão (Jo1.1,18,18;5.18;10.30;14.28;20.28;At 20.28;Rm 9.5; Fl 2.5,6; Tt 2.23; Hb 1, etc).

O Credo de Calcedônia diz: "Fiéis aos santos pais, todos nós, perfeitamente unânimes, ensinamos que se deve confessar um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito quanto à divindade, perfeito quanto à humanidade, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, constando de alma racional e de corpo; consubstancial, segundo a divindade, e consubstancial a nós, segundo a humanidade; em todas as coisas semelhante a nós, excetuando o pecado, gerado segundo a divindade antes dos séculos pelo Pai e, segundo a humanidade, por nós e para nossa salvação, gerado da virgem Maria, mãe de Deus; Um só e mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis e imutáveis, inseparáveis e indivisíveis; a distinção da naturezas de modo algum é anulada pela união, mas, pelo contrário, as propriedades de cada natureza permanecem intactas, concorrendo para formar uma só pessoa e subsistência; não dividido ou separado em duas pessoas. Mas um só e mesmo Filho Unigênito, Deus Verbo, Jesus Cristo Senhor; conforme os profetas outrora a seu respeito testemunharam, e o mesmo Jesus Cristo nos ensinou e o credo dos pais nos transmitiu."

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Predestinação de pessoas ou de ‘vagas’?


Já ouvi um pastor dizendo: 'A predestinação é para aqueles que permanecem no 'barco'. Enquanto estão nele, são predestinados para chegarem ao destino. Se sairem, não são mais predestinados'.
Porém, as Escrituras garante a chegada das pessoas, e não apenas a garantia do e no lugar! Veja:



Jo 6.37-39: Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim. E o que vem Amim, de modo nenhum o lançarei fora. Porque eu desci do céu não para fazer a minha própria vontade, e, sim, a vontade daquele que me enviou. E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia.


Jo 6.64,65: Contudo há descrentes entre vós. Pois Jesus sabia desde o princípio quais eram os que não criam e quem o havia de trair. E prosseguiu: por causa disto é que eu vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se pelo Pai não lhe for concedido.


Jo 10.14-16, 27-29: Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas; e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas. Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las. Elas ouvirão a minha voz; então haverá um rebanho e um pastor. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, eternamente, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.


Jo 13;18: Não falo a respeito de todos vós, pois eu conheço aqueles que escolhi; é, antes, para que se cumpra a Escritura: Aquele que come do meu pão, levantou contra mim seu calcanhar.


Jo 17.9: É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus.


At 13.48: Os gentios, ouvindo isso, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor. E creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna.


Rm 8.29,30: Porquanto, aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou. E aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.


Rm 8.33: Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica.


Rm 9.14-22: Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum. Pois ele diz a Moisés: terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia, e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer, ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia. Porque a Escritura diz a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. Logo, tem ele misericórdia de quem quer, e também endurece a quem lhe apraz. Tu, porém, me dirás: de quem se queixa ele ainda? Pois quem jamais resistiu à sua vontade? Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus? Porventura pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? Ou não em o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para a honra e outro para a desonra? Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira preparados para perdição?


Rm 9.22,23: Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira, preparados para a perdição, a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para a glória preparou de antemão?..


Rm 11.5,6: Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça. E se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça.


Ef 1.1: ...nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho de sua vontade...


Ef 1.4: ... assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele...


Ef 1.5: ...nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade...


Ef 2.10: Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.


2 Tm 1.9: ...que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça, que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos...


2 Ts 2.13, 14: Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos amados pelo Senhor, por isso que Deus vos escolheu desde o princípio para salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançar a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.

2 Pe 1.10: Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, assim não tropeçareis em tempo algum.


Reprovação: Jd 4: Pois, certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Um folheto para evangelizar os Adventistas...

Acredito que o blog, de caráter Reformado, que mais tem trabalhado em torno da exposição do mito adventista, é o MCA. São  dezenas de postagens que tratam de alguma doutrina adventista. Tratamos da questão do sábado tendo como base a doutrina Reformada da Lei, e não usando a teoria dispensacionalista, como é o caso de alguns.

Eu creio que o adventismo de Ellen White é um desvio da Fé Cristã histórica, bíblica e protestante.


O ministério ‘profético’ de Ellen White é uma mentira de Satanás.


Sei que muitos que estão lá dentro, foram alcançados pela graça de Deus em Cristo. Não me preocupo com tais. Mas precisamos evangelizar os adventistas perdidos.


Para isso, preparei um folheto para evangelizar os Adventistas do Sétimo Dia. Caso queira é só deixar um comentário com o seu e-mail, ou me enviando um e-mail, solicitando-o.


O Conteúdo do folheto explora três aspectos básicos do Adventismo, que persistentemente venho apontando: Ellen White, 1844 e o sábado. Obviamente que não seria possível escrever nem mesmo o básico em um folheto sobre tais assuntos. Ma procurei abrir uma janela para o debate sobre esses três assuntos, de maneira sucinta, porém, ao mesmo tempo, expondo-os como desvio bíblico.


É só imprimir e entregar ao adventista com o objetivo de despertá-lo para uma investigação mais avançada. E que Deus se compadeça dele e o salve.


O texto que usamos para consolidar a evangelização de heréticos é:


“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; Destruindo os conselhos, e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediencia de Cristo." II Co 10.4,5