quarta-feira, 19 de junho de 2013

Por que a IPB não cresce? A 'reforma' que precisamos!

O que fez com que a maior igreja evangélica da década de 60 não figure mais hoje em dia entre as denominações evangélicas de expressão numérica? Quais razões levaram a Igreja Presbiteriana do Brasil a não chegar em todo território nacional, apesar de ser uma das mais antigas? Por que a IPB está vergonhosamente atrás mesmo de muitas seitas? 

Vou expressar aqui a minha opinião, baseando-me na observação e na conversa com antigos presbiterianos. Acho que incomodarei alguns, nem serei aceito por todos os fieis. Adianto-me dizendo que temos um problema denominacional de nível espiritual e não teológico.

1. A vocação pastoral foi profissionalizada. A vocação ministerial na IPB está sendo revestida, espuriamente em muitos contextos, de direitos trabalhistas, interesses financeiros, exigências advinda de Conselhos nada espirituais, (do tipo crescimento financeiro para o orçamento da Igreja, etc.) gabinetes pastorais virando centro de negociações de interesses estranhos ao evangelho, pastores que se relacionam com representantes políticos e comerciais como se fosse ele mesmo um ‘empresário da igreja’. O Espírito Santo não usa tais ministérios adúlteros.

2. A vocação pastoral foi ‘academizada’. Para muitos ministros presbiterianos a região do “Mackenzie-Andrew Jumper” virou uma Meca Acadêmica. A desculpa de ‘especializar-se em uma área teológica para melhor servir ao Senhor’ na verdade camufla o especializar para ‘melhor SERVIR-SE’. Tais especializações deixam de ser um desejo simples de conhecer mais, para rapidamente dar a conhecer o status. A ânsia de títulos causa euforia nesses ministros.

Pobres reverendos ‘erudólatras’, que deixaram de colocar o ministério sob a bancada da Trindade e que as notas fossem extraídas de lágrimas, evangelizando, amando o rebanho da Igreja Presbiteriana, o seu povo. Por isso, igrejas assim, sob o comando de obreiros secos, não pode fluir vida.

3. A vocação pastoral foi multifacetada. “Tenho chamado de mestre”, “Meu chamado não é para evangelizar”, “Sou pastor não ovelha”... assim vai. O que acho interessante é que tais desculpas convenceram muitas igrejas e conselhos. Usam até Efésios 4.11 para isso, como que se o dom fosse exclusão da obrigação, e não apenas uma melhor capacitação divina para uma área no ministério! Já pensou em um profeta dizendo: “Não vou ensinar, pois meu ministério não é de mestre”!?... Veja o texto de II Tm 4.1-5.

A Constituição da IPB diz que o ministro recebe tais títulos, pois são funções do ministro: “Os títulos que a Sagrada Escritura dá ao ministro, de bispo, pastor, ministro, presbítero ou ancião, anjo da Igreja, embaixador, evangelista, pregador, doutor e despenseiro dos mistérios de Deus, indicam funções diversas, e não graus diferentes de dignidade no ofício.” Art. 30 Parágrafo único.

Pastor que não evangeliza, em qualquer forma e método, é um pastor incompleto, fraco e infiel. Visto que várias igrejas estão sob o comando de obreiros nestas condições no ministério, o Espírito Santo não usa mais a tais, e ali não pode ser uma agência salvadora dos eleitos.

3. Os Presbíteros estão negligenciando a vocação. Infelizmente muitos presbíteros não estudam a Bíblia profundamente, nem teologia*. Não estudam os Símbolos de Fé, nem mesmo depois da eleição deixam a superficialidade do conhecimento doutrinário. A fama de presbíteros é mais conhecida como: ‘Donos/Patrões’ da igreja local. Algozes de Pastores. Não são conhecidos como pastores junto ao pastor docente, na visitação, consolo e evangelização.

*Não seria difícil preparar melhor os presbíteros. Se o pastor, ou no máximo Presbitérios, [sabemos que quando sai desse ambiente, a letargia mata rapidamente!!!], local fizer 1) uma classe de liderança/oficiais, 2) providenciasse para todo líder e oficial – A Constituição da IPB, A Confissão de Fé, um manual teológico (Teologia Concisa, J. I. Packer, ou Manual de Doutrina L. Berkof), bem como algum livro de aconselhamento e histórico um que aborde uma breve história da IPB. E trabalhasse por pelo menos dois anos com esses oficiais, teríamos um resultado rápido e prático.

Para muito pastores, os presbíteros são apenas um item eclesiástico. Por um lado, isso é culpa dos próprios presbíteros. Precisamos de um despertamento por parte dos presbíteros da IPB. Quando isso acontecer, muita coisa entrar nos trilhos.

4. A IPB passou a envolver-se com aquilo que não é a sua missão. A maneira prática de a Igreja Glorificar a Deus é cumprir sua missão de pregar o Evangelho. Quando a igreja começou a substituir e pregação por projetos sociais, cursinhos profissionalizantes, interesses ‘humanistas’, ela dilui o seu poder. A Igreja deve fazer o bem a todos, como resultado do evangelho e da evangelização, não PARA evangelização!!!

Seria muito mais conveniente a IPB, igrejas locais, e até Mackenzie (não sei se já o fez), doar dinheiro para instituições filantrópicas! Seria muito mais conveniente e efetivo. Dar pão com mortadela e suco de saquinho para crianças carentes não é obra social. Imagine se a IPB doasse dinheiro para o Hospital do Câncer, a AACD, etc.? Assim, a Igreja faria o bem, com qualidade, sem colocar as suas energias vocacionais para outros fins.

“A Igreja Presbiteriana do Brasil tem por fim prestar culto a Deus, em espírito e em verdade, pregar o evangelho...” Art. 2º CI- IPB. O título do 5º capítulo do livro “Plante Igrejas” do Rev. Arival diz: “A pregação é o meio escolhido por Deus para promover a obra missionária.”

5. As igrejas locais não são unidas. ‘Cada um por si’, é quase o lema em muitas comunidades nas federações de igrejas locais da IPB. Não existe estimulo suficiente para isso. Isso está sob a responsabilidade dos presbitérios. Igrejas de uma cidade ou de um presbitério poderiam unir-se na missão. Compras de terrenos, construções de Templos, plantações de trabalhos novos, sustento de obreiros para iniciar trabalhos, etc. Isso não acontece, existe uma capitalização anticalvinista – ajuntar para outros não é feito, e sim para apresentar um saldo no orçamento!

E a obra missionária local é negligenciada por uma idolatria financeira local. Uma confiança errada e não cristã na estranha sensação de estabilidade financeira!

‘Cada um por si’, acabou em ‘Deus contra todos’. Na falta de unidade, de ‘gentileza entre igrejas’, nos esquecemos do princípio de Mt 12.25... parece que o diabo é mais inteligente do que agente!

6. O pecado. O que é mais destrutivo para uma igreja do que o pecado? É triste saber como está sendo tratado esse assunto em muitas igrejas presbiterianas. Não por falta de doutrina. O Catecismo Maior expõem o pecado em todos os seus quadrantes, com precisão milimétrica (perguntas 91 – 152). Mas por falta da denúncia na pregação e disciplina. Notamos mensagens, livros, estudos, sites, mais preocupados com o neopentecolatlismo e arminianismo do que em denunciar o pecado. Obviamente, preferiria o Arminianismo de Wesley a um Calvinismo pecador. Claro, isso é auto excludente, mas está se alastrando, mesmo com a incoerência patente.

·       Quando uma igreja deixa de denunciar o pecado ela sela a sua morte (Ap 2,3). Ou matamos o pecado por meio da pregação ou o pecado nos matará! Não existe sobrevivente nesta luta.

7. O Domingo revela que não damos prioridade na vida prática ao que é do Senhor. Escrevo essas palavras como um hipócrita. Não iria incluir, mas o Senhor me apontou isso, se eu quisesse que tal exposição fosse honesta em minha consciência. Não tenho guardado o Dia do Senhor como deveria. Tenho feito algo, mas não o necessário. Acredito que conseguirei, pela graça de Deus... O fato é que não temos o Dia do Senhor como DO SENHOR, em nosso arraial. Eu mesmo fui saber disso, não observando Igrejas Presbiterianas, mas quando comecei a ler os Símbolos de Westminster.

A Igreja Presbiteriana do Brasil não está, em sua a maioria, e em sua exatidão, guardando o Dia do Senhor (Ap 1.10). Infelizmente até mesmo eventos da IPB estão sendo realizados no Dia do Senhor, fazendo com que pessoas trabalhem nesse dia por nossa causa. Apesar de questionamentos práticos que precisam ser respondidos (será que uma recreação em um contexto de cidade grande, não seria salutar e necessária para a família?), o fato teológico é inquestionável, este é o Dia DO Senhor. Talvez você me pergunte, o que isso tem isso com a evangelização e reforma? Antes de te responder , leia o que ‘profetizou’ o Catecismo Maior:

Pergunta 121: Por que se acha a palavra “lembra-te”, colocada no princípio do quarto mandamento? Resposta: A palavra “lembra-te” acha-se colocada no princípio do quarto mandamento( Ex 20. 8) , em parte pelo grande benefício que há em nos lembrarmos dele, sendo nós assim ajudados na nossa preparação para guardá-lo( Ex 16. 23; Lc 23. 54,56; Ne 13. 19); e porque em o guardar somos ajudados a guardar todos os mais mandamentos( Ez 20. 12,20), e a continuar uma grata recordação dos dois grandes benefícios da criação e da redenção, que contêm em si um breve compêndio da religião( Gn 2. 2,3; Sl 118. 22,24; Hb 4. 9); e em parte porque somos propensos a esquecer-nos deste mandamento( Ex 34. 21) , visto haver menos luz da natureza para ele e restringir a nossa liberdade natural quanto a cousas permitidas em outros dias( Ex 34. 21;; porque este dia vem somente uma vez em cada sete, e muitos negócios seculares intervêm e muitas vezes nos impedem de pensar nesse dia, seja para nos prepararmos, seja para santificá-lo( Nm 15. 38,38,40) , e porque Satanás, com os seus instrumentos, se esforça para apagar a glória e até a memória desse dia, para introduzir a irreligião e a impiedade( Lm 1. 7; Ne 13. 15-23; Jr 17. 21-23).”

Desde quando deixamos o Senhor não ser mais o dono de nosso tempo, não temos mais tempo para ele, isso também reflete na oração, no jejum, por fim, não cumprimos a missão que Ele nos deu. O Domingo é um dia evangelístico, o Senhor Ressurgiu dos mortos: “... a observância do primeiro dia da semana é um sinal evidente que a igreja sempre creu na ressurreição de Jesus Cristo.” (Eu Creio no Pai, no Filho e no Espírito Santo, p. 317). O eixo da evangelização e salvação está em crer que Jesus Ressuscitou dentre os mortos (Rm 10.9,10).

CONCLUSÃO

Não crescemos mais por esses motivos. Não precisamos do 'movimento das Comunidades Presbiterianas', nem do 'Novo Calvinismo'. Concluo essa postagem com as introspectivas palavras do Catecismo Maior, na pergunta e resposta 104, e digo, é disso que precisamos!

Pergunta 104: “Quais são os deveres exigidos no primeiro mandamento?
Resposta: Os deveres exigidos no primeiro mandamento são: Conhecer e reconhecer Javé como o único verdadeiro Deus e nosso Deus ( I Cr 28. 9; Dt 26. 17; Is 43. 10; Jr 14. 22); adorá-lo e glorificá-lo como tal( Sl 95. 6,7; Sl 29. 2; Mt 4. 10); pensar( Ml 3. 16) e meditar nele( Sl 63. 6); lembrar-nos dele( Ec 12. 1); altamente apreciá-lo( Sl 18. 1,2), honrá-lo( Ml 1. 6), adorá-lo( Is 45. 23), escolhe-lo)( Js 24. 22), amá-lo( Dt 6. 5), desejá-lo( Sl 73. 25) e temê-lo( Is 8. 13); crer nele( Ex 14. 31), confiando( Is 26. 4), esperando( Sl 130. 7), deleitando-nos( Sl 37. 4) e regozijando-nos nele(Sl 32. 11); ter zelo por ele( Rm 12. 11); invocá-lo, dando-lhe todo o louvor e agradecimento( Fp 4. 6), prestando-lhe toda a obediência e a submissão do homem todo( Jr 7. 23; Tg 4. 7); ter cuidado de agradá-lo em tudo( I Jo 3. 22), e tristeza quando ele é ofendido em qualquer coisa( Ne 13. 8; Sl 119. 135; Jr 31. 18); andar humildemente com ele( Mq 6.8).”





31 comentários:

  1. Caro Luciano, concordo plenamente. Que Deus continue te sustentando e abençoando seu trabalho. Um abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Rev. Ageu, o exemplo dos fieis nos encoraja.

      Que Deus nos fortaleça.

      Excluir
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  3. Que o Senhor nos ajude a consertar o que está errado. Não será fácil, mas se não for assim... de que forma será?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não era para ser assim.

      Deus nos fortaleça.

      Excluir
  4. Luciano mais uma vez você acertou em seus comentários e esses por mais duros que parecem ser, servem para alertar a toda a liderança e porque não a todos os irmãos da igreja em suas escolhas de pastores e presbíteros para suas igrejas. A IPB precisa de uma reforma, não teológica ou litúrgica, mas sim de pensamento e prioridade em sua liderança.

    Espero que Deus mude essa igreja que é tão grande em sua teologia e em homens capacitados para realizar o trabalho, mas é pequena porque muitos desses mesmos homens preferem olhar para o próprio ventre e não para o Reino de Deus.

    Deus nos ajude.
    Abraços.

    ResponderExcluir
  5. Graça e paz do SENHOR aos irmãos do blog...

    Creio que o ponto 6 é a raiz de todos os demais pontos. Hoje mesmo, estava meditando em um texto do Rev. Hernandes sobre este assunto, mencionando o texto de 1a Tm: 4.16: "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes". Por esmerar-se enfadonhamente no cuidado da doutrina, a IPB simplesmente se esqueceu do cuidado de si mesma. A ética desvencilhou-se da teologia e, com isso, matou-se a igreja! De fato, a Obediência a Deus (em todas as áreas, inclusive a evangelização) é o grande foco que nós, pregadores modernos, devemos enfatizar nas igrejas locais. "Santidade ao Senhor", sem medo, sem covardia ou receio, mas com amor e sabedoria, deve ser o grito ecoado por todo presbiteriano! Que Deus nos ajude.

    PS.: Bom Artigo... extremamente necessário! Aproveitou o embalo dos protestos??? (rsrsrsrs)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Filipe, é isso mesmo, temos que amar os irmãos pecadores. Ajudar, insistir, amarosamente que abandonem o pecado.

      O que acontece é que 'deixa pra lá' não é cura para ninguém, nem leva as pessoas ao arrependimento.

      Deus nos guarde... e sempre use outros para nos advertir de nossos próprios pecados.

      Abraços

      Excluir
  6. eu concordo em parte.. algumas dessas coisas acontecem com alguns membros, presbíteros e pastores, mas não com todos, não devemos generalizar... creio que a IPB não cresce como na década de 60 pq na década de 60 não tinha o evangelho fácil disponível pra todos.. é muito mais fácil eu ir em uma igreja que pregue prosperidade material e um evangelho fácil que em uma que vai me ensinar que eu vou sofrer por Cristo e que nem tudo que eu pedir Deus vai me dar.. mas somente o que for da vontade dEle... as seitas crescem muito porque preço baixo atrai mais fregueses... isso é fato.. abra uma loja de carros e venda-os por 0,01 centavo cada.. vc vai vender tudo rápido... e o maior motivo pra IPB não crescer mais como antes é pq essa é a vontade de Deus pra nós.. nós plantamos, mas o crescimento vem de Deus..
    Tiago 4:
    13 Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros.
    14 Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.
    15 Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    2. Como eu disse no início da postagem, 'nem todos os fieis concordarão comigo'.

      Porém, eu discordo veementemente de suas palavras nesse trecho: " o maior motivo para IPB não crescer mais como antes é pq essa é a vontade de Deus pra nós... nós plantamos, mas o crescimento vem de Deus.."

      A Bíblia diz que os campos estão brancos, mas o que falta são trabalhadores. Veja que quando uma IPB, e existe várias, se envolve desde sua liderança na evangelização, o crescimento é constante.

      Deus só usa trabalhadores.

      Os motivos de não crescermos estão nos pontos acima. Acredito.

      Excluir
  7. Lutemos por melhorar, mas não esqueçamos que tudo provém de Deus, inclusive o crescimento da igreja. Essa meditação é importante pra que analisemos as nossas atitudes, mas devemos estar cientes que estes não são os únicos motivos e demos dar graças a Deus pelos que estão conosco ao invés de reclamar dos que procuram seitas.
    Costumo dizer que todo arminiano orando é calvinista e todo calvinista evangelizando é arminiano.

    ResponderExcluir
  8. As chamadas igrejas históricas faz muito tempo tem um crescimento de DENTRO para FORA, não de FORA para DENTRO. Crescem em geral pela reprodução natural, genética de seus membros e não pela REPRODUÇÃO espiritual. Isto devido a abordagem muito intelectual que fazem do evangelho, o que faz com que as almas mais famintas de Deus não encontrem alí as respostas que bucam, caíndo nas armadilhas dos neo pentecostais, que tudo prometem sem cumprir nada pois são além de safados, ignorantes das Escrituras. Precisaria haver uma limpeza espiritual desde o pulpito até o porão. Uma sede de Deus como houve por exemplo no avivamento Moraviano. Só que as igrejas históricas estão muito secularizadas assim como o catolicismo. Infelizmente está é a verdade! Seus líderes não demonstram ter aquela ânsia por Deus, pela sua presença. Virou tudo teologia, retórica, intelectualismo. Só que o Espírito Santo não opera por aí. Uma teologia revelada, vivificante é o resultado de um avivamento genuíno do Espírito, dos antigos, como Jonathan edwards e outros, afim de também combater está grande onda do engano que é o neo pentecostalismo. A diferença não é simplesmente a instrumentalidade humana e seus projetos mas a presença real do Espírito que faz a grande diferença! Creio que os crentes devem voltar ao velho e bom evangelho ,de joelhos, reuniões de oração, pregação da palavra viva etc. Sem isto Deus irá levantar um outro movimento!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Paulo, apesar de ser doloroso admitir, é isso na maioria dos casos - e de uma forma mais intensa quando as coisas são olhadas desde os eruditos que formam opinião. Obviamente, nem todo.

      Deus continuará preservando os Seus fieis.

      Excluir
  9. “Pergunta 121: Por que se acha a palavra “lembra-te”, colocada no princípio do quarto mandamento? Resposta: A palavra “lembra-te” acha-se colocada no princípio do quarto mandamento( Ex 20. 8) , em parte pelo grande benefício que há em nos lembrarmos dele, sendo nós assim ajudados na nossa preparação para guardá-lo( Ex 16. 23; Lc 23. 54,56; Ne 13. 19); e porque em o guardar somos ajudados a guardar todos os mais mandamentos( Ez 20. 12,20), e a continuar uma grata recordação dos dois grandes benefícios da criação e da redenção, que contêm em si um breve compêndio da religião( Gn 2. 2,3; Sl 118. 22,24; Hb 4. 9); e em parte porque somos propensos a esquecer-nos deste mandamento( Ex 34. 21) , visto haver menos luz da natureza para ele e restringir a nossa liberdade natural quanto a cousas permitidas em outros dias( Ex 34. 21;; porque este dia vem somente uma vez em cada sete, e muitos negócios seculares intervêm e muitas vezes nos impedem de pensar nesse dia, seja para nos prepararmos, seja para santificá-lo( Nm 15. 38,38,40) , e porque Satanás, com os seus instrumentos, se esforça para apagar a glória e até a memória desse dia, para introduzir a irreligião e a impiedade( Lm 1. 7; Ne 13. 15-23; Jr 17. 21-23).”

    -Vocês Domingueiros tem bastante coragem em usar o Mandamento do Sábado para dá Base nas vossas crenças Dominicais, é muita ousadia deturpar a Palavra Escrita pelo dedo do Soberano Deus.

    Deixo uma pergunta para refletirmos:

    "Você observa um dia de guarda por que "Assim pediu o Senhor" (Ex 20:8-11) ou por que "Assim disse seu líder religioso?"

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sétimo Dia, já te respondi isso. E até hoje essa postagem calou os adventistas ...

      http://mcapologetico.blogspot.com.br/2011/06/do-sabado-para-o-domingo-usando-pascoa.html

      Lamento, mas é lá que discuto sobre isso...

      abraços

      Excluir
  10. Gostaria que o irmão colocasse o comentário do Rev. Misael, muito correto e equilibrado com o qual concordo e do qual faço minhas palavras. Obrigado. Rev. Renato Ribeiro de Oliveira.

    "Concordo com algumas colocações, mas discordo dos pontos 2 e 4.
    A igreja que cresceu até a década de 60 era pastoreada por muitos eruditos nas Sagradas Escrituras e, diga-se de passagem, a IPB deve sua existência a uma palestra proferida na Universidade de Princeton. Ademais, Calvino fundou a Academia de Genebra, a partir da qual foram iniciados cerca de 2.000 polos evangelísticos na França. A ojeriza à Academia demonstrada pelo “apologeta” do MCA me assusta porque é contrário ao espírito legitimamente reformado.
    No Mackenzie-Andrew Jumper (CPAJ) há professores profundamente comprometidos com a Missão. Se este é considerado uma “Meca Acadêmica”, isso se deve a dois fatos:
    (1) De fato, trata-se de um centro de formação que tem sido internacionalmente reconhecido por sua qualidade acadêmica (o CPAJ integra a lista das principais instituições teológicas de linha reformada do mundo). É triste vermos que o reconhecimento vem de fora, mas a crítica, das fileiras da IPB. O ponto em que chegou o CPAJ deveria nos encher de alegria (Rm 12.15). O autor do artigo, que reprova a desunião das igrejas, contribui para desunir ao exprobar uma instância da IPB que tanto tem feito para beneficiá-la, fornecendo bolsa integral e ensino excelente para capacitar seus ministros.
    (2) O CPAJ possui um caráter distintamente fiel à ortodoxia cristã, bíblica e reformada, assumida oficialmente pela IPB. O problema não é o CPAJ e sim a confusão teológica, litúrgica, cada vez mais pragmática e travestida de “fraternidade” das igrejas da IPB.
    Quanto aos outros itens, são bem-vindas as observações sobre necessidade de maior responsabilidade de pastores, presbíteros e igrejas. No entanto, a melhor resposta à pergunta “por que a IPB não cresce?” é a seguinte:
    (1) Trata-se de uma mentira. Basta olhar as estatísticas da igreja. A IPB tem crescido com equilíbrio e consistência nas últimas décadas. Em 1990 somávamos 316.454 presbiterianos. Hoje chegamos a 1.011.300 (dados disponíveis nas atas da Secretaria Executiva da IPB).
    (2) Por que não crescemos [mais]? Sem dúvida são aplicáveis as exortações do artigo em questão, mas, convenhamos, biblicamente, nós não crescemos mais porque Deus não quer (cf. 1Co 3.6-7). Se não estamos plantando e regando, entendamos que Deus é quem nos concede esta motivação (Fp 2.12-13). Como presbiterianos, não desconsideramos a doutrina dos decretos de Deus e providência:
    “Que são os decretos de Deus? R: Os decretos de Deus são o seu eterno propósito, segundo o conselho da sua vontade, pelo qual, para a sua própria glória, ele preordenou tudo o que acontece”. Breve Catecismo, pergunta 7.
    Dito de outro modo, na IPB, hoje, existe exatamente a quantidade de membros que Deus decretou que existisse; nenhum a mais, nenhum a menos. O autor do artigo deveria ter mais cuidado com a "doutrina". Podemos e devemos nos concentrar mais nos trabalhos de nossas igrejas locais e concílios, alinhados ao padrão sadio da fé e deixar de lado as reclamações sobre a IPB. E isso sempre descansando na providência de Deus (Sl 131.1-3)." - Rev. Misael Batista do Nascimento.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Prezado Rev. Renato, (e Rev. Misael).

      Como eu disse no início, 'nem todos os fieis concordariam com comigo'. Outros concordariam...

      Obviamente algumas qualificações foram acrescentadas nos pontos, e ainda creio que mesmo com elas, >>a maioria concordará<<. Porém, quero destacar algumas coisas:

      1. A comparação com a antiga academia de Genebra é por demais imaginária, ilusória. Genebra de Calvino que agiu pelo povo simples, transformado refugiados, escravos, analfabetos, em conhecedores da da mais refinada teologia, e de tudo o mais, produziu não apenas doutores, mas uma geração de cristãos.

      Andrew Jumper merece todo os elogios que o Rev. Misael destacou, a erudição é sem duvida a marca dessa instituição.Mas meu irmão, Andrew Jumper não tem servido a causa do Reino COMO serviu Genebra. Muita humildade, serviço ao povo comum, para atingir o patamar que foi almejado.

      A CI da Igreja Presbiteriana já mostra que o Ministro é Doutor. Todos os título cedidos pelo Jumper não tem relação Conciliar.

      2. O rev. Misael, diz que eu demonstrei "ojeriza" pela Acadêmia. Pelo jeito, não fez uma exegese correta do ponto 4. Nem duvidei do compromisso do Jumper com a Fé Reformada - aliás, isso seria obrigação, seria algo 'maravilhoso' um instituição de ensino da IPB não ter esse compromisso?

      3. O Rev. Misael, coloca "o apologeta" (em dúvida) obviamente por eu não ter essa credencial advinda de um um título do Andrew Jumper. (Apesar de nunca dizer que eu sou). Se eu tivesse a tal credencial, mesmo que fosse apenas para ficar enclausurado em um gabinete, o rev. Misael não duvidaria ...

      4. Quanto a avaliação evangelística feita pelo reverendo Misael, e sua cômoda teologia, eu lamento. É maior mentira que eu já li. A IPB não cresce pois temos reverendos confortáveis assim como o senhor.

      Obviamente os decretos de Deus estão sendo cumpridos, julgando-nos por deixar a obra em segundo plano, terceiro ou quarto. Seria bom o senhor novamente ler o livro - Evangelização e Soberania. Talvez pare de usar a doutrina dos decretos para essa desculpa...

      Os problemas permanecem. E permanecerão.

      Excluir
    2. A Soberania de Deus anda lado a lado com a responsabilidade humana. Elas não se sobrepõe, ou se anulam, mas se complementam, um perfeito antinomio. Lembro-me de um pastor mencionando num sermão algo interessante: "devo evangelizar como se a salvação dependesse de mim e orar pelos evangelizados como se tudo dependesse de Deus." Somando tudo isso, se a IPB não cresce é culpa nossa sim, pois não temos feito metade do que poderíamos fazer quanto a evangelização, nem temos orado pela mesma.
      Não desprezo a academia de forma alguma, pois sei bem o quanto ela faz falta. Contudo, percebo que por vezes o André Pulador tem sido pedra de tropeço para alguns ministros. Uma vez que a concentração de pastores é infinitamente maior no seu entorno do que no interior do Brasil. Acredito que o Rev. Misael possui essas informações melhor do que eu. Enquanto a grande São Paulo tem pastor sobrando, o sul do Brasil está entregue a seitas perigosas, igualmente o norte, nordeste e boa parte do centro-oeste. Sem contar as pequenas cidades do interior.
      Quanto aos frutos de Genebra, nunca vou me esquecer do que vi na disciplina de História da Igreja, quando Calvino manda para o Brasil um grupo de cristãos, os quais se instalaram na ilha de Villegaignon, junto com os franceses. Este grupo foi expulso e alguns poucos que ficaram, homens de vida simples com suas modestas profissões, mas cristãos bem instruídos e comprometidos com Evangelho, escreveram a Confissão de Guanabara, a primeira escrita em solo brasileiro. Assinaram sua Confissão com o próprio sangue e nenhuma deles era Dr.
      Não desprezo nem dispenso a sã doutrina, tenho cuidado fervoroso com ela, assim como o Luciano, mas se a doutrina me consumir ao ponto de comprometer o anúncio do Evangelho, ela deixa de ser sã e passa a ser má. Pois já vi semi-analfabetos piedosos fazerem mais pelo Evangelho do que meia dúzia de "doutores" arrogantes.
      E pra finalizar, os doutores do passado que pastorearam a IPB não tinham preguiça de montar um cavalo e andar por meses sem ver suas famílias anunciando o Evangelho nos rincões destes Brasil.

      Excluir
    3. Vanderson, vc não citou nenhum Dr, não terá validade seus argumentos.

      Nem Bíblia (nem fatos) moverá os que não assumem, que precisamos repensar algumas coisas...

      Deus nos ajude.

      Excluir
    4. Quero incluir aqui um pedido de desculpas e deixar registrado. No comentário acima, deixado pelo Rev. Renato (que é de autoria do Rev Misael).

      Eu escrevi no fim:"4. Quanto a avaliação evangelística feita pelo reverendo Misael, e sua cômoda teologia, eu lamento. É maior mentira que eu já li. >>A IPB não cresce pois temos reverendos confortáveis assim como o senhor.<<"

      Na parte final do trecho me referi ao pastor em tela de uma maneira rude, indelicada e julgadora. Quero deixar deixar aqui meu pedido de desculpas, um pedido de perdão.

      Visto que não foi ele que escreveu aqui, mas outro que redigiu, eu 'não disse a ele diretamente', então, preciso retratar-me onde o caso ocorreu. Aqui no blog.

      Apesar de discordar em gênero, número e grau de sua resposta, errei, não demonstrando um espírito cristão.

      Excluir
    5. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
  11. Rev. Renato e demais colegas. Fui ler novamente o post e, de fato, o Luciano não depreciou o Andrew Jumper. A crítica foi aos pastores que usam a academia não para servir, mas para ostentar.

    Abraços a todos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Rev. Ageu, jamais faria isso. Como disse o Vanderson acima, 'sabemos do quanto ela faz falta'.

      Infelizmente, porém, tornou-se em muitos casos, o que não gostaríamos. Vaidade e improdutividade.

      Além disso, a CI demonstra que é o Presbitério mediante os Seminários da IPB que outorga poderes de ordenação - já são doutores!!!. O que está acontecendo é que Ministros ordenados biblicamente e Instalados Constitucionalmente, estão perdendo seu valor intrínseco. Mestrados, Doutorados e agora Pós, está virando um selo de qualidade e de qualificação dos JÁ Ministros.

      Enquanto o desejo de especialização for fruto de um coração humilde em busca de mais informações, ou mesmo de alguma exigência para desempenhar outros papéis, acredito o processo caminha bem. Mas o que motiva muitos? O título...

      Sou membro da IPB, e falo como tal. Muitos dizem isso. Muitos sentem isso... Fechar os olhos para essa realidade só irá protelar o que precisa ser feito.

      E a minha postagem, trabalha vários temas, pq é apenas esse que gera desconforto?!?! Talvez seja o mais crítico ser tratado... mexe com o orgulho de muitos.

      Deus nos ajude.

      Excluir
  12. É como Calvino já dizia "o coração do Homem é uma fábrica de ídolos.". Pessoas movida por paixões, e não pela Palavra de Deus, apoiam certos tipos de movimentos pensando, que se Deus é soberano, Deus tem que agir por intermédio deles. Isso é expor demais a transcendência, para que Deus faça jus ao bel prazer pecaminoso de cada um que acha que está bom o presente momento.

    Pessoas que discordaram do ponto 2, devem ser aqueles que diante o conselho dizem que subscreve as nossas confissões, mas quando assumem uma igreja se revelam, porque estavam mentindo para o conselho.

    Que Deus nos ajude a cada dia ser como Ele manda em Sua Palavra.

    Luciano, parabéns.

    Graça e Paz.

    ResponderExcluir
  13. O verdadeiro dia do Senhor recebe uma bêncão especial porque só ele é abençoado e santificado. Não somos nós quem fazemos do santo dia do Senhor um dia especial, mas é o próprio Deus quem coloca a bênção e santificação sobre este dia para que seus filhos sejam abençoados e santificados.

    Deveríamos parar para pensar neste dia, o porque de estarmos aqui e quem é o dono deste nosso planeta e de nossas vidas que, a ELE, entregamos voluntáriamente.

    Ao guardar o santo dia do Senhor dizemos, há um criador! Não surgimos do acaso, cremos nisto e por isto guardamos este dia!

    (Isaías 58:13-14)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Disse ao Sétimo Dia... tenho uma postagem que trata do assunto...

      Agradeço se contribuir lá a respeito desse assunto.

      Excluir
  14. glória a Deus que mesmo em meio à tantas falhas ainda existem corações que ardem com o fogo do Espírito Santo, que não negociaram sua fé nem seus valores e ainda lutam e acreditam que Deus age no meio do seu povo quando este se humilha, confessa e deixa o seu erro....quando este simplesmente O ama acima de todas as coisas...

    próximo passo: orar e buscar de Deus direção para colocar as soluções em prática... amar mais e orientar mais.....

    ResponderExcluir
  15. Amém, que esse seja os sentimentos de todos o cristãos, e no assunto em mira, de todos os presbiterianos.

    ResponderExcluir
  16. Pelo tamanho dos nossos templos e tempo com o mesmo tamanho e quantidade de pessoas podemos julgar se estamos crescendo ou não. As Igrejas históricas sofrem dos mesmos males:Batistas, Presbiterianas, Católicas e etc, são igrejas centenárias dentro de um prédio velho. Conheço e voce conhece Igrejas que estão em uma comunidade ha mais de 100 anos e a mesma coisa.

    ResponderExcluir