sábado, 24 de maio de 2014

Rev. Marcos Amaral – blindado pelo Concílio

No Brasil impera a indignação, pois a justiça demora, e quando ela vem, e se vem, os acusados são tão beneficiados, protegidos, quase sempre justiça nunca é feita. No âmbito político a coisa piora. Onde deveria existir mais exemplo, quando alguns casos são punidos, vira exemplo nacional, quando deveria ser algo corriqueiro - a aplicação da justiça nesses casos. Via de regra, dribla-se as leis, usa-se a lei para beneficiar o infrator dela! Manipulam, traquinam, abusam da morosidade burocrática, dificultam, camuflam, recorrem, e assim esgotam os que buscam justiça, e no geral, o dito popular – “acaba em pizza”. O prato predileto em Brasília. Mas isso sempre foi assim no Brasil, e continuará sendo. A impunidade é sistêmica – está na máquina.

A cobrança vem de todos os lados. E vem do nosso arraial religioso também, o presbiteriano. Afinal, com muito orgulho e tristeza com essas coisas, somos brasileiros. Do seio presbiteriano já li e ouvi Hernandes Dias Lopes falando da crise na ética política. Cirúrgico e biblicamente correto. O afamado Presbítero Solano Portela, postou no Blog “Tempora”, uma postagem de tirar o fôlego “Copa sem Culpa”. Pela graça de Deus, o clamor de justiça também pode ser ouvido na IPB, estamos sofrendo com o povo, PONTO...

Pois bem, conhecemos a saga do Reverendo Marcos Amaral. O Blogueiro Julio Severo, foi um dos primeiros a destacar esse problema, e quer concordemos ou não com julgamento que ele faz das coisas, esse irmão nos ajudou muito a ver que as coisas não estavam normais nas atitudes de Amaral. Procurei, tendo nossa perspectiva reformada como pressuposto, destacar esse problema também aqui no blog.

Os fatos mostram que desde 2008 as afirmações públicas do rev. Amaral tem causado incômodo ao povo presbiteriano no Brasil todo. Afirmações em direção a um pluralismo religioso, deixando a grande rede de TV feliz com isso; discursos sob o manto de uma tal “tolerância” para com o comportamento pecaminoso homossexual- a ponto de desejar ser divino e aplicar um derrame a um Deputado que luta contra causa intolerante gay, aparelhamento com interesses da ONU- no Rio a Caminhada Presbiteriana, onde os Sínodos da região convenceu o CE-SC doar 100.000,00 R$ para a causa.

São assuntos que não raro infringem a postura bíblica e confessional da IPB. Tudo isso, o Rev. Marcos Amaral fez publicamente. A ponto de levar o presidente do Supremo Concílio divulgar uma nota sobre isso, por causa do transtorno causado no povo da IPB. Até mesmo o Presbítero Solano Portela bem como o Rev. Ageu, postaram uma critica a respeito do comportamento público do referido pastor.

Ele nunca se retratou, nunca pediu perdão ao seus irmãos, os presbiterianos, por procurar agradar mais ao mundo do que ao povo e aos princípios Reformados que ele jurou fidelidade, por isso foi ordenado pastor. Por isso, surgiu no Brasil alguns que por meios Conciliares o apresentariam uma denúncia ao SC da IPB.

Mas os fatos mostram que não será fácil... Lamento dizer, mas um presbitério recentemente enviou ao concílio responsável a denúncia, mas o Sínodo Guanabara, de onde o Rev. Marcos Amaral pertence (foi ou é presidente) julgou a causa improcedente !!! Ou seja, desconsiderou as provas, e o sentimento presbiteriano confessional e bíblico, usando meios inaplicáveis para o caso. Isto é, o presbitério(s) que teve a denúncia negada, terá ainda que tentar enviar tal denúncia ao SC, o que sabemos, será mais difícil e burocrático. SE acontecer, evidentemente, uma Comissão será formada. E talvez, alguns anos passarão. 

E não sei não... acho que não precisamos nem esperar retratação ou arrependimento do que o Rev. Amaral disse. Afinal, é o cara que deu “Visibilidade” para a IPB no RJ !!!

Deus tenha misericórdia de nós.


sábado, 17 de maio de 2014

O Sábado entre os Adventistas – uma compreensão bíblica ou misticismo de Ellen White?

A guarda do sábado pelos servos de Deus no Antigo Testamento foi pressuposta no Éden, e dada por Deus por intermédio de Moisés. Esse dia foi substituído pelo Dia do Senhor no Novo Concerto, com algumas mudanças. Ou seja, o princípio moral do 4º mandamento continuou em sua formatação neotestamentária no dia que que Jesus ressuscitou, isto é, no domingo. Obviamente isso não foi de forma abrupta. A medida que a Igreja amadureceu, ficou claro que o sábado era sombra (Cl 2.16) e o primeiro dia foi objeto instrumental de culto (At 20.7).

Alguns cristãos no passado questionaram a validade desse argumento, entre eles os valdenses, e no presente os irmãos batistas do sétimo dia. Na atualidade, os dispensacionalistas rejeitam o pressuposto da continuidade.

Mas isso não foi apenas levantado por cristãos, os hereges também. Alguns adventistas do grupo desiludido de 1844, acabou aceitando o argumento de que a guarda do sétimo dia era vigente para a era cristã. Até aqui, em partes, tudo bem. Um dos vários líderes antitrinitaristas do grupo, J. Bates, leu os argumentos dos batistas do sétimo dia (e cá entre nós, o cara já estava na lama espiritual, qualquer argumento que fosse apresentado, que de alguma maneira deixasse distante da maioria das Igrejas Cristãs, esse herege aceitaria rapidamente, bem como seus comparsas).

Foi entre esses desapontados mas ainda crentes adventistas que Edson e Crosier (com sua luz sobre o santuário), Ellen Harmon (com sua luz sobre o santuário e o espírito de profecia) e Bates (com sua luz sobre o sábado) exerceram seus esforços.” (C. M. Maxwell. História do Adventismo, p. 89.)

Então, dizem os adventistas que foi o exame da Escritura que levou a Igreja Adventista lá em 1846, começar a guardar o sábado, não com exatidão horária, mas foi nessa investigação bíblica que isso veio a ser a principal doutrina proselitista adventista. Outro ariano, J. N. Andrews, teve a responsabilidade de acertar o ponteiro do relógio sabático entre os adventistas para o pôr do sol. Tanto que a profetisa disse que a inclusão do nome “sétimo dia” era uma denúncia contras as Igrejas protestantes.

Embora Bates introduziu o sábado no bojo adventista, devemos dizer que o que mais se destaca hoje, para essa decisão posterior, especialmente no período em que ela tornara-se a “Mensageira do Senhor”, são as visões da Papisa Ellen White. E isso não é exagero de críticos, são os fatos. Veja como isso é admitido pelos próprios eruditos adventistas:

“Ellen G. White (1827-1915), cofundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia, é reconhecida pelos adventistas como expoente autorizada de suas doutrinas e crenças. Os escritos dela sobre lei são abundantes e coerentes consigo mesmos e com as Escrituras. Em 1846, sob a influência de alguns adventistas, como José Bates, ela começou a entender a relação necessária entre o evangelho e a lei de Deus. A convicção veio mesmo, de maneira mais forte, depois que teve uma visão sobre o santuário no Céu, que também lhe dirigiu a atenção para o quarto mandamento. Com relação àquela visão ela escreveu: “Deve-se chamar a atenção para a brecha na lei, por preceito e por exemplo” (VE, 87). Depois acrescentou: “Foi-me mostrado que o terceiro anjo que proclama os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, representa o povo que recebe essa mensagem e ergue a voz de advertência ao mundo para que guarde os mandamentos de Deus e Sua lei como menina dos olhos; e que, em resposta a essa advertência, muitos abraçariam o sábado do Senhor”(ibid.,87).”(Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 545).

Os fatos são assim corretamente julgados: 1. Os arianos adventistas iniciais passaram a guardar o sábado.2. Ellen White tinha mania de ter visões, assim a posição adotada seria mistificada por uma declaração divina em suas visões. 3. Com o oposicionismo para com as igrejas cristãs, os adventistas sob as convulsões visionárias de White, fez desse tema um carro chefe, tanto que fizeram do quarto mandamento um “selo”.

Após um período de tempo, ela respirou profundamente, sua primeira respiração desde o início da visão.  Todos ansiavam saber o que teria a dizer. Ela correu o olhar ao redor da sala enquanto seus olhos se acostumavam com a escuridão da Terra após contemplarem o fulgor celeste.
-Pode nos dizer agora o que o Senhor lhe mostrou? –indagou-lhe Tiago serenamente. 
-Sim, sim, posso –respondeu Ellen. 
-Vi um anjo voando rapidamente em minha direção. Ele me transportou rapidamente da Terra para a cidade Santa. Na cidade vi um templo no qual entrei. Depois passei ao lugar santo. Jesus ergueu o véu e eu passei para o santo dos santos. Ali vi uma arca coberta do mais puro ouro. Jesus estava de pé ao seu lado. Dentro havia tábuas de pedra dobradas juntas como se fossem um livro. Jesus abriu-as, e ao fazê-lo, vi os Dez Mandamentos. Numa das tábuas estavam registrados quatro mandamentos e na outra, seis. Os quatro na primeira tábua brilhavam mais do que os outros seis, mas o quarto, o mandamento do sábado, brilhava acima de todos. O santo sábado parecia glorioso. Um halo de glória o circundava.
Com isso, as pessoas se entreolharam surpresas, e Ellen observou a reação delas.
-Eu também fiquei impressionada, –concordou ela. Não tinha idéia de que o sábado fosse tão especial para Deus.
Após uma pausa, continuou:
–Vi que o sábado é e será a parede de separação entre o verdadeiro Israel de Deus e os descrentes; e que o sábado é a grande questão a unir os corações dos queridos santos de Deus que O aguardam. (C. M. Maxwell. História do Adventismo, p. 91)

Imagine se esse assunto fosse apenas um tema teológico em debate. Do tipo como tanto outros temas na teologia. Não teria graça para o proselitismo adventista! Eles não apenas dizem que o domingo é uma concepção errônea do quarto mandamento, mas nos dizeres de Ellen White foi Satanás que promoveu essa mudança do sétimo para o primeiro dia da semana. Portanto, eles precisam fazer do Sábado algo poderosamente místico, que só seria possível, com as visões de Ellen White. Veja que o tema não é o sábado, por esse ser ‘sábado. E esse misticismo em torno do sábado não é apenas delírio de Ellen White. O erudito teólogo adventista Maxwell repete a heresia:


Desde 22 de outubro de 1844 Jesus, no lugar santíssimo, tem chamado a atenção para o sábado, não simplesmente porque é o sétimo dia, mas porque representa um modo único e cristão de vida, o critério final que separa o bem do mal nos últimos dias.” (História do Adventismo, p. 282).


*Mais provas do sectarismo adventista, adquira o livro A Conspiração Adventista AQUI.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O que W. E. Vine acharia da Tradução do Novo Mundo?

W. E. Vine é um dos eruditos da língua grega mais citado pela Liderança das Testemunhas de Jeová. Vine define a palavra “parousia” por presença (Dicionário Vine, p. 1060), e “staurós” por estaca (Dicionário Vine, p. 522,523). E esses dois assuntos são pontos cruciais para essa religião. No primeiro caso, para confirmar a doutrina do ano de 1914. No segundo para acusar o cristandade de pagã.

Vamos dar a mão a palmatória. ‘Suponhamos’ que a presença de Cristo realmente destacasse o arrebatamento secreto (Talvez essa fosse a ideia de Vine [Veja AQUI]). Não mudaria em nada, pois a  Vinda de Cristo, na ‘segunda etapa’, ainda seria visível, o que nem essa definição nega, muito menos a negava W. E. Vine! Vamos dar a mão a palmatória também, e pensar que a definição etimológica resolveria tudo a respeito do instrumento de suplício que matou Nosso Redentor. Consideremos que não existia no grego coiné, a palavra correspondente para “cruz”, por isso “staurós” seria a única alternativa.

Agora, vejamos essa autoridade falando um pouco de João 1.1 e Tt 2.13, que a TNM traduz assim:

No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era [um] deus.

“ao passo que aguardamos a feliz esperança e a gloriosa manifestação do grande Deus e [do] Salvador de nós, Cristo Jesus,”

Vejamos o que W. E. Vine tem a dizer a respeito:

““e o Verbo era Deus”. A dupla ênfase está em théos, pela ausência do artigo e pela posição enfática. Traduzir literalmente, “um deus era o Verbo” é completamente enganosa. Além disso, que “o Verbo” é o sujeito da sentença, exemplifica a regra de que o sujeito deve ser determinado por ter o artigo quando o predicado é anártrico (sem o artigo). [...] Em Tt 2.13, temos: “Nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo”. Moulton (Prolegomenon, p. 84) demonstra diante pápiros da era cristã primitiva que entre os cristãos de fala grega esta era “fómula corrente” aplicada a Jesus. Também vemos em 2 Pe 1.1 (cf. 1.11; 3.18).” (Dicionário Vine, p.558).

Podemos apresentar algumas expressões de um dos Pais da Igreja, Inácio que viveu por volta do ano 110, para verificarmos o que Vine disse:

“...pela vontade do Pai e de Jesus Cristo, nosso Deus.” (Ao Efésios – saudação)
 “...segundo a fé e o amor em Cristo Jesus, nosso Salvador...reanimados pelo sangue de Deus.” (Aos Efésios 1.1)
 “...de fato, o nosso Deus Jesus Cristo, segundo a economia de Deus.” (Aos Efésios 18.1)
 “...segundo a fé e o amor dela por Jesus Cristo, nosso Deus.” (Aos Romanos –saudação)
 “...alegria pura em Jesus Cristo nosso Deus.” (Aos Romanos – saudação)
 “...nosso Deus Jesus Cristo, estando agora com seu Pai...” (Aos Romanos 3.1)
 “...desejo que estejais sempre bem em nosso Deus Jesus Cristo.” (A Policarpo 8.2)
 (Os Padres Apostólicos, Ed. Paulus).


Portanto, quem perde mais com o uso de W. E. Vine? Nós ou as Testemunhas de Jeová?!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Como ser um Calvinista equilibrado?

“Calvinismo é do diabo”, “o deus calvinista é um monstro”- expressões assim, ácidas, são vistas em todos os lugares. Isso parece mais ser uma reação por parte daqueles que também se sentem incomodados com a frieza com que o calvinismo é apresentado por vários calvinistas, especialmente quando esses também classificam assim – “Arminianismo é humanista”, “o deus arminiano não é soberano”.

Geralmente os que assim dizem, de ambos os lados, desconsideram (propositalmente?) o que Deus tem feito na Igreja e pelo Cristianismo através dos séculos por meio de ambos os grupos. Quem duvidaria da santidade dos Puritanos e dos Wesleyanos? Somente alienados... 

Quem duvidaria do esforço missionário histórico dos calvinistas e arminianos? No Brasil temos a tradução de um grande missionário Reformado, João Ferreira de Almeida. Alguém se aventura em duvidar da paixão dele pela Palavra? Quem hoje está em todos os rincões desse Brasil, não são os Pentecostais – pregando o Deus Trino e a salvação pela graça, bem como uma vida de santidade e oração? Um povo assim não teria um Deus Soberano? Somente alienados...

Por isso, tenho pena, algumas vezes nojo, de tanta agressividade – vinda de meus irmãos calvinistas, e dos irmãos arminianos. 

Apresentei uma lista de vários textos bíblicos AQUI, para mostrar que o calvinismo não erra na avaliação da totalidade da Providência. É a Bíblia que nos apresenta em muitos lugares informações que não nos agradam muito a respeito de decisões Soberanas de Deus. Os textos são claros em sua maioria, pode não concordar com o calvinismo, mas acho que não discordará, sendo crente, dessas passagens bíblicas, ou pelo menos de algumas!

Mas como pertenço ao arraial Calvinista, vai aqui meu recado a esses. A única maneira de sermos calvinistas equilibrados é mantermos de verdade o peso bíblico da Soberania e da Responsabilidade Humana:

“Muitas vezes se tem dito que, enquanto o calvinismo se ditingue pela enfase que dá à soberania divina, o arminianismo se distingue éla enfase que dá à responsabilidade humana. Não é fácil inventar pior caricatura do calvinismo do que esta! Decerto tem havido calvinistas à moda deles mesmos, que dão pouco valor à responsabilidade humana, mas o motivo disto jaz na incoerência deles.” R. B. Kuipe (Evagelização Teocêntrica, p. 45).

“Precisamos crer, contudo, que os dois lados desse conjunto de pensamentos aparentemente contraditórios, são verdadeiros, pois a Bíblia ensina ambos.” Antony Hoekema (Salvos Pela Graça, p. 15).

“[...] crer em ambas as doutrinas com todas as nossas forças, e mantendo ambas constantemente diante de nós, para orientação e governo de nossas vidas.” J. I Packer (A Evangelização e a Soberania de Deus, p. 31).

J. C. Ryle talvez seja um bom exemplo de pregador e pastor, com profundidade bíblica que manteve com vigor essas duas verdades. Seu clamor para que seus ouvintes aceitassem a Cristo era de quebrantar. Mas seu Deus era Soberano! Ele tratava disso com prudência e cuidado. Abaixaria a cabeça para qualquer arminiano que vivesse uma vida como a de Ryle, e se esse me provasse que a crença na eleição produz necessariamente um vida sem santidade!

“Que nunca nos esqueçamos de que sem luta não haverá santidade, enquanto estivermos vivos e nem haverá coroa de glória, depois que falecermos!” J. C. Ryle (Santidade, p. 105).

Os postulados de Westminster deixaram claros essas coisas que destaquei aqui. Perceba:

 “I. Desde toda a eternidade, Deus, pelo muito sábio e santo conselho da sua própria vontade, ordenou livre e inalteravelmente tudo quanto acontece, porém de modo que nem Deus é o autor do pecado, nem violentada é a vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias, antes estabelecidas.Isa. 45:6-7; Rom. 11:33; Heb. 6:17; Sal.5:4; Tiago 1:13-17; I João 1:5; Mat. 17:2; João 19:11; At.2:23; At. 4:27-28 e 27:23, 24, 34. [...]
A doutrina deste alto mistério de predestinação deve ser tratada com especial prudência e cuidado, a fim de que os homens, atendendo à vontade revelada em sua palavra e prestando obediência a ela, possam, pela evidência da sua vocação eficaz, certificar-se da sua eterna eleição. Assim, a todos os que sinceramente obedecem ao Evangelho esta doutrina fornece motivo de louvor, reverência e admiração de Deus, bem como de humildade diligência e abundante consolação. Rom. 9:20 e 11:23; Deut. 29:29; II Pedro 1:10; Ef. 1:6; Luc. 10:20; Rom. 5:33, e 11:5-6, 10.”(CFW 3).

“159. Como a Palavra de Deus deve ser pregada por aqueles que para isto são chamados? Aqueles que são chamados a trabalhar no ministério da Palavra devem pregar a sã doutrina, diligentemente, em tempo e fora de tempo, claramente, não em palavras persuasivas de humana sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder; fielmente, tornando conhecido todo o conselho de Deus; sabiamente, adaptando-se às necessidades e às capacidades dos ouvintes; zelosamente, com amor fervoroso para com Deus e para com as almas de seu povo; sinceramente, tendo por alvo a glória de Deus e procurando converter, edificar e salvar as almas. 
Jr 23:28; Lc 12:42; Jo 7:18; At 18:25;20:27;26:16-18; I Tm 4:16; II Tm 2:10,15;4:2,5; I Co 2:4,17;3:2;4:1,2;9:19-22;14:9;II Co 4:2;5:13,14;12:15,19; Cl 1:28; Ef 4:12; I Ts 2:4-7;3:12; Fp 1:15-17; Tt 2:1,7,8; Hb 5:12-14.
160. Que se exige dos que ouvem a Palavra pregada? 
Exige-se dos que ouvem a Palavra pregada que atendam a ela com diligência, preparação e oração; que comparem com as Escrituras aquilo que ouvem; que recebam a verdade com fé, amor, mansidão e prontidão de espírito, como a Palavra de Deus; que meditem nela e conversem a seu respeito uns com os outros; que a escondam nos seus corações e produzam os devidos frutos em suas vidas. 
Dt 6:6,7;Sl 84:1,2,4;119:11,18; Lc 8:18; I Pe 2:1,2; Ef 6:17,18; At 17:11; Hb 2:1;4:12; Tg 1:21.”

Quando leio essas instruções nos documentos Reformados, percebo que nós ainda não vivemos a piedade da Fé Reformada, mas nos colocamos como “mestres da predestinação”.

Infelizmente muitos tem confundido fama academicista, que alguns granjearam, com a verdadeira seiva Reformada.


Que Deus nos ajude o calvinismo brasileiro a viver uma vida santa, para que quem sabe um dia, alguns queriam saber por qual motivo somos piedosos, um pouco semelhantes aos Puritanos Calvinistas, e extremamente preocupados com a Evangelização do mundial. Então possamos responder: “Por que Deus é Soberano sobre nossas ações e planos!”

sexta-feira, 2 de maio de 2014

POR QUE NÃO É CERTA A CANONIZAÇÃO DOS SANTOS?

"A vida santa é muito desejável e ordenada por Deus. Só existe um sentido para a santidade depois da morte: os salvos pela graça de Deus, distintos na piedade e justiça no mundo, foram separados por Deus dos mundanos e reprováveis, estando ainda no mundo; depois de mortos, eles são à priori santos, porque já eram separados para o Senhor e aguardavam a sua volta, agora aguardam no paraíso a ressurreição do corpo para a vida eterna com Cristo. Hoje os santos, também os que estão vivos têm essa expectativa, e pela graça de Deus vivem ou ainda viverão uma vida em santificação do Espírito e obediência a Deus, sendo purificados pelo sangue de Jesus Cristo e justificados somente pela fé (I Pe 1:1, 2; Rm 5:1; Ef 2.8-9).

Quem é verdadeiramente santo depois da morte aguarda a ressurreição em glória, numa condição muito melhor (Lc 16:19-31). Comparada a vida humana: "O que é incomparavelmente melhor" (Fl 1:21). A fé verdadeira entende que e os mandamentos de Deus devem ser obedecidos, à caridade para com o próximo e toda justiça não pode ser negligenciada. Teologicamente, dentro da verdadeira Igreja de Cristo, o contrário de santo é hipócrita. Isto é, aquele que honra o Senhor com os lábios, mas o seu coração está longe dele, porque não lhe obedece a Palavra. (Mt 15:8).

Não é mais responsabilidade dos santos mortos o serviço da verdadeira santidade que implica em piedade e justiça, mas é dos santos vivos o dever de socorrer aos necessitados com toda generosidade "orando no Espírito Santo" e realizar a obra de Jesus Cristo enquanto aguardam a sua volta  (Jd 20, 21; At 20:35). A santidade é responsabilidade ordenada por Deus para ser vivida e não para ser sepultada ou transformada em um memorial. Por essa razão afirmo a verdade: ninguém pode ser santo depois da morte no sentido da santidade útil ao povo devoto como acreditam os papistas.

Quando uma tradição cristã diz que uns são santos e os outros não, está dizendo que uns são verdadeiros e os outros são falsos cristãos, uns são santos no mundo e os outros não vivem em santidade, conseguintemente e infelizmente endeusam os que julgam ser obedientes, por terem conseguido algo que não é para todas as pessoas. Assim, aplacam a sua culpa na prática de uma religião hipócrita, não se arrependem verdadeiramente de seus pecados, entregam-se às suas inclinações idolátricas e ao fracasso de toda a comunidade. 

A canonização de um santo não tem base bíblica e nem lógica, primeiro porque sabemos que ela não tem autoridade para tornar uma pessoa santa, pois ou ela é ou não é. Se por um lado reconhecer que uma pessoa viveu em santificação é necessário, é bom para nos lembrar o mandamento do Senhor, para nos estimularmos a nós mesmos a viver em santidade como os santos que são exemplos que, apontam para Cristo (Fl 3:17; I Co 11:1; Ef 5:1), por outro lado, as canonizações se fundamentam em estórias, lendas e crendices do povo que, faz dos santos deuses ou semi deuses, atribuem-lhes poderes exclusivamente divino como por exemplo: o poder de conhecer todas as coisas (onisciência); o poder de fazer o que bem quiserem e atender às súplicas do povo e de indivíduos por milagres (onipotência) e estarem presentes nos diversos continente ouvindo e socorrendo às orações do mundo católico (onipresença).

A maneira própria distorcida e contrária à Bíblia de ver a santidade do catolicismo romano afetou o nosso compromisso e segurança da graça maravilhosa de uma vida em santidade. A santidade não pode ser transformada em uma instituição, oficio, honraria ou qualquer coisa distante da piedade popular, do povo comum, apresentada como um sacrifício humano e uma exceção ou que se faça com ela uma confusão e distorção do verdadeiro culto que deve ser prestado somente a Deus. O único Deus vivo, verdadeiro, santo e eterno nos ordena: "Sede santos como eu sou santo". A santidade está na graça de obedecer a Deus vivendo o aperfeiçoamento em santidade. Ser um santo não é uma benção realizada por um ato canônico político religioso de um colegiado de políticos eclesiástico, mas, se trata de uma benção do céu, concedida pela graça de Deus Pai no Poder do Espírito Santo, pelos merecimentos de Deus Filho e pela purificação no seu sangue derramado na cruz."

Autor: Rev. Anatote Lopes

Fonte: http://anatotelopes.blogspot.com.br/2014/04/porque-nao-e-certa-canonizacao-dos.html?spref=fb