segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Presbiterianismo e Pentecostalismo no Brasil – Tensões históricas e distensões recentes (parte 1)

Presbiterianismo e Pentecostalismo no Brasil – Tensões históricas e distensões recentes (parte 1)
Autor - Éber Ferreira Silveira Lima

Introdução

A relação entre presbiterianismo e pentecostalismo no Brasil, regra geral, tem sido rude. Tanto a igreja presbiteriana do Brasil quanto a Igreja Presbiteriana independente do Brasil (IPB e IPI respectivamente, as duas maiores confissões calvinistas do Pais enfrentam situações de dissidência que ocasionaram cismas importantes, especialmente na década de 70, em face de grupos pentecostalizados no seio dessas denominações.

As dificuldades do presbiterianismo com o pentecostalismo, no entanto, não se limitam a esses cismas. Pode-se dizer que, em termos de fé e ordem, executadas as questões políticas internas de desavenças com o catolicismo, as tensões com o pentecostalismo tem se constituído no principal problema do presbiterianismo brasileiro. Esse quadro possivelmente resultou do próprio modelo eclesiástico presbiteriano adotado no Brasil, baseado na figura do pastor que detém a primazia do ministério cristão. Ou ainda da forte herança racionalista que se concretiza no corpo doutrinário, mais valorizado do que experiência religiosa. Percebe-se, porém, na presente década, um movimento intenso, até de ordem institucional no sentido de acomodar tendência neopentecostais nas confissões presbiterianas brasileiras. Tal movimento responde ao avanço ao neo-pentecostalismo nas décadas 80 e 90, e procura atender consideráveis setores pertença protestante histórica insatisfeita com os modelos tradicionalmente adotados. O desgaste social das classes médias tem contribuído para lançar as mesmas nos braços de uma nova proposta de fé, onde o espaço eclesial se apresenta como um super mercado de bens religiosos. Por outro lado, as novas adesões ao protestantismo, já devidamente influenciadas pela mídia evangélica, tem exigências e expectativas religiosas que só podem satisfeitas pela teologia e pela prática pelo neo-pentecostalismo. Então a acomodação do neo-pentecostalismo por parte dos presbiterianos é uma atitude de sobrevivência no universo evangélico brasileiro, uma forma de atender o mesmo público ao qual historicamente está ligado.

Tem havido reações e resistências e tais distensões, especialmente por parte de setores com raízes mais profundas na história dessas denominações. Tais resistências, porém, não se encontram em condições de determinar a repulsão neopentecostal no presbiterianismo. Quando muito, tem diminuído a velocidade na absorção dos grupos carismáticos as suas praticas pelas comunidades presbiterianas locais. O presbiterianismo brasileiro está mudando institucional, doutrinária e liturgicamente, inspirado na versão recente do pentecostalismo que tanto combateu. Nosso trabalho procurará mapear, ainda que sinteticamente, a história dessas relações nas diferentes denominações presbiterianas brasileiras apontando para as transformações em curso.

I-                   O pentecostalismo como heresia: as escaramuças iniciais

A chegada do pentecostalismo ao Brasil, no ano de 19101, ocorreu num contexto de consolidação do protestantismo histórico. Eram tempos em que a pregação protestante embora ainda longe de concorrer com o catolicismo majoritário já trazia preocupações ao clero católico, mormente quando enveredava para o campo das polemicas religiosas. Diante dos desafios que enfrentava para crescer, o protestantismo se tornava cada mais combativo. Face à busca, por parte do catolicismo, de uma intelectualidade católica leiga que bem pudesse representar a Igreja de Roma nossos tempos2, o protestantismo brasileiro se refinava, querendo atingir o mesmo público.

Dificilmente, os primeiro pentecostais no Brasil buscaram uma outra população. Daniel Berg e Gunnar Vingren foram evangelizar as populações ribeirinhas do Amazônia, e Luigi Francescon identificou-se com os operários italianos moradores do bairro do Brás, em São Paulo. Tais pregadores não estavam preocupados em refinar suas pregações ou em intelectualizar seu discurso. Ademais, usando de uma estratégia de atingir evangélicos para constituir suas igrejas, e depois estender sua pregação aos católicos, agiram como adversários, e não como aliados das igrejas protestantes já instaladas no Brasil. Diante desse quadro, acabaram sendo tratados como inimigos do protestantismo, seita nociva e heresia perigosa, no mesmo patamar do adventismo e do espiritismo3.

Émile Léonard registra que, mesmo antes da chegada do pentecostalismo ao Brasil, já teriam acontecido manifestações religiosas consideradas marginais pelo protestantismo brasileiro, na linha do que ele chamou de iluminismo4: os “Muckers” entre os luteranos no Rio Grande do Sul, e a Igreja Evangélica Brasileira5. Esta última se estabeleceu por iniciativa de Miguel Vieira Ferreira, convertido ao presbiterianismo na cidade do Rio de Janeiro. Sua compreensão iluminista do Evangelho chocou-se com a dos missionários presbiterianos americanos, o que o levou a abandonar a igreja onde se converteu e a fundar a sua própria comunidade no ano de 1879. Nisso foi acompanhado por mais vinte e sete membros presbiterianos. Foi a primeira cisão acontecida no presbiterianismo brasileiro, motivada por razões que se aproximaram das crises pentecostais do século seguinte. Traumática, possibilitou que os líderes presbiterianos julgassem a nossa comunidade eclesiástica como não representativa doa protestantes, e Miguel Vieira Ferreira como “cismático comprometedor”.6

De fato, o pentecostalismo passa a ser objeto de criticas e de adjetivação condenatória contundente pelos presbiterianos poucos anos depois de sua instalação no Brasil. O caso de Luigi Francescon e da Congregação cristã do Brasil. Aponta pata o começo das relações não amistosas: a primeira leva de crentes ganhos pelo pentecostal Francescon foram pessoas oriundas da Igreja Presbiteriana Italiana de São Paulo. A maior parte da pertença seguiu Francescon7. “O puritano”, periódico presbiteriano surgido em 1899, classificou tais pentecostais da Congregação cristã do Brasil de “fanáticos”.8

Da mesma forma seriam tratados os crentes pentecostais de Belém do Pará liderados pelos Berg e Vingren. Sobre isso acrescentou:

Diversos artigos denunciando o grupo (os crentes da Assembleia de Deus) apareceram nos jornais das Igreja mais tradicionais. Seu proselitismo, ignorância, barulho e aparente falta de ordem em seus cultos ficaram sob fogo intenso. Um presbiteriano de Belém descreveu um encontro no qual tinha participado por curiosidade. O pregador que falava incorretamente o português, leu um salmo, dirigiu um hino e fez uma rápida exposição do texto, que incluiu muita repetição da frase ‘gloria a Jesus’. Então, segue-se uma oração cheia de frenesi pela cura de uma mulher que parecia ser cega, tudo acompanhado por um ‘barulho infernal’. Após isso, houve testemunhos que repetiram o tema ‘Jesus é bom. Ele me salvou, Ele me curou. Glória a Jesus.’ O escritor concluiu que a reunião foi uma blasfêmia.9

A IPB, através de seus líderes e de seus concílios oficiais, por mais de duas décadas (as de 20 e 30) continuou a não poupar os pentecostais. Perdendo, aqui e ali membros para tais igreja, embora tais perdas não fossem significativas (lembremo-nos de que erma basicamente, diferentes), a Igreja Presbiteriana discursava a condenação dos pentecostais visando sua própria integridade doutrinária e institucional. Uma resolução do Sínodo Presbiteriano, em 1924, recomendava “aos presbiterianos que se acautelem contra as influencias heréticas, como o Pentecostalismo e o Sabatismo.”10O campeão da lista contra o pentecostalismo foi, no entanto, o reverendo Valério Silva, formado nos primeiros anos da décadas de 30 no Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas. Seu trabalho constituía em dar palestras sobre o pentecostalismo nas igrejas locais (e isso, não somente em Igrejas presbiterianas) ou ainda, em enfrentar lideranças pentecostais em debates públicos. Num livrinho seu, publicado em São Paulo, no ano de 1934, com o título O systema pentecostal analysado à luz dos ensinos de Christo, Silva afirma:

A nova doutrina vem desorientar o povo que precisa do Salvador e Mestre – Jesus, como um poder na vida; enevoar a verdade e lançar a confusão; a própria personalidade, desequilibrando o senso moral e tornando o homem dependente da ação de forças que lhe são alheias, que ele bem não pode identificar, tirando o uso da razão e do bom senso nas coisas divinas e humanas, tornando-o incapaz de expressão individual a mercê do espirito...11

Para Silva, como se vê, os pentecostais desenvolviam um trabalho de manipulação de seus ouvintes às técnicas do hipnotismo12. Somente isso poderia explicar o grau de convencimento aos qual chegavam os crentes conquistados por eles.

A máxima do Reverendo Valério Silva, expressa ao final do seu livreto “Amemos aos pentecostais, mas rejeitemos suas heresias”13 expressa bem as dificuldades no convívio de presbiterianos e pentecostais nesse período, dificuldades essas também experimentadas pela Igreja Presbiteriana Independente. Os primeiros choques ocorreram exatamente no nascedouro das Assembleias de Deus: a cidade de Belém do Pará14. A IPI local, pastoradas pelo Reverendo Manoel Machado, passou a ser assediada por crentes da Assembleia de Deus. O Reverendo Manoel, responsável por todo campo eclesiástico da IPI no norte e no nordeste (de igrejas na época, de Manaus a Salvador), não tinha condições materiais de deter o tal assédio, face ao modelo presbiteriano de lideranças, sempre centrado no pastor. Ocorreu, então, o inevitável: muitos crentes, inclusive o principal líder leigo das igrejas passaram a frequentar a Assembleia de Deus. Machado, que a princípio não se posicionou a respeito dos pentecostais, até porque desconhecida completamente o seu pensamento e procedimento, mudou de atitude. No jornal oficial da igreja, O Estandarte, publicou entre março e 30 de outubro de 1919, vinte e três textos sobre o assunto, denunciando os pentecostais de Belém do Pará como presunçosos, proselitistas, aproveitadores: “sectários perigosos com aparência de piedade.”15

Manifestações e dificuldades isoladas, como a que descrevemos acima, continuaram a acontecer, aumentando na medida que os pentecostais se espalhavam: a Assembleia de Deus, a partir do norte, irradiando-se para o sul, na direção do Rio de Janeiro; a Congregação Cristã no Brasil, crescendo no estado de São Paulo e espraiando-se para o Panará. De qualquer maneira, a temática do Espírito Santo passou a ser mais enfatizada pelos pastores da IPI, na busca da superação interna do discurso pentecostal que continuava a incomodar.

Foi exatamente a temática do avivalismo, palpável para todo o protestantismo histórico brasileiro, que acabou por monopolizar a preocupação dos pastores presbiterianos nas décadas de 30 e 40. De certa forma, pode-se dizer que o ardor dos pentecostais, bem como seu crescimento, foram fatores importantes, embora não os únicos 16, na mudança do enfoque presbiteriano. Pierson chamava isso de “nova atitude” dos presbiterianos, por que resultou, inclusive, num certo reconhecimento do valor dos pentecostais, e da legitimidade de sua fé evangélica17. Manifestações ainda tímidas, eram superadas pelas críticas contundentes aos “hereges” e pela negação de suas ligações com a família evangélica.

II – A gestação e o parto de um presbiterianismo pentecostal
(continua)

Notas

1. A primeira leva de missionários pentecostais principia em 1910, com a vinda de Luigi Francescon proveniente dos Estados Unidos. Francescon, foi responsável pela fundação da Congregação Cristã do Brasil. No ano seguinte chegariam os suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren, para organizar a Assembleia de Deus. Vinham também dos Estados Unidos da América.
2. Tal busca desembocou no rompimento de lideranças católicas do quilate de Jackson Figueiredo e Alceu Amoroso Lima.
3. O reverendo Manoel Machado, responsável por todas as IPIs do norte e do nordeste na primeira década do século passado, cogitou que as experiências pentecostais tivessem a mesma raiz do espiritismo, face à fenomenologia semelhante (O estandarte, 16.10.1919, p. 16).
4. Léonard não usa o termo “iluminismo” em sua conotação histórica, mas como “sinônimo de misticismo”. “O iluminismo num protestantismo de constituição recente” – São Paulo, Programa Ecumênico de Pós Graduação em Ciências da Religião, 1988, p.6, nota dos tradutores.
5. “O iluminismo num protestantismo de constituição recente”, p. 6.
6. “O iluminismo num protestantismo de constituição recente”, p. 35
7. Ver Pierson, Paul E., A Younger Church In Search Of Maturity. San Antonio, Trinity University Press, s.d., p. 70.
8. Pierson, Paul E., A Younger Church In Search Of Maturity, p. 70.
9. Pierson, Paul E., A Younger Church In Search Of Maturity, p. 71.
10. Neves, Mário. Digesto Presbiteriano. São Paulo, Casa Editora Presbiteriana, 1950, p. 188.
11. São Paulo, Estabelicimento Gráfico “Cruzeiro do Sul”, p. 5.
12. O systema pentecostal analysado à luz dos ensinos de Christo, p. 5.
13. O systema pentecostal analysado à luz dos ensinos de Christo, p. 47.
14. Escrevemos um trabalho no ano passado, A Igreja Independente do Brasil e o pentecostalismo, ainda não publicado, onde abordamos com maiores detalhes as controvérsias entre os missionários suecos, fundadores da Assembleia de Deus em Belém do Pará, o Reverendo Manoel Machado, da IPI.
15. Apud Lima, Éver Ferreira Silva A Igreja Presbiteriana do Brasil e o pentecostalismo, p. 4.
16. Na época muitos presbiterianos já reclamavam do intelectualismo, expresso especialmente nos cultos centrados nos sermões. Vários articulistas da época, em jornais como O Estandarte, já se mostravam preocupados com a situação.
17. Pierson, Paul E., A Younger Church In Search Of Maturity, p. 178.



sábado, 30 de julho de 2016

ORAÇÃO DE LIBERTAÇÃO

Ó Jesus, manso e humilde de coração, ouve-me! 
Livra-me Jesus,
Do desejo de ser estimado, 
do desejo de ser amado, 
do desejo de ser exaltado, 
do desejo de ser honrado, 
do desejo de ser louvado, 
do desejo de ser preferido a outros, 
do desejo de ser consultado.
Do medo de ser humilhado, 
do medo de ser desprezado, do medo de ser repreendido, 
do medo de ser esquecido, 
do medo de ser ridicularizado, 
do medo de ser prejudicado, 
do medo de ser alvo de suspeitas.
E, Jesus, concede-me a graça de desejar:
Que outros possam ser mais amados que eu, 
que outros possam ser mais estimados que eu, 
que na opinião do mundo outros possam crescer e eu diminuir, 
que outros possam ser escolhidos e eu posto de parte, 
que outros possam ser louvados e eu passe despercebido, 
que outros possam ser preferidos a mim em tudo, 
que outros possam tornar-se mais santos que eu,
Contanto que eu me torne tão santo quanto devo ser. 
Amém

(Fonte: Tara na Balança, Editora Ide).

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Ellen White - seus problemas mentais e alucinações


“A lesão que Ellen sofreu em sua meninice e os problemas físicos resultantes são bem conhecidos e estão bem documentados. Começando com esse acidente, e seguindo através da adolescência e a média idade, ela sofreu ataques físicos, "que com freqüência acompanhavam o que seus seguidores deram em chamar visões abertas. Diz-se que, às vezes, não era consciente de nada a seu redor, ainda que às vezes conservasse o controle de seus movimentos. A igreja com freqüência se ufana de que ela começou com uma mente débil e sem adestrar, e um corpo delgado e desfigurado - o mais débil dos débeis." Se informa que, pelo menos cinco vezes, foi atacada de "paralisia," e que muitas vezes ela sentia que estava a ponto de morrer; com freqüência, permanecia inconsciente por longos períodos. Sob estas condições físicas, especialmente durante seus primeiros anos, sua mente com freqüência estava na mesma condição que seu corpo, às vezes nas areias movediças do desespero e às vezes no cume da glória. Este estado mental e físico foi observado ao começo da experiência de Ellen. Ficou um notável depoimento em relação com sua condição e o fato de que ela a reconhecesse já em 1865 , depoimento que foi publicado mais tarde, em 1877. A causa da natureza sensitiva da informação, é melhor reproduzir vários parágrafos das páginas que tratam dela. Quando, durante uma conferência em Pilot Grove em 1865 , ela relatou uma visita ao Instituto de Saúde do Dr. Jackson, disse que o doutor, depois de examiná-la, tinha declarado que sofria de histeria. Agora, para os que têm confiança na capacidade do Dr. Jackson como médico, esta declaração proporciona um indício da suposta inspiração divina de Ellen. De acordo com as autoridades médicas, a histeria é uma doença real, mas de tipo muito peculiar, pois afeta, não só o corpo, senão também a mente; produz fenômenos de uma natureza muito marcada, mas muito variada, e ao atuar a doença sobre diferentes pessoas e diferentes temperamentos, produz variados resultados. Quando o Dr. William Russell, que nesse então trabalhava no Instituto de Saúde de Battle Creek, escreveu-nos expressando suas dúvidas com respeito à inspiração divina das visões, e pedindo-nos a evidência que tivéssemos sobre esse tema, com gosto acedemos a sua solicitação e lhe enviamos as obras publicadas, e também um breve resumo da obra que agora apresentamos ao público. Também, chamamos seu atendimento sobre a opinião médica do Dr. Jackson no caso da Sra. White, e solicitamos a opinião dele para publicá-la também no livro. A isto contestou, em 12 de Julho de 1869, que tinha decidido, fazia algum tempo, "que as visões da Sra. White eram o resultado de um organismo enfermo e um cérebro ou um sistema nervoso defeituoso." Aqui, então, temos o depoimento de dois médicos, em cuja capacidade como médicos confiam geralmente a Sra. W. e os Adventistas do Sétimo Dia, que estão de acordo em sua opinião quanto à predisposição dela a uma condição enferma do cérebro e o sistema nervoso. Com estes testemunhos em mente, regressemos à primeira visão e vejamos se podemos, a partir das circunstâncias presentes, chegar a uma solução razoável e prática do fenômeno no caso. De acordo com suas obras publicadas, a Sra. White, à idade de nove anos, sofreu uma desgraça muito grave; uma pedrada lhe achatou o nariz, desfigurando-lhe o rosto permanentemente. Por suposto, não sabemos se este acidente foi ou não a causa de sua predisposição à histeria, mas uma coisa é verdadeira: Não a originou, senão que a agravou, como o descreve o Dr. Russell: "Um organismo enfermo ou um cérebro ou sistema nervoso defeituoso." Isto o demonstra o fato de que, durante três semanas depois do acidente, ela permaneceu completamente inconsciente, com o cérebro com tanta uréia que lhe causou a cessação de suas funções durante esse tempo. Em Life Incidents, pág. 273, o Ancião White também diz de sua saúde na época de sua primeira visão: "Quando teve a primeira visão, estava enfraquecida e inválida, e seus amigos e médicos só esperavam que morresse de consumpção. Nesse tempo só pesava oitenta libras. Seu sistema nervoso estava em tal estado que não podia escrever, e dependia de alguém sentado perto dela numa mesa até para verter bebida da xícara ao pires." Pouco depois de recuperar-se, parece ter voltado seu atendimento a temas religiosos, com os quais ficou profundamente impressionada, até que, à idade de doze anos, professou a conversão e ingressou à igreja Metodista. Sua experiência religiosa nessa temporã idade foi de um tipo peculiar; às vezes se exaltava até o êxtase, e novamente se deprimia até as profundidades da depressão. Esta desafortunada condição da mente não parece ter sido causada pelas circunstâncias externas que a rodeavam, que eram todas favoráveis a sua profissão religiosa, senão por sonhos e impressões agradáveis ou desagradáveis. Mais ou menos por este tempo, pregava-se a doutrina Adventista em Portland, Maine, onde vivia a família de seu pai, e tanto sua família como ela mesma se interessaram nela, até o ponto de que em 1842 ela assistia constantemente às reuniões Adventistas, ainda que fosse Metodista. O resultado de que passasse o tempo sem que o Senhor regressasse em 1844 foi a divisão do povo Adventista em dois grupos. Enquanto um dos grupos se curvava à posição de que a vinda do Senhor estava próxima, mas admitia que os movimentos de 1843 e de 1884 eram errôneos, o outro afirmava que o Senhor lhes tinha guiado até esse momento e que o passado se justificaria plenamente; finalmente, os desta última classe caíram no erro da porta fechada, afirmando que o Esposo tinha vindo, e que o tempo para a salvação dos pecadores, os cristãos nominais, e os Adventistas apóstatas tinha passado. Em Life Incidents, pp. 183-91, o Ancião White faz um interessante relato da história da porta fechada. A Sra. White, (nesse tempo Ellen G. Harmon), identificou-se com os desta última classe, que se reuniam em casa de seu pai, o que mostrava que ela estava constantemente sob a influência deste terrível erro, cujo poder ninguém, exceto os que o presenciaram ou participaram nele, pode apreciar devidamente. Sob estas circunstâncias, e com seu organismo enfermo, seu cérebro ou sistema nervoso defeituosos, e uma predisposição à histeria não é de surpreender-se que tivesse o que se chamou uma visão, e que, tal como seria de esperar-se, sua visão correspondesse, em termos gerais, aos pontos de vista religiosos que ela abrigava, como mostramos claramente nesta obra. Sobre este ponto, o Ancião White apresenta outro depoimento em seu livro Life Incidents, página 272 (publicado em 1868), no qual diz: "Durante os passados vinte e três anos, ela teve provavelmente entre cem e duzentas visões. Estas ocorreram em quase cada tipo diferente de circunstâncias, e, no entanto, todas elas foram maravilhosamente similares; sendo a mudança mais evidente o que, em anos mais recentes, foram menos freqüentes e mais abarcantes." Sob estas circunstâncias, todo isto é muito natural e razoável. Ao melhorar a saúde da Sra. White, as visões se voltaram menos freqüentemente. Como a mente e seu funcionamento são o resultado do organismo humano, uma constituição física mais saudável produzirá um estado da mente melhor e mais saudável. E, como a saúde da Sra. White melhorou, seu cérebro e seu sistema nervoso adquiriram um estado mais natural, e seus estados de transe foram menos freqüentes; e como ela avançou em questões de informação geral (tendo sido sua educação temporã descuidada quase por completo a conseqüência de sua debilitada saúde), suas visões se fizeram mais abarcantes – uma conseqüência muito natural – que é uma das melhores evidências de do que suas visões surgiam de sua própria mente. Que os fenômenos das visões, a suspensão animada, e os poderes milagrosos da Sra. White são o resultado de uma organização física e mental em desordem o confirma o seguinte extrato do livro Practice of Medicine, p. 721, do Tomo 2, do Dr. George B. Wood, que me chamou o atendimento, e que corresponde a algumas das experiências da Sra. White em visão, particularmente ao fato de que se pusesse de pé com uma Bíblia na mão a levantasse por em cima de sua cabeça, e assinalasse e repetisse algumas passagens dela. Ao tratar desordens mentais, e explicar a causa e os fenômenos dos transes, o Dr. Wood diz: "O êxtase é uma afecção na qual, junto com perda da consciência das circunstâncias existentes, e insensibilidade às impressões externas, há uma aparente exaltação das funções intelectuais ou emocionais, como se o indivíduo fosse elevado a uma natureza diferente, ou a uma esfera diferente da existência. O paciente parece envolvido em algum pensamento ou sentimento absorvente, com uma expressão no rosto como de elevada contemplação, ou de inefável deleite. O movimento voluntário fica geralmente suspendido, e o paciente ou jaz insensível a influências externas, ou como na catalepsia, conserva a posição que tinha quando sofreu o ataque. Às vezes, no entanto, os músculos obedecem à vontade, e o paciente fala ou atua de acordo com seus impulsos existentes. Nestes casos, a doença risca muito de perto com o sonambulismo. Pode ser que o pulso e a respiração sejam naturais, ou mais ou menos diminuídos; o rosto está geralmente pálido; e a superfície do corpo está fresca. Se a freqüência do pulso aumenta, é geralmente mais débil também. A duração do ataque é muito incerta; em alguns casos não passa de alguns minutos, em outros se estende a horas ou dias. Ao recobrar-se do ataque, o paciente geralmente recorda seus pensamentos e sentimentos mais ou menos com exatidão, e algumas vezes fala das maravilhosas visões que viu durante suas visitas às regiões dos benditos, de encantador esplendor e harmonia, de inexprimível gozo dos sentidos ou afetos."

Estas assombrosas páginas revelam alguns fatos sérios que podem ser verificados:


a . Deu-se uma descrição precisa do estado físico e mental de Ellen White do modo em que ela o descrevia com freqüência.

b. A análise de seu estado foi efetuada por médicos capazes, que em alguns casos eram aceitos pelos White.

c. As observações foram feitas no princípio de sua vida por pessoas que conheciam seu estilo de vida e a observaram de primeira mão.

d . Ellen White efetivamente creu e ensinou a porta fechada, cuja história se manteve oculta por mais de cem anos, como se revelou (e agora foi confirmada pelo White Estate).

Ellen até teve uma visão mostrando que a porta se fechou para os pecadores depois de 1844. Mais interessante, talvez, é o fato de que outros, alguns dos quais eram também médicos, notaram a similitude de seu estado durante seus "visões" e diagnosticaram seu estado de maneira similar. William S. Sadler, amigo da família White, uma vez verdadeiro crente e também ancião da igreja, e mais tarde médico, escreveu em 1923:

Não é raro que pessoas em transe cataléptico se imaginem que viajam a outros mundos. Em realidade, os maravilhosos relatos de suas experiências, que descrevem por escrito depois de que terminaram estes ataques catalépticos, são tão singulares e maravilhosos que servem de base para fundar novas seitas, cultos, e religiões. Muitos movimentos religiosos estranhos e singulares se fundaram e organizado deste modo. É um interessante estudo em psicologia observar que estes médiuns em transe sempre vêem visões em harmonia com suas próprias crenças teológicas. Por exemplo, uma médium que cria na natural imortalidade da alma sempre era guiada, em suas viagens celestiais, por alguns amigos mortos que tinham partido. Um dia, ela mudou seus pontos de vista religiosos - se converteu à crença no “sono da alma" - e desde então, quando estava em transe, era levada de um mundo a outro, em suas numerosas viagens celestiais, por anjos, e nenhum amigo morto ou separado jamais voltou a aparecer em nenhuma de suas visões depois desta mudança em suas crenças.


O registro das visões de Ellen de outros mundos pode verificar-se em Early Writings para ver se a informação relatada por Sadler se aplica a ela. Sadler continua com outras observações interessantes: Quase todas estas vítimas de transes e catalepsia nervosa, tarde ou cedo se chegam a crer mensageiros de Deus e profetas do céu, e sem dúvida a maioria deles é sincera em sua crença. Não entendendo nem a fisiologia nem a psicologia de sua aflição, sinceramente chegam a considerar suas peculiares experiências mentais como algo sobrenatural, enquanto seus seguidores crêem cegamente qualquer coisa que ensinem a causa do suposto caráterdivino destas assim chamadas revelações.

Sadler continua corroborando o que os médicos das décadas de 1860 e 1870 tinham detectado:

Outro interessantíssimo fenômeno que observei em relação aos médiuns em transe que, como observamos anteriormente, é em sua maioria mulheres, é que estes fenômenos de transe ou catalépticos, que em alguns aspectos são muito similares a ataques de histeria maior - só do que levados ainda além – digo do que foi minha experiência que geralmente aparecem depois de do que entrou a adolescência, e em nenhum caso que observei, ou do qual tenha eu ouvido, sobreviveram estes fenômenos à aparição da menopausa. A natureza dos fenômenos associados com estas profetisas ou médiuns em transe é sempre modificada pela aparição da “mudança de vida."

Novamente, é interessante observar o que o doutor diz que sucedia no caso de Ellen. Ela deixou de ter "visões abertas" arredor do tempo da vida em que ocorre a menopausa. É assim mesmo interessante observar que a cessação das visões coincidiu com a morte de Tiago White, seu esposo. Um escritor posterior retomou o tema físico em sua dissertação doutoral escrita em 1932:

Não há nem a mais mínima evidência de do que ela, neste estado, em nenhum momento aprendesse nem uma só coisa que não fora já bem sabida por seus sócios. Enquanto este escritor não chegaria até a dizer que ela estava "mesmerizada" por seu esposo, ele [o escritor] está plenamente convencido de que o conteúdo de suas primeiras "visões" estava determinado quase por completo pelo problema em que ele [Tiago White] estava interessado e ao qual lhe dedicava seu tempo no momento da manifestação. ... Mais tarde, depois de sua morte, a engraçada aprovação dela era um objeto muito desejado entre certos tipos de dirigentes e caixeiros que usavam todo tipo de métodos e ardis para obter o apoio dela para seus projetos. Quando White usou todos os métodos possíveis para a organização, sua esposa "viu" que era o plano de Deus; quando ele caiu sob suspeita na operação da impressora, a ela se lhe mostrou que isto não era agradável a Deus. Quando ele, por meio da pluma e de viva voz, chamou à "benevolência sistemática" [contribuições financeiras regulares à igreja], ela teve uma "visão" apoiando-a. No tempo em que ele estava ocupado escrevendo folhetos pró saúde, a ela se lhe mostrou sua "grande visão" sobre a reforma pró saúde. Esta lista poderia continuar, substituindo o nome de seu esposo pelos de seus dirigentes favoritos, até sua morte. Linden, em 1978, revisou as observações e teorias de psicólogos e psiquiatras de mediados da década de 1900 procurando indícios dos fatores causais dos fenômenos visionários. Foi necessário tomar em conta fatores tanto psicológicos como físicos. Talvez as respostas finais e mais satisfatórias a respeito de Ellen White poderiam dar-se em favor da mentira branca se o White Estate quisesse permitir a publicação dos detalhes do histórico médico dela do princípio ao fim. Outro escritor descobriu um tipo diferente de raciocínio para o problema de que Ellen copiava sem dar crédito, bem como sua crença em sua própria "originalidade visionária." M. Ronald Deutsch (The New Nuts Among the Berries) relata, no capítulo titulado "The Battles of Battle Creek," como Charles E. Stewart escreveu à Sra. White em resposta à afirmação pública dela de que "tinha recebido instruções do Senhor" para que convidasse aos que tinham "perplexidades ... em relação com os testemunhos" a "pôr por escrito" seus "objeções e críticas," que ela as contestaria. Os amigos de Stewart publicaram sua longa carta (que incluía cópias de correspondência adicional com outras pessoas) em forma de folheto em Outubro de 1907 – depois de que tinham passado cinco meses sem resposta de Ellen White. O prefácio do folheto dizia que Stewart tinha recebido um recibo de registro devidamente assinado, mas nenhuma resposta.


Deutsch cita a seguinte opinião de seu livro:

Creio que ela é vítima de auto-hipnotismo. Em realidade, ela se tem auto-hipnotizado para crer que estas visões são genuínas. Não creio que ela voluntariamente se propunha enganar - ela adquiriu o hábito visionário – mas, sim, culpo aos que vendem às pessoas um truque que é, nem mais nem menos, uma grosseira fraude.

O ano de 1907 passou faz muito tempo. A questão dos problemas da saúde de Ellen e as preocupações dos médicos de seu tempo poderiam ter-se esquecido se estas perguntas não seguissem aparecendo de tanto em tanto. Tão recentemente como em 1981, apareceu um artigo no Toronto Star de 23 de Maio:

Uma pedra que golpeou a testa de uma fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ellen Gould White, quando tinha nove anos de idade, quase seguramente é a causa de suas visões, as quais são a base para a doutrina da igreja, dizem dois médicos. O golpe causou uma forma de epilepsia, disseram numa entrevista os doutores Delbert Hodder e Gregory Holmes, de Connecticut. Estiveram em Toronto para descrever suas descobertas durante uma reunião da Academia Americana de Neurologia no Sheraton Centre recentemente.... Hodder, que é Adventista, diz que seu relatório e o de Holmes (que não é Adventista) poderia sanar a divisão que existe na igreja. "Têm estado considerando-o de uma maneira teológica," disse, mas sua investigação mostra que "ela pode ser explicada cientificamente." A muitos poderia parecer-lhes que o argumento médico é a melhor maneira de explicar a questão ética suscitada por seu engano, ainda que não justificasse aos que, obviamente sem conhecer o estado dela (e, portanto suas debilidades), continuaram ajudando a expandir a mentira branca. Também, geraria algum grau de simpatia pelas ações de Ellen - com base em sua capacidade diminuída somente. De maneira similar, ajudaria a explicar as muitas inconsistências em suas "visões" com as quais a igreja teve que lidar, ou teve que escusar, ou tampar através dos anos. Pode ser que a última linha das palavras do sábio árabe se apliquem a este ponto de vista sobre o problema ético: "O que sabe, e sabe que sabe, é um sábio. Segue-o."


(H[enry] E. Carver, Mrs. E. G. White's Claims to Divine Inspiration Examined [Um Exame das Afirmações da Sra. E. G. White de Que Era Inspirada] , 2dá. edit. (Marion, Iowa: Advent and Sabbath
Advocate Press, 1877) pp. 75-80. Idem, pp. 75-80.

W[illiam] S. Sadler, The Truth about Spiritualism [A Verdade Sobre o Espiritismo] (Chicago: A. C.McClurg & Co., 1923), pp. 157-58. Ídem.Ídem, p. 159.

De acordo com a SDA Encyclopedia (veja-se "Visions," p. 1557), a última "visão aberta" de Ellen White ocorreu em Junho de 1884. Linden, em The Last Trump, diz que Tiago White sublinhava que "os músculos e as conjunturas dela se punham rígidos," e sua vista precisava algum tempo para acomodar-se outra vez à normalidade.

Winslow, Guy Herbert, "Ellen Gould White and the Seventh-Day Adventism," dissertação (Worcester, MA: Clark University, 1932) p. 290.

Linden, Ingemar, The Last Trump, pp. 159-163.

M. Donald Deutsch, The New Nuts Among the Berries, Pau Alto, Ca. Manlyn Dunlop, "Were Adventist Founder's Visions Caused by Injury?")

Fonte: A Mentira Branca

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Protegendo nossos filhos em uma sociedade pervertida

                                     


Como pais e/ ou responsáveis, e especialmente como pais cristãos, temos uma árdua e honrada tarefa – ensinar nossos filhos valores que os levaram a ter o caráter de Cristo. Isso por si mesmo já não é fácil. Existem muitas barreiras. A) O legado educacional que recebemos: muitas vezes queremos repetir o que nos foi ensinado por nossos pais, outras vezes o que mais pensávamos era que não faríamos com nossos filhos o que foi feito com nós quando crianças. B) Nossa incapacidade: por natureza somos limitados e em muitas áreas incapazes. Nosso poder de persuasão, de convencimento nem sempre é satisfatória. Fora que nem sempre conseguimos comunicar de forma eficaz aquilo que pensamos tão bem. C) Nossa negligencia: Criar filhos exige uma demanda que nem sempre queremos e podemos dar. Cansaço, falta de interesse, tempo limitado, falta de paciência, e até mesmo outras responsabilidades, nos fazem negligentes na dedicação do ensino de nossos filhos.

Assim somos como pais e responsáveis. Então vem a criança, com um mundo intelectual vazio para ser preenchido. Um terreno fértil para ser cultivado, um aluno precisando de instrução. Um faminto que está logo ali, nos esperando!!! Mas o que ele tem? Em muitos casos, pais sem sementes para plantar plantas de qualidades, professores com conteúdos pobres e deturpados, fora a incapacidade que esses professores tem de atingir o coração (estou falando dos pais), necessitados diante de outros que não tem boa alimentação para oferecer.

A criança vai então para onde encontrar quem cultiva nela, ensinar e alimentá-la. Ou mesmo, háuma disputa forte no investimento, no marketing. Enfim, às vezes perdemos nossos filhos diante de nossos olhos, pois houve um investimento pesado nele. Esse peso teve veículos poderosos, a TV, a internet, ‘a rua’, colegas de escola, internet, músicas e filmes, que simplesmente, adotaram nossos filhos, e nesses casos, lhes injetaram um veneno com efeitos corrosivos.

Quais efeitos terão as músicas de funk, cujas letras exploram a degradação das relações sexuais? O que uma criança, ou mesmo um pré-adolescente terá, ao saber que meninas e meninos, possuem diferenças sexuais para usarem como e quando quiserem? Essa constante exploração vai imprimir em suas vidas, que tipo de prioridades? Soma-se a isso o fato que eles estão expostos a cada vez mais precocemente verem filmes de práticas sexuais... que tipo de valores eles terão? O que dizer dos filmes e esportes violentos, onde a santidade da vida, dos sentimentos caridosos, são trocados pela ferocidade das agressões? Que sempre o mais violento será o aplaudido? Pessoas selvagens, são louvadas, mesmo que sejam os bons “mocinhos” dos filmes. Que tipo de perturbação mental, fazem os filmes de terror, e para piorar, que influencia demoníaca tem esses filmes e programas, sobre a mentalidade das crianças? Ensinam nossos filhos a serem deliquentes, quando sempre desejamos que eles fossem pessoas de respeito, ensinam nossos filhos a serem imorais, quando desejamos nossos filhos serem pessoas com comportamentos santos, ensinam nossos filhos a serem violentos, quando jamais pretendíamos que assim fosse. Muitos infelizmente, já estão insensíveis a isso, tanto pais, como filhos.

Mas o que está sendo feito de forma efetiva por nós? O quanto nos gastamos pelos nossos filhos? O quanto deixamos eles expostos a esse tipo de influencia? Talvez as respostas não serão positivas... se não estamos colhendo, iremos colher, infelizmente, coisas que nos deixarão, envergonhados e decepcionados, fora, o grande desagrado de Deus, em deixar que a herança que ele nos confiou, fosse preservada com carinho.

A não ser que algo ocorra – venhamos assumir, com toda força, nosso dever de ensinar e proteger os nossos filhos “no caminho em que deve andar”. É sobre esse processo que vamos tratar brevemente nesse estudo. Antes de estudarmos esse processo, porém, é bom tratarmos de algo muito importante. Na verdade, as dicas que apresentaremos só terão valor se os pais e/ou responsáveis, tiverem o amor bíblico pelos filhos. Leiamos I Co 13.1-8 a, e façamos uma reavaliação se tal tipo de amor está sendo visto em nós pelos nossos filhos. Veja cada proposição, do que o amor é e do que ele não é. Pergunte-se: tenho esse sentimento pelos meus filhos? Se não, não somos dignos de nossos filhos... clamemos pela misericórdia divina hoje mesmo e mudemos pela graça!

De forma didática faremos alguns apontamentos práticos para recuperar a visão bíblica da criação de filhos:

O que se espera de nós como pais e/ou responsáveis?

I.                    Tenha conteúdo: Não podemos dar o que você não temos. Portanto, comece a se preocupar com o que você tem para oferecer a seus filhos em matéria de companheirismo, palavras, ensino e influencia. Se prepare para ensinar. Não esteja confiante apenas com o que você já sabe, aprenda mais. Não confie em seus padrões, prove-os à luz da Bíblia.

Ø  Leia Deuteronômio6.5,6,7 – perceba que antes ensinar (v.7) essas palavras, devem estar em nossos corações! Como conteúdo indicamos a leitura sistemática do livro bíblico de Provérbios.

II.                 Ore pelos seus filhos: Não podemos pode orar por outros, e deixar nossos filhos de lado. Ore intensamente por seus filhos. Tenha sempre em mente todas as fases da vida seus filhos. Coloque diante de Deus e lance sobre Ele suas ansiedades e sonhos a respeito de seus filhos. Chore por seus filhos... eles não podem se perder!

Ø  Leia Lucas 18.1-8 – Percebemos que não deve haver trégua na oração. Note a pergunta no versículo 8.

III.               Ensine com excelência: Devemos ser os melhores professores que nossos filhos possuem. Ensinar os mandamentos divinos é muito mais importante que qualquer outra coisa, embora valorizemos a escolha profissional de nossos filhos, e bem fazemos, mas o conteúdo eterno é de importância primária (Mt 6.32,33). Portanto:

Ø  Leve seu filho ao SSF – Leia Provérbios 2,3,4, e identifique essas três proposições: SABER, SENTIR e FAZER. Os versículos que falam de informações (saber), os que falam de colocar no intimo(sentir) e os que falam de praticar (fazer).

IV.               Não desista NUNCA: ‘Meu filho(a) não tem jeito’. Como é frustrante ouvir isso de pais e mães crentes, especialmente quando falam deles quando crianças menores. É evidente que estamos diante de uma situação triste. Mas dificilmente, podemos constatar que houve persistência. A Bíblia diz que o amor jamais acaba. Se houver amor, não haverá desistência.

Ø  Leia Dt 6.7,8; At 20.19,20: Isso pode ser visto em nossa persistência incansável de ensinar com dedicação, amor, os nossos filhos?

V.          Discipline: Em muitos casos, teremos que disciplinar nossos filhos. Essa disciplina pode envolver ‘a vara’, em alguns casos. Mas isso não é agressão. Há pais que batem nos filhos como se fossem homens e mulheres adultos. Isso além de crime é pecado e cruel. Uma alternativa é tirar algo que ele valoriza. E quando disciplinar não anule a disciplina por dó (o que muitas vezes fazemos, para o mal de nossos filhos). Também, que não seja uma disciplina acima da capacidade de captação da criança. Seja equilibrado, mas escolha com eficiência o que e como.

Ø  Leia Ef 6.4; Cl 3.21: a disciplina e admoestações são requisitos aos pais, especialmente. Deus nos cobrará isso, pois se trata de um mandamento. Deixar um filho sem disciplina ou repreensão amorosa é concordar com seu comportamento.

VI.            Limites: Uma ação deve ser tomada em relação a quanto e o que nossos filhos veem na TV, músicas e amizades.Devemos proporcionar um ambiente familiar de amor e paz, de diversão, de programas de TV, músicas, filmes, etc, em nosso lar que leve nossos filhos a terem valores diferentes do que eles veem na escola. Más companhias são eficazes e mortais em corromper nossos filhos. Teremos que limitar as amizades deles também. Mas isso deve ser feito de forma inteligente. Convencer os filhos que o comportamento adotado por outras crianças, não é bom. Falar claramente o que músicas e filmes ensinam e querem fazer com eles, de forma clara para que eles entendam. Antes que eles tenham a síndrome de Asafe (Leia o Salmo 73).

Ø  Leia Fl 4.8: usando esse texto como filtro, proteja seu filho de influencias malignas, imoral e pervertidas. Ensinemos nosso filhos a viverem acima da mediocridade.

VII.            Leve-o a Amar a Deus com todo o ser: Por fim, repetir as palavras de Dt 6.5; Mt 22.27; Mc 12.30; Lc 10.27. Dizer isso olhando em seus olhos, orando por isso. Quem ama obedece. Somente o amor a Deus levará nossos filhos a resistirem o mundo, quando estiverem longe de nós, ou quando crescerem. Perceba que o mandamento é para atingir o homem todo - uma abrangência de corpo, mente, vida e sentimentos. Creio que se investirmos aqui nesse mandamento de amar a Deus, as sugestões acima fluirão melhor. Não é sem razão que o Senhor Jesus disse que esse é o mandamento mais importante.

A responsabilidade é nossa... aceita o desafio de assumir o compromisso inegociável de ensinar seus filhos a serem cristãos verdadeiros? Podemos falhar pela incapacidade, Deus será nosso Justo Juiz, e devemos recorrer a ele para cumprir essa tarefa... mas, se falharmos por negligência, ele continuará sendo o Justo Juiz.

Que O Senhor nos use poderosamente na educação de nossos filhos!

segunda-feira, 4 de julho de 2016

O cristão reformado pode curtir e praticar esportes violentos?

Infelizmente vivemos em uma época de relativização do pecado. O grande esforço do coração humano é - quão perto posso chegar do pecado, não o quanto longe devo ficar dele. Argumentos com assertivas justificadoras tentam fazer com que o obvio seja rejeitado, quando nos apegamos ao pecado, a santificação se torna um elemento abstrato, penas um item doutrinário distante da prática. Essa é a verdade na aceitação de muitos da prática e na admiração de esportes violentos. Enquanto, o futebol leva os crentes a serem idolatras (já postei sobre isso AQUI), praticar esportes violentos levam os crentes a serem maus, por nutrirem sentimentos animalescos, bárbaros e agressivos. Isaías advertiu com os seguintes dizeres:

“Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça [...] as suas teias não se prestam para as vestes, os homens não poderão cobrir-se com o que eles fazem, as obras deles são obras de iniquidades, obras de violência há nas suas mãos.”(Is 59.2,6).

Interessante, que as justificativas para assistirem, ou pior, praticarem tal esporte, ou ainda mais horrível, envolver igrejas nisso, são das mais infrutíferas possíveis. Há uns quatro anos atrás eu acompanhei por alguns meses algumas lutas. E sempre eu me perguntava – será Jesus praticaria um esporte desse...? Até que me deparei seriamente com algumas verdades bíblicas, pelo que então decidi, sob a graça de Deus, não assistir mais. E a amigos que frequentam academias, eu sempre falo que como crentes, não devem aprender esse tipo de esporte.

Qual a proibição bíblica e confessional, que Pastores Presbiterianos devem ensinar para que tais práticas pecaminosas não sejam encontradas no seio de uma Igreja Presbiteriana, e por extensão, qualquer Igreja Cristã?

1.      A Bíblia proíbe qualquer tipo de ódio que intente contra a integridade física do próximo
Em Mateus 5.21,22 o Senhor Jesus disse que qualquer que se irar e amaldiçoar seu irmão, será condenado ao inferno. A dose de ira é um elemento essencial para que um combate agressivo suba o nível de adrenalina. Ofensas e até desdém contra o oponente são vistos. Como apreciar tal tipo de esporte, diante desse texto? Temos um problema textual no texto citado, onde há a inclusão ou exclusão, de “sem motivo”, que aparece no texto, ou foi retirado dele. Se considerarmos a presença desse item ainda assim, não justifica de forma alguma agressões ou ofensas. Pois a Bíblia diz “ireis, mas não pequeis” – ou seja, ainda que tenhamos motivos para nos irritar, não devemos manifestar tal irritação em forma de agressões ou ofensas. Longo em seguida no texto (v.23-26), Jesus orienta o que deve ser feito. Ter paz com a pessoa.

Por mais que justifiquem, que é apenas um esporte, o que cabe aqui é que no momento de uma luta, a ferocidade das agressões, é estimulada pelo ódio e pela ânsia de alcançar uma vitória, ás custas de espancamentos. 

2.      A proposta do esporte é o espancamento
Vários esportes expõem os atletas a um tipo de risco. Isso é verdade em muitos casos. Porém, devemos fazer uma distinção entre o que pode ocorrer devido a um erro ou falha (um carro de corrida, por exemplo), ou mesmo uma maldade desonestamente praticada (um jogador de futebol machuca com uma entrada dura). Devemos destacar aqui que a justificativa invocada pelos crentes apaixonados por esportes violentos é nula, pois ambos os casos, não são as propostas estabelecidas, antes são acidentes. No caso de uma violência no futebol, ou no basquete, o agressor deve ser punido, enquanto no UFC e demais esportes violentos, o agressor é prestigiado.

A violência é determinante proibida na Escritura. Tanto que o “olho por olho e dente por dente”, era uma punição civil contra agressões e ferimentos – isto é, contra a violência, não uma manutenção dela. Jesus Cristo não estabeleceu a vingança como direito na Igreja, e em especial, quando proibiu seus seguidores a desferir a vingança pela causa de Cristo (Mt 5.38-42). A grande questão aqui, não era apenas o ódio em si, mas também o prejuízo físico causado, considerado como sério agravo, um atentado contra a santidade da vida e do corpo, criados por Deus. Percebemos esse princípio em Genesis 9.6; Tg 3.9.

3.      ‘É apenas um esporte!’ – mesmo?
Apesar de ser nítida a proposta violenta de esportes como o chamado UFC, Jiu-jitsu, muitos se escondem atrás da faixada de que apesar de violento, ainda assim é um esporte, em última instância. Em primeiro lugar, isso não anula em nada os efeitos nocivos desse esporte, porém, mesmo que aceitássemos tal desculpa (descabida), há um principio bíblico evidentemente claro que proíbe praticar coisas más por esporte, ou por brincadeira, ou mesmo por profissão:

“Como o louco que lança fogo, flechas e morte, assim é o homem que engana seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira.” (Pv 26.18,19).

O prejuízo, ou mau, causado a alguém, em si mesmo, quer seja por esporte, brincadeira, ou profissão, é algo que a Bíblia proíbe. Derramar sangue, ferir o corpo, quebrar ossos e dentes, causar sequelas permanentes, não é algo que se justifica com a profissão ou esporte.

4.      Não estimula sentimentos pacíficos e mansos
Jesus ensinou que devemos aprender dele, pois ele é manso e humilde de coração (Mt 11.28-30). Ele disse que mansos e pacíficos herdarão o reino (Mt 5.5,9). O caráter cristão, não deve ser beligerante, agressivo, iracundo, como vemos constante a recomendação proibitiva da Escritura (Gl 5.16-26; Ef 4.25-5.2; Fl 4.8; Cl 3.12-17; Tg 3.17,18). Que estimulo ao amor há na pratica desse esporte? Que boa impressão se há quando acaba uma luta? Quais efeitos psicológicos haverá em nós em momentos de provocações, de zombarias? Somente pelagianos e semi-pelagianos, duvidariam tanto do poder do pecado sobre nossa natureza (Gn 4.7), sendo exposta a uma propaganda tão diabólica!!!

“Não tenhas inveja dos homens malignos, nem queira estar com eles, porque o seu coração maquina violência e seus lábios falam para o mal.” (Pv 24.1,2).

5.      A Confessionalidade Presbiteriana
De modo especial, pastores presbiterianos - TODOS ELES, incluindo demais oficiais, e os Concílios – TODOS ELES, tem a obrigação confessional de pregar contra essa prática carnal de esportes violentos. Como vimos a Bíblia apresenta essa proibição, porém, no caso dos presbiterianos, há uma interpretação Confessional direta desse assunto. O Catecismo Maior de Westminster, em suas respostas às perguntas 135,136 não deixa nenhuma duvida de que tal envolvimento esportivo é uma afronta ao que cremos, como aplicação do sexto mandamento:

Pergunta 135: “Quais são os deveres exigidos no sexto mandamento?Resposta:Os deveres exigidos no sexto mandamento são todo o cuidado e todos os esforços legítimos para preservar a nossa vida( Ef 5. 29; Mt 10. 23) e a dos outros( Sl 82. 4; Dt 22. 8), resistindo a todos os pensamentos e propósitos( Mt 5. 22; Jr 26. 15,16), subjugando todas as paixões( Ef 4. 26), e evitando todas as ocasiões( Pv 22. 24,25; I Sm 25. 32,33, tentações( Pv 1. 10,11,15; Mt 4. 6,7) e práticas que tendem a tirar injustamente a vida de alguém(I Rs 21. 9,10,19; G 37. 21,22; I Sm 24. 12; I Sm 26. 9-11; por meio de justa defesa dela contra a violência( Pv 24. 11,12; I Sm 14. 45); por paciência em suportar a mão de Deus( Lc 21. 19; Hb 12. 5) ; tranqüilidade mental( Sl 37. 8,11; I Pe 3. 3,4), alegria espiritual( Pv 17. 22; I Ts 5. 16) e uso sóbrio da  comida( Pv 23. 20; Pv 25. 16), bebida( Pv 23. 29,30; I Tm 5. 23), remédios( Mt 9. 12; Is 38. 21), sono( Sl 127. 2) , trabalho( II Ts 3. 10,12) e recreios( Mc 6. 31; I Tm 4. 8); por pensamentos caridosos(I Co 13. 4,5; I Sm 19. 4,5,) amor( Rm 13. 10; Pv 10. 12), compaixão(Zc 7. 9; Lc 10. 33,34), mansidão, benignidade, bondade(Cl 3. 12), comportamento e palavras pacíficas( Rm 12. 18), brandas e corteses(I Pe 3. 8,9; I Co 4. 12,13); longanimidade, prontidão, para ser reconciliados, suportando pacientemente e perdoando as injúrias, dando bem por mal(Cl 3. 13; Tg 3. 17; I Pe 2. 20; Rm 12. 20,21; Mt 5. 24); confortando e socorrendo os aflitos, e protegendo e defendendo os inocentes( ITs 5. 14; Mt 25. 35,36; Pv 31. 8,9; Is 58. 7).”

Pergunta 136: “Quais são os pecados proibidos no sexto mandamento?Resposta: Os pecados proibidos no sexto mandamento são: O tirar a nossa vida(At 16. 18) ou a de outrem( Gn 9. 6), exceto no caso da justiça pública( Nm 35. 31,33), da guerra legítima( Dt 20. 1-20), ou da defesa necessária( Ex 22. 2)a negligência ou retirada dos meios lícitos ou necessários para a preservação da vida( Mt 25. 42,43; Tg 2. 15,16); a ira pecaminosa( Mt 5. 22), o ódio( I Jo 3. 15; Pv 10. 12), a inveja( Pv 14. 30), o desejo de vingança( Rm 12. 19); todas as paixões excessivas( Tg 4. 1; Ef 4. 31) e cuidados demasiados( Mt 6. 31,34); o uso imoderado de comida, bebida( Lc 21. 34), trabalho( Ex 20. 9,10) e recreios( I Pe 4. 3,4); palavras provocadoras( Pv 15. 1; Pv 12.18); a opressão( Is 3. 15; Ex 1. 14), contenda( Gl 5. 15), espancamentos, ferimentos(Nm 35. 16) e tudo o que tende à destruição da vida de alguém(Pv 28. 17 cfEx 21. 18-36).”


6.      O que significa o termo violência na bíblia?
Na maioria das vezes a Bíblia usa o termo “violência”, em sentido que deve ser entendido como homicídio. E em muitos contextos esse é o uso do termo – uma violência homicida. Ao consultarmos o uso do termo, porém, em si mesmo, não exclui a abrangência de espancamento, por motivos diversos. O sentido primário de violência no hebraico, inclui crueldade, dano, tratar com violência (Dicionário Hebraico do Antigo Testamento de James Strong, Anotado pela AMG, verbetes: n. 2554, 2555; W. E. Vine, p. 326). No Novo Testamento, todas as vezes que a palavra violência aparece, relacionado a pessoas, não está nem mesmo relacionada com assassinato, na maioria dos casos (Mc 1.26; 9.20; At 5.26; 21.35; 24.7; 27.15 [Concordância Fiel, vol. II, p. 728]). Interessante que uma das recomendações bíblicas aos pastor/presbítero, é que ele não seja “violento”(I Tm 3.3; Tt 1.7)!

A proibição bíblica clara de atos de violência, deveria nos afastar de qualquer coisa que nos aproxime dessas classificações, assim como devemos fazer em relação a tudo que nos aproxima do espiritismo, imoralidade sexual e idolatria.

7.      Em que circunstâncias isso é legitimo?
Será bom fazer uma ressalva importante, e bíblica. Soldados, policiais, seguranças, vigilantes, pela legitimidade do oficio, recebem do Estado, e este de Deus, autorização de usar a força física quando necessário (Rm 12.1-7). Creio, em conformidade com tal princípio, que nesses casos a capacitação em usar a força física é totalmente legitima e autorizada pela Escritura Sagrada. Assim sendo, o aprendizado para tal fim e finalidade, é permitido ao cristão ‘saber usar seus punhos’.

Conclusão
Que tais verdades bíblicas, nos conduza a nos parecer mais com Cristo...
“para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus, inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandecestes como luzeiros no mundo.” (Fl 2.15).