sábado, 7 de janeiro de 2017

Perguntas sobre o adventismo: 2. Qual a relação de Guilherme Miller com A Igreja Adventista?

Já que Guilherme Miller, é o nome relacionado com o grande desapontamento de 1844, essa questão é importante. É correto dizer que, a igreja adventista começou em certo sentido em Miller, mas não com Miller, direta e ativamente. Como mostrei na pergunta, portanto, G. Miller não tem responsabilidade direta alguma com a Igreja Adventista do Sétimo Dia organizada, aliás, até negou a nova interpretação de 1844 e rejeitou as visões de Ellen White. Veja o que ele disse:

Não tenho confiança alguma nas novas teorias que surgiram no movimento; isto é, que Cristo veio como Noivo, e que a porta da graça foi fechada; e que em seguida à sétima trombeta tocou, ou que foi o cumprimento da profecia em qualquer sentido.” (Heresias um sinal do fim dos tempos, p. 29). 

“Otis Nichols, por sinal, escreveu a Guilherme Miller uma carta em abril de 1846, instando-o a aceitar a irmã Ellen como profetiza de Deus e sua nova luz sobre o santuário como verdade de divina. Miller, é triste dizê-lo, estava muito velho e cansado para compreender.” (História do Adventismo, p. 88).

Porém, de modo cômico, quem atrelou o adventismo atual a Miller, foi a própria profetisa, para o desgosto dos apologistas adventistas! Ela é que considerou Miller um profeta americano. Várias vezes Ellen White exalta o trabalho de Miller no livro O Grande Conflito e jamais, jamais, classifica a interpretação de Miller como sendo uma fala profecia: 

“anjos estavam guiando a compreensão de Miller”

“Assim como Eliseu foi chamado [...] também Guilherme Miller foi chamado para deixar o arado e desvendar ao povo os mistérios do reino de Deus”

“em quase todos os lugares que Miller pregava resultava em avivamento”

“a mão de Deus dirigia o grande movimento do advento”

"... multidões se convenceram da exatidão dos princípios de interpretação profética adotados por Miller e seus companheiros, e maravilhoso impulso foi dado ao movimento do advento.” 

(O Grande Conflito, pp. 319, 320, 330, 335). 

Ela o chamou de “pai” –  

“Os que se ocupam de proclamar a terceira mensagem angélica pesquisam as Escrituras seguindo o mesmo plano que o pai Miller adotava.” (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 111).

Diante disso, se é incorreta a total classificação da IASD hoje com Miller, também, e de igual forma, é estranha a defesa de alguns apologistas adventistas quando dizem foi o “batista Miller” que anunciou a volta de Cristo para uma data especifica... visto que é Ellen White que enxertou o movimento milerita ao movimento adventista.

Um apresentador da TV Novo Tempo chegou a escrever no site do programa:

“Ellen White, assim como os demais adventistas, nunca marcaram datas para a volta de Jesus. Quem se aventurou nisso foram os mileritas (seguidores de Guilherme Miller), observadores do domingo e que pertenciam a várias denominações evangélicas da época: Batista da Comunhão Restrita, Batista da Comunhão Livre, Batista Calvinista, Batista Arminiana, Metodista Episcopal, Metodista Evangélica, Metodista Wesleyana, Metodista Primitiva, Congregacional, Luterana, Presbiteriana, Protestante Episcopal, Reformada Alemã, etc. Poderíamos dizer que esses sim eram “profissionais” na “arte” de marcar datas. Não negamos nossa origem milerita, mas jamais iremos aceitar que como movimento organizado os Adventistas do Sétimo Dia marcaram datas para a o retorno glorioso do Salvador.”(http://novotempo.com/namiradaverdade/ellen-g-white-%E2%80%93-a-profetisa-que-nao-falhou-parte-3/).


 Isso é Adventismo... 

domingo, 1 de janeiro de 2017

Perguntas sobre o adventismo: 1. Como surgiu a Igreja Adventista do Sétimo Dia?

1. Como surgiu a Igreja Adventista do Sétimo Dia?

Em primeiro lugar, você precisa saber que  A Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma ramificação do movimento milerita decepcionado, herdeiros de uma interpretação que aponta 1844 como ano do cumprimento de Daniel 8.14, em que esperavam Cristo voltar exatamente nessa data – 22 de outubro de 1844 (embora já haviam tentando em outras datas). Em segundo lugar, você precisa entender que a IASD nasceu virtualmente no dia 23 de outubro de 1844, após a grande decepção, com a interpretação de que em 22 de outubro daquele ano, Jesus teria entrado no Santíssimo Celestial para agora, realizar a segunda fase de sua obra celestial. Essa interpretação veio de uma visão de Hiran Edson e posteriormente canonizada por outra visão, a de Ellen White.1 Por fim, A Igreja Adventista do Sétimo Dia foi organizada em 1863, sob o comando de vários antrinitarianos.2

1. “Dentre os líderes mais preeminentes que saíram do movimento milerita e ajudaram a fundar a Igreja Adventista do Sétimo Dia se destacam José Bates, Tiago White e Ellen White.” (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 5.).  ‘A Igreja Adventista nasceu em 1844’ (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 454).

“Os Adventistas do Sétimo Dia são, doutrinariamente falando, herdeiros do Movimento Milerita da década de 1840 [...]” (http://centrowhite.org.br/iasd/o-que-e-a-igreja-adventista-do-setimo-dia-iasd/).

“O céu parecia abrir-se-me à vista e vi distinta e claramente que em lugar de nosso Sumo Sacerdote sair do lugar Santíssimo do santuário celestial para vir à Terra [em 22 de outubro], ... Ele pela primeira vez entrava nesse dia no segundo compartimento desse santuário; e que Ele tinha uma obra para realizar no Santíssimo antes de vir à Terra.” Tão simples; contudo, está entre um dos mais dramáticos momentos na história religiosa. Abrão era somente um criador nômade de gado quando Deus o chamou para ser pai de Seu povo escolhido. Daniel recebeu seu chamado especial como um jovem cativo numa terra estranha. Jesus era um rabino itinerante numa remota província romana quando Sua morte salvou o mundo. Cléopas era um discípulo quase desconhecido quando Cristo lhe deu iluminações bíblicas que conduziram à fundação da igreja cristã. E Hirã Edson, o “Cléopas do milharal” do adventismo, era um fazendeiro do norte do Estado de Nova Iorque –e um leigo dedicado e estudioso da Bíblia, ganhador de almas –quando Deus lhe deu a compreensão do ministério celestial de Cristo, que era tema inédito na história da Teologia. Num sentido muito especial a Igreja Adventista do Sétimo Dia nasceu naquele momento, naquele milharal, quando aquele fazendeiro contemplava a Cristo.” (A História do Aventismo, p. 50).

2. “[...] a denominação só foi organizada oficialmente em 21 de maio de 1863, quando o movimento era composto de 125 igrejas e 3.500 membros.”(http://centrowhite.org.br/iasd/o-que-e-a-igreja-adventista-do-setimo-dia-iasd/).

“A maioria dos fundadores do adventismo do sétimo dia não poderia unir-se à igreja hoje se tivesse de concordar com as “27 Crenças Fundamentais” da denominação [...] Para ser mais específico, eles não poderiam aceitar a crença número 2, que trata da doutrina da trindade [...] Semelhantemente, a maioria dos fundadores do adventismo do sétimo dia teria dificuldade em aceitar e crença fundamental número 4, que afirma a eternidade e a divindade de Jesus [...] A maioria dos líderes adventistas também não endossaria a crença fundamental número 5, que trata da personalidade do Espírito Santo.” (Em Busca de Identidade, p. 16,17). 

Nota: Alguns acham que se agora eles creem na trindade, então devemos retirar a critica. Segundo a erudição atual da IASD, a doutrina da trindade adventista é diferente da doutrina clássica cristã. Convido você a ver as as provas incontestáveis disso AQUI. Além disso, e assim sendo, nem mesmo essa nova trindade adventista, seria aceita pelos pioneiros adventistas, segundo o livro Em Busca de Identidade!! 


Essa é a seita que arrogantemente diz que é a Igreja Visível Verdadeira, a Igreja Remanescente do Apocalipse e que todas as demais 'são Babilônia' (segundo disse a profetiza canônica deles, Ellen White - um tipo de Papisa). Nasceu de uma reinterpretação de uma falsa profecia,  e foi organizada e amamentada pelo fel de hereges antitrinitarianos. Essa seria mesmo a igreja verdadeira? 

Deus te ilumine e abra seus olhos, pois “muitos falsos profetas têm saído pelo mundo” (I Jo 4.1).

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

O diabo e os demônios – segundo a Bíblia?


1. Quem são eles, e por que são o que são? O diabo e seus demônios eram anjos, espíritos, criados por Deus (Jó 1.6; 2.1; 38.7; Ez 28.14 compare com Ez 9.3; 10.2, 4, 7, 9, etc), que deixados em sua livre decisão, abandonaram sua comunhão com Deus, tronando-se criaturas pecaminosas, maldosas, e se rebelaram contra tudo que promova a verdade de Deus. O primeiro anjo rebelde encontramos em Gn 3.1,2 – quando comparado com João 8.44, e Apocalipse 12.9,14,15 e os demônios II Pe 2.4; Jd 6. Eles deveriam manter sua posição – Salmos 103. 20,21; 148.2.

2. Como o do diabo seus demônios agem? 
  • Intimidação: quando ameaçam pessoas, ou causa mal a elas – ex Jó 1 e 2; I Tm 2.18; Ap 2.10; 9.1-11. 
  • Influência: quando por vários meios, propagam uma forma de vida pecaminosa (incluindo um viver submisso ao misticismo, espiritismo, mundanismo, etc) - ex Ef 2.1,2; I Tm 4.1,2. 
  • Imitação: Eles podem reproduzir coisas que parecem serem de Deus – ex II Co 11.1.-6, 14; I Jo 3. 1-3; Tg 2.19; Ap 2.9. 
  • Interferência: quando eles se apoderam de pessoas – ex Lc 8.2; Mt 8.28.


3. Por quais motivos a presença do diabo e seus demônios foram mais evidentes e abundantes no tempo do ministério do Senhor Jesus? Em toda a história do Velho Testamento, o diabo e seus demônios não são mencionados com tanta constância como o é no Novo Testamento – em especial quando comparamos o período abrangido. Isso não significa que eles não atuavam. Há algumas referencias a respeito: Gn 3.1,2; I Cr 21.1; I Sm 16.14; I Rs 22.19-21; Jó 1,2; Is 14.13; 27.1; Dn 10.13, Zc 3.2. Quando o Filho de Deus se encarnou, na plenitude dos tempos, houve um grande ‘choque’ cósmico nas forças espirituais, e o Senhor Jesus despojou as potestades de seus domínios. Podemos ver isso claramente em muitas passagens bíblicas: Mt 4. 1-11; 8.29; 12.27-28; 43-45; Lc 4.16-21; 33-36; I Co 15.25; Ef 1.20-22; Cl 1.13; 2.15; Hb 2.5-18, etc. Bom destacar que o que Cristo fez em seu ministério terrestre, em sua ascensão, faz e ainda fará até o fim de todas as coisas (Rm 16.20; Ap 20.10), teve início desde logo em sua encarnação.

4. O crente fica endemoniado? A Bíblia não ensina que uma vez habitado pelo Espírito Santo, sendo selado/batizado, regenerado, por Ele, sendo assim feito Sua habitação e templo, justificado, adotado, sendo feito co-herdeiro de Cristo, nessa mesma pessoa demônios habitem do lado do Espírito Santo – veja os seguintes textos: Rm 8.1-17; 26-39; Gl 4.6; I Co 6.19,20; Tg 4.5; I Jo 2.27-29; 5.18,19. Olhando para a forma que o diabo age, tendo em vista o ensino bíblico – podemos dizer que (conforme a pergunta 2) a Intimidação, Influência, Imitação, são formas com que o diabo age contra os crentes, mas nunca com Interferência em seus sentidos.

5. E o que dizer quando um crente se envolve em pecado? Ele não daria certa abertura ao diabo? Em primeiro lugar, o problema do pecado do crente é com Deus. Ele precisa confessá-lo e abandoná-lo (I Jo 1.1-2.2). Agora se certo crente tem um compromisso com o pecado, a situação pode revelar duas coisas. A) Ele se encontra em um estado deplorável de espiritualidade fraca e vigilância morta (I Co 5.1; Ap 2.22,23) e/ou B) Talvez não seja um crente verdadeiro (II Pe 2.1-22). Geralmente o primeiro caso é o que mais frequentemente ocorre. Os crentes lêem pouco a Bíblia, oram pouco, se santificam com negligência, a doença espiritual é notória em vários campos da vida (I Co 11.30,31). Com isso a presença do Espírito Santo em sua vida não é notado por ele mesmo, geralmente essa pessoa perde a alegria da salvação (Sl 51.12,13). Fica ele assim mais vulnerável ao diabo? SIM e NÃO. Entenda – Jó era um crente fiel, e foi atacado pelo diabo, Paulo um servo dedicado e santo, igualmente esbofeteado e perseguido por Satanás (II Co 12.7-10). O Senhor Jesus confrontou o diabo e foi atacado por ele (Lc 4). Em contra partida, crentes como Pedro foram até usados pelo diabo, quando falou o que não devia. Não há uma norma, nem uma regra bíblica fixa. Pode ser que um crente fiel seja mais atacado pelo diabo do que um crente infiel. Deus é o Soberano sobre o diabo e esse apenas vai agir SE Deus determinar que sim (II Ts 2.9-12). O que somos advertidos é fugir de tudo que nos identifique com o diabo, e o pecado é a marca do diabo.

6. Exageros e distorções. Toda maldição infligida por Deus tem por base sua punição sobre a desobediência. O diabo é o grande tentador e acusador. Mas há um exagero em alguns seguimentos evangélicos, que devemos evitar e tomar cuidado, pois são ensinos falsos do diabo, para darem a ele crédito que de alguma forma tire a responsabilidade humana sobre seus atos. Veja por exemplo que em muitos casos na Bíblia os pecados não estão associados a uma influência demoníaca direta, antes ao conceito e falta de espiritualidade dos crentes: Gl 5.17-26; Cl 3.1-4.6; Ef 5.1-6.9, etc. Devemos também nos afastar de tudo que soe claramente com algum contato com coisas demoníacas (I Co 10.14-22; Ap 2.24). Não é ficar vasculhando, mas se você tem certeza que certa coisa está ligada a procedimentos satanistas, espíritas, etc, sabemos que o Senhor já nos advertiu contra isso. Evidentemente, algum tipo de perturbação mental e espiritual será advinda de práticas que nos coloquem em contato com isso, caso haja descuido, negligencia de nossa parte.


7. Como resistir o diabo? Temos na Bíblia orientações práticas em Efésios 6.10-20. E resumindo o ensino geral bíblico -  em primeiro lugar o Nome de Jesus Cristo é o que tem autorização bíblica para resistir e expulsar os demônios (Mc 16.17; At 16.18). Conhecimento da Palavra (Lc 4.4,8,12). Depois a vida obediente deve seguir ao uso do Nome do Senhor e da Palavra (Mt 7.21-23; Tg 4.7-10). Por fim, Jesus recomendou a oração e jejum como meios ordinários de termos da parte de Deus poder para enfrentarmos as hostes malignas (Mc 9.29). Obviamente, o crente não se preocupará em encontrar demônios (nem é algo a ser desejado) em sua evangelização e aconselhamentos bíblicos. Sabemos que o Evangelho quando chega realmente no coração de uma pessoa, o Senhor Jesus liberta a pessoa por meio do Seu Poderoso Espírito (Rm 8).

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A Lei e os Ofícios de Cristo

A perspectiva protestante reformada olha para a Lei de Deus, como tendo três facetas. A Lei Moral, A Lei Cerimonial e a Lei Civil. Interessante que podemos fazer uma correspondência pedagógica (não rígida) dessa divisão com os três ofícios de Cristo – a saber; Profeta, Sacerdote e Rei. Perceba:

1. A Lei Moral é a faceta dos preceitos divinos que dirigem ao homem integral, como adorador e integrante da família e da sociedade. O decálogo é o resumo básico da lei, em sua essência, eternos. Apesar de ter sua redação contextualizada após a Queda, e aplicação especifica na situação de Israel, não escapa-nos a realidade essencial de que temos orientações para espiritualidade e comportamentos, que nos serão de segurança para agradar a Deus por fazer a sua vontade.

Ø  Cristo como profeta. O profeta revela a vontade de Deus ao povo, e não raro faz ameaças e promete bênçãos. Isso pode ser uma correspondência à Lei Moral, já que nela está contida a vontade eterna de Deus, qual o profeta deve advertir. Romanos 7.7-12; I Tm 1.8-11, etc, demonstram que a lei moral faz um trabalho demonstrativo de nossa situação*.

2. A Lei Cerimonial percebemos nos trabalhos litúrgicos de Israel. Aquilo que estava incluindo nos minuciosos serviços de sacerdotais - sacrifícios, ofertas de cereais, dias sagrados ,  orientavam a adoração a Deus e o que ele exigia como símbolo (Ex 35-40, etc). Tudo era estritamente calculado para que a adoração do VT fosse adequada - aqui inclui também as leis dietéticas de alimento puros e impuros (Lv 11).

Ø  Cristo como Sacerdote em Sua Igreja também estabeleceu ‘as cerimonias’ simbólicas da nova dispensação. Enquanto as cerimonias do VT eram sombras de realidades que viriam (Cl 2.16,17), os símbolos da dispensação da graça são símbolos de realidade espirituais invisíveis. Pregação da Palavra, Batismo e Santa Ceia, são os elementos cerimoniais na Nova Aliança.

3. A Lei Civil. Como nação, Israel precisava de leis coercitivas, para manter a ordem visível, coibir os abusos, evitar a anarquia, organizar o povo, socorrer os necessitados, proteger de doenças que dizimariam a existência da nação. Tais leis eram punições, pois as infrações eram consideradas como crime. Não contra a ordem moral, mas cerimonial também. O livro de Levítico, dentre outras porções no pentateuco, estão repletos de leis que podem ser classificadas como civis (incluindo leis sanitárias).

Ø  Cristo como Rei estabeleceu leis a Seu povo. Ele também incluiu disciplina na Igreja (I Co5), uma ordem de presbíteros para regência e diáconos para o cuidado, regras claras (diretamente da Escritura) ou normas indiretas (extraídas de princípios da Lei Moral), que sua igreja deve proteger e ser protegida por elas. Além disso, ele mesmo executará no fim a punição sobre os que não são seus súditos.


*Como eu disse, não é uma correspondência rígida, pois o profeta advertia a respeito de coisas cerimoniais e civis também. Mas por certo, o resultado da desobediência às leis cerimoniais e civis, era de prejuízo moral.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

As duas naturezas de Cristo - uma doutrina que os TJs desconhecem

Os principais argumentos dos seguidores da Torre de Vigia contra a deidade absoluta de Cristo, nasce de uma má compreensão da doutrina bíblica conforme definida na fé cristã clássia, ou, também, de uma caricatura distorcida do dogma cristão. 

Nesse áudio, uma entrevista com o Dr. Heber Carlos de Campos, corrige magistralmente vários erros e mal-entendidos de nossa parte, ou dos críticos, a respeito dessa doutrina bíblica e misteriosa.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Definição de Santidade – J. Ryle:

1) Santidade é o hábito de ser de uma só mente com Deus, de acordo com o que as Escrituras descrevem como sendo a mente dele. É o hábito de concordar com seu julgamento, odiando o que ele odeia, amando o que ele ama e comparando tudo neste mundo com o padrão de sua Palavra

2) Um homem santo se esforçará para evitar cada pecado conhecido, e guardar cada mandamento revelado. A inclinação de sua mente será decisivamente direcionada para Deus. O desejo do seu coração será o de fazer a vontade do Pai. Ele temerá muito mais a desaprovação divina do que a do mundo e terá o mesmo sentimento que Paulo teve quando disse: ‘Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus’ (Rm 7.22). 

3) Um homem santo se esforçará por ser como o Senhor Jesus Cristo. Ele não somente viverá uma vida de fé nele, e dele receberá paz e força para viver o dia-a-dia, mas também trabalhará para ter a mente de Cristo e ser conforme à sua imagem (Rm 8.29). O seu objetivo em relação às outras pessoas será o de andar ao lado delas, perdoá-las... ser generoso... caminhar em amor... ser manso e humilde...Ele guardará no coração as palavras de João: ‘Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou’ (1Jo 2.6). 

4) Um homem santo buscará mansidão, longanimidade, bondade, paciência, gentileza e controle de sua língua. Dará um bom testemunho, será muito paciente, tolerante para com os outros, e também não se apressará em exigir os seus direitos. 

5) Um homem santo buscará temperança e auto-negação. Lutará para mortificar os seus desejos carnais, crucificar sua carne com suas tentações e lascívias, fugir das paixões e controlar suas inclinações carnais, sempre que elas se manifestarem (Ryle então cita Lc 21.34 e 1Co 9.27).

6) Um homem santo buscará praticar a caridade e a fraternidade. Ele se esforçará por fazer para os outros o que gostaria que os outros fizessem para ele e falará dos outros o que gostaria que os outros falassem dele...Abominará toda mentira, difamação, maledicência, engano, desonestidade e injustiça, mesmo nas pequenas coisas. 

7) Um homem santo buscará misericórdia e bondade no trato com os outros... Será como Dorcas, ‘notável pelas boas obras e esmolas que fazia’, que não somente se propôs a fazer ou falou a respeito das boas obras, mas as praticou (At 9.36). 

8) Um homem santo buscará a pureza de coração. Temerá toda a corrupção e impureza de espírito e tentará evitar todas as coisas que podem levá-lo a se contaminar. Ele sabe que o seu coração facilmente se inflama, e tentará cuidadosamente evitar a brasa da tentação. 

9) Um homem santo buscará o temor a Deus. Não me refiro ao temor de um escravo, que somente trabalha para evitar a punição que receberá, caso seja descoberto sem fazer nada. Ao contrário, penso no temor de uma criança, que deseja viver e se locomover como se estivesse sempre com o seu vigilante pai por perto, porque sabe que ele a ama. 

10) Um homem santo buscará humildade. Desejará, em sua mente simples e caridosa, ter os outros em mais alta estima do que a si mesmo. Também perceberá mais o mal existente em seu coração do que em qualquer outro neste mundo. 

11) Um homem santo buscará fidelidade em todos os seus deveres e relacionamentos. Por seus motivos serem os mais sublimes, e contando com o adicional da ajuda divina, ele não se contentará apenas em cumprir suas obrigações, mas, melhor ainda, tentará ajudar aqueles que não se preocupam com a sua alma. Pessoas santas devem, em todos os momentos, desejar praticar o bem, e devem se envergonhar se algo de mal acontecer a alguém que elas poderiam ter ajudado. Elas devem lutar por ser boas esposas e bons maridos, bons pais e bons filhos, bons patrões e bons empregados, bons vizinhos, bons amigos, bons cidadãos, bons em particular e em público, bons no local de trabalho e no ambiente familiar. O Senhor Jesus perguntou ao seu povo algo que exige reflexão, quando diz: ‘Que fazeis de mais?’ (Mt 5.47). 

12) Por fim, um homem santo encherá sua mente com coisas espirituais. Tentará se concentrar inteiramente nas coisas do alto, não se apegando às coisas deste mundo...Ele buscará viver como alguém cujos tesouros estão no céu e cuja permanência nesta terra é vista apenas como a de um peregrino, que viaja para casa. Sua maior fonte de prazer está na comunhão com Deus por meio da oração, da leitura da Palavra e da reunião do seu povo. Ele dará valor à cada coisa, lugar e relacionamento, uma vez que esses fatores o trazem mais para perto de Deus”.

Sugestão de estudo: Quando a frase inicia “um homem santo” leia com o seu nome, ou com pronome pessoal. Por exemplo:  12) Eu ( Luciano), encherei a minha mente com coisas espirituais. Tentarei me concentrar inteiramente nas coisas do alto...

(Citado em A Redescoberta da Santidade, J. I. Packer)


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

AUGUSTUS NICODEMUS: O INFERNO É ESPIRITUAL OU FÍSICO?

A natureza do inferno é um tema carregado de curiosidades, temores e debates. Ninguém melhor que o rev. Augustus Nicodemus, não apenas uma voz de peso para a igreja reformada no Brasil, aos calvinistas em geral, mas também para os crentes ortodoxos de nosso país - para apontar alguns parâmetros bíblicos para o tema.