terça-feira, 14 de novembro de 2017

As "varias gerações de 1914" do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová


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A Torre de Vigia ensinava que a duração de uma geração seria de 70 ou 80 anos – A Verdade Que Conduz a Vida Eterna, página 95; Está Próximo a Salvação do Homem da Aflição Mundial, página 7; A Sentinela 1/5/1968, página 271.
2
Alguns da geração de 1914 verão o fim do sistema de coisas e sobreviverá a ele. – Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, página 154.
3
Afirmavam que o Fim seria em nosso século vinte – As Nações Terão de Saber Que eu Sou Jeová, página 200.
4
Os que tinham 15 anos em 1914, eram os que faziam parte da geração que não passaria – Despertai! 22/4/1969, páginas 13 e 14.
5
Os que tinham 10 anos em 1914, eram os que faziam parte da geração que não passaria – A Sentinela 15/4/1981, página 32.
6
A geração não são os bebês que viviam em 1914, mas os seguidores de Cristo – A Sentinela 15/1/1979, página 32.
7
Os Bebês que viviam em 1914, eram os que faziam parte da geração que não passaria – A Sentinela 15/11/1984, página 5.
8
Depois o Corpo Governante disse: O termo "geração", conforme usado por Jesus, refere-se principalmente a pessoas contemporâneas dum certo período histórico, com as características identificadoras delas. – A Sentinela 1/11/1995, página 17, parágrafo 6.
"Esta geração" parece referir-se aos povos da terra que veem o sinal da presença de Cristo, mas que não se corrigem. – Idem página 19, parágrafo 12.
9
Agora o ensino do Corpo Governante é o seguinte: Entendemos que, por mencionar "esta geração", Jesus estava se referindo a dois grupos de cristãos ungidos. O primeiro grupo é composto de irmãos que estavam vivos em 1914 e que discerniram prontamente o sinal da presença de Cristo naquele ano. Eles não pertenciam a esse grupo apenas por estarem vivos em 1914, mas por terem sido ungidos por espírito como filhos de Deus naquele ano ou antes. — Rom. 8:14-17.
O segundo grupo incluído em "esta geração" são ungidos contemporâneos dos membros do primeiro grupo. Eles não estavam simplesmente vivos no mesmo período que os membros do primeiro grupo, mas foram ungidos com espírito santo na época em que os do primeiro grupo ainda estavam na Terra. Assim, nem todo ungido hoje está incluído em "esta geração" mencionada por Jesus. Atualmente, os que formam o segundo grupo estão com idade avançada. Mas as palavras de Jesus em Mateus 24:34 nos dão confiança de que pelo menos alguns ‘desta geração de modo algum passarão’ antes de verem o início da grande tribulação. Isso deve aumentar nossa convicção de que falta pouco tempo para o Rei do Reino de Deus destruir os perversos e trazer um novo mundo de justiça. – A Sentinela 15/1/2014, página 31.
10
A Torre de Vigia atribui a falsa profecia da geração de 1914 a Jesus e a Jeová - A palavra profética de Jeová mediante Cristo Jesus diz: "Esta geração [de 1914] de modo algum passará até que todas estas coisas ocorram" (Lucas 21:32) E Jeová, que é a fonte de profecias inspiradas e infalíveis, fará com que as palavras de seu filho se cumpram num prazo de tempo relativamente curto.  A Sentinela 15/11/1984, páginas 6 e 7.
 Autor: Luiz Bezerra



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Pr Joaquim de Andrade destroça adventistas em entrevista - Fantástico!!!

Quando dizemos que as conversas dos adventistas são dúbias, dissimuladas, tem gente que não acredita. 
Veja o Pastor e Apologista, Joaquim de Andrade conversando com alguns adventistas, e como os cerca a respeito de "irmãos em outras denominações" - o rapaz flutua em afirmações que claramente tenta ofuscar o obvio - a denominação adventista é exclusivista!!! Depois o Pr Joaquim explora o assunto que certamente eles não esperavam - guardam o sábado mesmo?
Até que por fim a reação de um whiteano é um pouco abrupta o Pr Joaquim sabiamente os deixa. 
Cada vez mais, a máscara dessa seita vai cair no Brasil, em Nome do Senhor Jesus!!!




quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Vídeo: Por que as Testemunhas de Jeová pregam de casa em casa?

O que motiva o trabalho das Testemunhas de Jeová? Eu publiquei isso AQUI no blog, e agora em forma de vídeo veja algumas observações


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

'Sou evangélico, mas estou pensando em me tornar Adventista.'

A ampla divulgação do caráter proselitista e sectário adventista tem avançado positivamente no Brasil. Isso, porém, não tem sido necessariamente mais eficaz que o uso que eles fazem da TV. Embora creio que sempre que alguém começa a cair no engano adventista, ele vai investigar, e lá ele encontra informações aos montantes na internet, trazendo elucidações a respeito da teologia de seita, ainda assim, o trabalho proselitista adventista tem continuado fortemente. No entanto, denominações cristãs, líderes de renome, e institutos apologéticos, tem se posicionado a respeito do caráter herege adventista. Creio que mais uns 5 anos, de amplo trabalho e divulgação, voltaremos a equacionar essa situação e aos crentes das igrejas olharam para a Igreja Adventista do Sétimo Dia como olham para os Mórmons e Testemunhas de Jeová – com diferenças, é obvio, mas todas seitas.

No caso da IPB, foi significativo um vídeo do Reverendo Augustus Nicodemus (o principal teólogo presbiteriano e hoje vice presidente do Supremo Concílio da IPB) apresentando seu posicionamento de que a IASD é uma seita. Na IPB, ainda posso mencionar Ageu Magalhães, Leandro Lima, Solano Portela, entre vários e vários outros pastores que conheço, que compartilham de que a IASD é uma seita. Pelo menos, a maior igreja reformada do Brasil hoje, a IPB, não tem comunhão cristã com a IASD. Cabe dizer que a Assembleia de Deus, a maior igreja pentecostal e evangélica do Brasil, também compartilha da perspectiva que a IASD é uma seita, em especial na pena do Teólogo Esequias Soares. Destaco ainda, o conhecido livro Desmascando as Seitas, da editora CPAD de autoria de dois conhecidos apologistas – Paulo Romeiro, e o agora com o Senhor, Pr Natanael Rinald – ícone da apologética brasileira. Menciono ainda a ampla força do CACP, bem como de outros nomes como Joaquim de Andrade, Elias Soares, entre outros.

Pois bem, caso você esteja pensando em ser adventista, e em especial, já era crente em alguma igreja cristã, leia com atenção essa postagem. Embora você foi engodado pela boa cara adventista (o poder de marketing), estava aí decepcionado com sua igreja, ou mesmo teve pouca instrução bíblica, e provavelmente teve dificuldades para entender o assunto sábado – é nesse assunto que muitos acabam tropeçando – você aceitou um curso e agora já se envolveu ao no ambiente dessa igreja. Algumas coisas parecem fazer sentido, mas você está incomodado com algo – a Crença em Ellen White. Certo?

Ok. Vamos lá. Se continuar avançando nos burgos adventistas, você pensa que poderá manter uma reserva (mesmo que no íntimo – eu já conversei com adventistas que não creem em Ellen White e nem em 1844) a respeito desse assunto, estará perpetuamente preso a um estado emocional de autonegação, fechando os olhos para as implicações na crença de Ellen White e se justificando sempre com argumentos minimizadores, justificadores ou comparativos. E sempre colocando o SÁBADO como carro chefe e justificador de estar ali na IASD. Olha, se você está convencido de guardar o sétimo dia (o que em nenhum lugar na pratica da igreja apostólica foi recomendado), eu te aconselho a ir para a IGREJA BATISTA DO SÉTIMO DIA.

Caso você decida se tornar adventista, talvez o voto batismal n. 6 te agradará, segundo o Manual da Igreja Adventista:

“Aceita os Dez Mandamentos como uma transcrição do caráter de Deus e uma revelação de Sua vontade? É seu propósito, pelo poder da presença interior de Cristo, guardar essa lei, inclusive o quarto mandamento, que requer a observância do sétimo dia da semana como o sábado do Senhor e memorial da Criação?”

Porém, o exame será se você aceita tudo. E incluirá a crença em Ellen White e como sinal da igreja remanescente, o que certamente está causando em você insônia:

8. Aceita o ensino bíblico dos dons espirituais e crê que o dom de profecia é um dos sinais de identificação da igreja remanescente?” 

“13. Aceita e crê que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é a igreja remanescente da profecia bíblica e que pessoas de toda nação, raça e língua são convidadas a fazer parte de sua comunhão e são nela aceitas? Deseja ser membro desta congregação local da Igreja mundial?”

Quem manifesta o dom de profecia e qual a relação disso com a identidade da IASD? Veja:

As Escrituras afirmam que Ele concedeu Seu “testemunho” – “o espírito de profecia” – ao Seu fiel povo remanescente.” 

"O Espírito de Profecia na Igreja Adventista do Sétimo Dia. O dom de profecia manifestou-se ativamente no ministério de Ellen G. White, co-fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia.” (Nisto Cremos, pp. 79, 301[versão em pdf])

Diante desses votos, você terá que assinar uma declaração de compromisso aceitando tais crenças. Ou você mentirá, ou viverá uma mentira, sufocando sua consciência e abraçando a apostasia. O que pode ser perigoso, perdendo assim as chances ordinárias de ser salvo finalmente, conforme nos assevera o Espírito Santo em Hb 6.4-8; 10.26-31.


Meu irmão procure pessoas para te ajudar (Rm 15.14). Entre em contato com crentes maduros, com apologistas, pastores e teólogos (Jd 22-24). Garanto a você, há provas abundantes que você estará tomando uma decisão reprovada pelo Deus que te salvou. Talvez você está até pensando que estará agradando a ele, mas não estará. 

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Breve perspectiva Reformada sobre o Batismo com o Espírito Santo

Introdução

A discussão sobre o Batismo do Espírito Santo é bastante recorrente entre pentecostais e reformados. Desde o início do falar em línguas, na Missão da Rua Azusa, no início do século passado, este tem sido um assunto frequente e bastante acalorado. Enquanto reformados entendem que todos salvos em Cristo são batizados com o Espírito Santo no ato de sua regeneração, pentecostais vão em outra direção e defendem o Batismo com Espírito como algo, via de regra, posterior a conversão, marcado por uma série de manifestações espetaculares, tais como a glossolalia.

A despeito dos argumentos daqueles que advogam baseados nas experiências de indivíduos e grupos, temos por certo que as Escrituras são “O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas [...]” (CFW I.IX), portanto é para ela que recorreremos com o fim de discutir esta questão sobre o Batismo com Espírito Santo.

Perspectiva Pentecostal

Definir objetivamente o que é o Batismo do Espírito Santo para os pentecostais não é uma tarefa fácil, visto que há muitas variações entre as definições dos autores. Quem partilha esta ideia é MacArthur em seu livro “Os Carismáticos”. Entretanto, Bruner (2012, p.51), depois de analisar alguns escritos pentecostais, faz a seguinte síntese sobre o tema:

As características mais importantes do modo pentecostal de entender o batismo no Espírito Santo [...] são: (1) que o acontecimento é geralmente “distinto da experiência do novo nascimento e subsequente a ele”; (2) que é evidenciado inicialmente pelo sinal de falar em outras línguas; e (3) que deve ser buscado “com sinceridade”.

Bruner (2012, p.59) também considera os resultados do Batismo do Espírito Santo nas seguintes palavras: “[...] acrescenta à fé inicial, à da conversão: (1) A habitação do Espírito no crente, ou sua plenitude e, portanto, (2) o poder para o serviço, com o equipamento, geralmente (3) dos dons do Espírito.” Para Bruner fica claro que a ênfase pentecostal está sobre o batismo no Espírito Santo, prevalecendo até mesmo sobre a própria pneumatologia. E isto os distingue dos demais seguimentos do cristianismo, ou seja, a atenção que dão para a experiência sobrenatural do enchimento do Espírito conforme descrita por Lucas em Atos (BRUNER, 2012, p.48).

Outro autor que sintetiza a visão pentecostal é Sproul (2002, p.115), o qual identifica “o batismo do Espírito Santo como a obra especial do Espírito Santo mediante a qual o crente é dotado com poder, para sua vida e serviço cristão.” Em outras palavras, é uma ação que distingue alguns crentes dos demais, fazendo-os especiais.

Portanto, para os pentecostais, o Batismo com o Espírito Santo é a repetição do evento de Atos 2.4 na individualidade de cada crente: “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.” Esta é a marca distintiva dos pentecostais, a qual deve ser buscada ardentemente até que seja obtida.

Perspectiva Reformada

Diferente da visão pentecostal, a visão reformada segue na direção de não associar o batismo do Espírito Santo com algo posterior a regeneração, antes, “[...] o baptismo [sic] do Espírito é o acto [sic] pelo qual Deus nos faz membros do Corpo de Cristo.” (PACHE, 1957, p.80). Pache chega a esta conclusão analisando o texto de 1 Coríntios 12.13: “Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito.” Ou seja, é por um ato único do Espírito que o crente é batizado e unido ao corpo de Cristo. Este mesmo autor ainda diz: “É mais uma prova que o baptismo [sic] do Espírito refere-se não ao estado espiritual do crente, mas à sua posição. [...] o baptismo [sic] do Espírito é o acto [sic] pelo qual Deus dá ao crente a sua posição em Jesus Cristo. (PACHE, 1957, p.81). Também comentando o texto de 1 Coríntios 12.13, MacArthur (2002, p.116) afirma: “Paulo unia duas verdades essenciais aqui. Uma é a formação do corpo pelo batismo do Espírito, e a outra é a vida interior do corpo enquanto bebemos de um só Espírito.” Para este autor, a ênfase do texto Paulino está na unidade do corpo, ou seja, “[...] todos os crentes são batizados com um Espírito num só corpo.” (MACARTHUR, 2002, p.117). Porém, quando o pentecostal assume que o Batismo do Espírito é um evento diferente da regeneração, ele quebra, justamente, a unidade do Corpo de Cristo, criando duas categorias de crentes pertencentes a este Corpo, o que contraria diametralmente a ideia de 1Coríntios 12.13, como se Cristo fosse o cabeça de dois corpos parcialmente unidos, uma aberração.

Além de quebrar a união essencial do Corpo de Cristo, a ideia pentecostal de Batismo do Espírito Santo também redefine a doutrina da salvação. Sobre isto, MacArthur (2002, p.119) afirma: “Ele (o pentecostal) está dizendo que a salvação realmente não nos dá tudo o que pensamos que nos daria. Está dizendo que ainda falta alguma coisa, que precisamos de ‘algo mais’”. Podemos acrescentar a esta argumentação o questionamento de Pache (1957, p.83) “Efetivamente se eles estão em Cristo, como hão de procurar o que receberam no início da sua vida cristã?” Ele reforça o seu argumento demonstrando biblicamente que todas as referências paulinas no tocante ao Batismo do Espírito estão no passado, como um evento já realizado e comum a todos os crentes (1Co. 12.13; Cl.2.12; Gl.3.27 e Rm.6.3-4). Portanto, uma vez que o pecador é regenerado e enxertado no Corpo de Cristo, não há um novo patamar para ser galgado. Há, entretanto, algo a ser buscado pelos crentes. E é neste ponto que MacArthur acredita estar a confusão: “Continuamente converso com carismáticos e estudo os seus escritos, e torna-se cada vez mais claro que eles confundem o batismo com o Espírito, que coloca o crente no corpo de Cristo, com a plenitude do Espírito, que produz a vida cristã eficaz”. (MACARTHUR, 2002, p.122, grifo do autor). Para este autor, em Atos 2.1-4 aconteceu, em ato contínuo, duas coisas distintas, uma foi o batismo pelo Espírito e a outra foi o enchimento do Espírito capacitando-os ao testemunho poderoso, que pode ser visto na vigorosa pregação de Pedro. MacArthur (2002, p.122) resume isto da seguinte maneira: “Pentecoste foi uma experiência única. Aconteceu apenas uma vez. O crente hoje não precisa dum ‘Pentecostes’ em sua vida. Tudo o que precisa é entregar-se ao Espírito, que já está aí. Então ele terá o poder do Espírito.” O Pentecostes é um evento histórico que faz parte da história da salvação à semelhança da morte e ressurreição de Jesus. Se estes não se repetem, aquele também não tem porque repetir (MACARTHUR, 2002, p.121).
A pergunta que fica é como os pentecostais chegaram ao entendimento que têm sobre o Batismo do Espírito Santo? Os textos balizadores para os pentecostais são: Atos 2; 8.14-17; 10.44-46; 19.1-6. Sproul (2002, p.119) entende que “A suposição fundamental da teologia neopentecostal é que o propósito da narrativa bíblica é ensinar-nos o que aconteceu então, como a norma para todas as gerações de crentes.” Embora pareça ser bíblico, este entendimento denuncia um erro básico na hermenêutica pentecostal, que transforma as narrativas listadas acima em textos normativos. Além disso desconsidera o propósito do livro de Atos, que é demonstrar como o Evangelho saiu de Jerusalém e da Judeia, se propagou pela Samaria e alcançou os confins da terra (Atos 1.8). A aparente repetição do Pentecostes em Atos 8 (pentecoste samaritano), Atos 10.44-48 (pentecoste gentílico), Atos 19.1-6 (pentecoste dos discípulos de João), “[...] não são repetições do que tomou lugar no Pentecoste, como uma série que haveria de se estender indefinidamente. Em vez disso, são elementos da difusão inicial de um único e não repetitivo complexo de eventos” (GAFFIN, 2010, p.26). Este mesmo autor ainda argumenta:

Para compreender a realidade envolvida, podemos dizer que estes eventos são extensões do Pentecoste, partes da expansão ou difusão do escopo do batismo com o Espírito, ou o cumprimento da promessa do Pentecoste em estágios ou instâncias, mas sempre sob a premissa de que “extensões”, “estágios”, “expansões” são determinados e restritos em seu uso ao que teve lugar uma vez por todas por meio do ministério fundacional dos apóstolos. (GAFFIN, 2010, p.27)

Em outras palavras, a aparente repetição do Pentecoste foram apenas “estágios” fundacionais de um mesmo evento que tivera início em Atos 2 e se repetiu com o fim de confirmar para os apóstolos que o mesmo que se dera entre eles e os 120 discípulos, estava também ocorrendo entre samaritanos e gentios. Esta foi a base de argumentação de Pedro diante do Concílio de Jerusalém ao explicar o ocorrido entre os gentios na casa de Cornélio: “Pois, se Deus lhes concedeu o mesmo dom que a nós nos outorgou quando cremos no Senhor Jesus, quem era eu para que pudesse resistir a Deus?” (Atos 11:17).
Portanto, a doutrina pentecostal do batismo do Espírito Santo como uma “segunda bênção” pós-conversão carece de uma base bíblica mais sólida e de uma hermenêutica mais acurada para se estabelecer. Para concluir esta discussão, faço minhas as palavras de René Pache (1957, p.89):

No que diz respeito a agitação, crises, tremuras, contorções, e tudo mais que, segundo alguns, acompanham o batismo do Espírito, a Bíblia não somente não fala nelas, mas afirma solenemente que Deus é um Deus de paz, de ordem, de decência e ao mesmo tempo de santidade (I Cor. 14:33,40). Se tais coisas produzem, não podem ser, portanto, vindas do Alto!

 Referências

A BÍBLIA Sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. 2ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.
A Confissão de Fé de Westminster. São Paulo: Cultura Cristã, 2008.

BRUNER, Frederick D. Teologia do Espírito Santo: A experiência Pentecostal e o testemunho do Novo Testamento. São Paulo: Cultura Cristã, 2012.

GAFFIN, Richard B. Jr. Perspectivas sobreo Pentecostes: Estudos sobre o ensino do Novo Testamento acerca dos dons. São Paulo: Os Puritanos, 2010.

MACARTHUR, John F. Jr. Os Carismáticos: um panorama doutrinário. São José dos Campos: FIEL, 2002.

PACHE, René. A Pessoa e a Obra do Espírito Santo. Leiria: Edições Vida Nova, 1957.


SPROUL, R.C. O Mistério do Espírito Santo. São Paulo: Cultura Cristã, 2002.

                                                             
 Autor: Vanderson Scherre Gomes - Colaborador do MCA

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Vídeo: Heresias Adventistas

Por que a Igreja Adventista é uma seita?
Veja cinco razões. Em vídeos posteriores, irei detalhar as informações a respeito de tais tópicos.


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Leandro Quadros, os Pioneiros Adventistas e a Trindade

Assisti atentamente um vídeo    (https://www.youtube.com/watch?v=eDgqsNcOQWQ), em que o apresentador da TV Novo Tempo, Leandro Quadros, comenta sobre um fato histórico muito interessante e constrangedor: a doutrina da trindade e os pioneiros adventistas.

Quem lê as informações adventistas sobre esse assunto pode perceber algumas ‘minimizações’ por parte do Professor Leandro Quadros, e até mesmo uma “obstrução” nas informações. Vou provar isso aqui. Menciono o tempo, o que ele disse e a informação documentada nas fontes adventistas.

1. Tempo 00:40: ‘Nem todos os pioneiros eram antitrinitarianos’Embora a pergunta que enviaram, possa ter dito isso, esse não é o ponto prejudicial, mas sim: liderança dos pioneiros adventistas, esse é um ponto regente, que Leandro não menciona. Outra coisa, o habilidoso Leandro dá a entender até que o número era equiparado, pois ele menciona pioneiros oriundos do ‘catolicismo’ (?), metodismo e batistas, e  da Conexão Cristã - sendo que apenas estes últimos não eram trinitarianos! O telespectador desavisado tem uma impressão falsa quando ouve isso.

Veja, porém, o que as fontes adventistas dizem:

“Entre 1846 e 1888, a maioria dos adventistas rejeitou o conceitos da Trindade – pelo menos na forma como a entendiam. Todos os principais escritores eram antitrinitarianos, embora encontremos referências esparsas a membros que sustentavam pontos de vistas trinitarianos. ” (A Trindade, p. 217).

“A maioria dos fundadores do adventismo do sétimo dia não poderia unir-se à igreja hoje se tivesse de concordar com as “27 Crenças Fundamentais” da denominação [...] Para ser mais específico, eles não poderiam aceitar a crença número 2, que trata da doutrina da trindade [...] Semelhantemente, a maioria dos fundadores do adventismo do sétimo dia teria dificuldade em aceitar e crença fundamental número 4, que afirma a eternidade e a divindade de Jesus [...] A maioria dos líderes adventistas também não endossaria a crença fundamental número 5, que trata da personalidade do Espírito Santo.” (Em Busca de Identidade, pp. 16,17)

O que não teve de verdade por um lado, na objeção enviada a Leandro Quadros, não teve por outro, na defesa dele... ele omitiu informações significativas.

2. Tempo 1.55: ‘Por que depois passou a crer na Trindade? Provérbios 4.18’. Leandro Quadros lança mão de um recurso muito polêmico. Ele cita Pv 4.18 que diz que a luz do justo brilha mais e mais. Porém, um adventista de nome Azenilto Brito, questiona a interpretação que Leandro Quadros defende. Veja

Basta ler o contexto de Prov. 4:18 para perceber que o assunto não é progresso de conhecimento e aprimoramento doutrinário de entidades religiosas, mas o despertar do indivíduo para a vida adulta [...]” (O Desafio da Torre, p.36 [grifo meu]).

Leandro Quadros segue a interpretação do livro Questões Sobre Doutrina, que diz:

Os adventistas do sétimo dia crêem que o conhecimento humano da verdade divina é progressivo: “A vereda aos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” (Pv 4.18). Certamente devíamos saber mais sobre a vontade e o propósito de Deus do que os justos de épocas passadas, e no futuro devemos, justificadamente, esperar maior desdobramento da verdade bíblica.” (p. 34[grifo meu]).

Vai entender quem está com a razão adventista...

Por fim, no vídeo, Leandro Quadros sugere o livro A Trindade, da editora adventista (imagem). Eu também recomendo esse livro! Por dois motivos. Primeiro é um bom livro. Em segundo lugar, oferece informações interessantes da história adventista, embora com justificativas embutidas.

Das várias curiosidades nesse livro, tem uma que faço nota aqui nessa postagem (já usei muito esse livro em outros artigos e em meu livro), na página 17 nota 4, o livro mostra que mesmo pelos idos de 1960 havia pregadores antitrinitarianos no arraial ASD, o que demonstra que o livro Questões Sobre Doutrina engana (entre outros enganos) quando disse na década de 50:

“... há menos probabilidade de alguém que mantenha posição ariana ou unitariana entrar na igreja Adventista do que em outra comunhão protestante.” (Questões, p. 66).

Como entender a Igreja de Ellen White?