quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Um apelo aos presbiterianos da IPB nesse ano de eleição

Prezados irmãos Presbiterianos da IPB; membros, oficiais, líderes, professores, crentes em Cristo. Enquanto há uma preocupação nos trâmites eclesiásticos de nossa denominação a respeito das eleições do SC esse ano, eu venho, no Nome do Senhor Jesus, fazer um apelo a você – sobre quatro coisas fundamentais, essenciais, para a vitalidade de nossa amada igreja. Por favor, leia com atenção meus apelos, que na verdade é um só, mas com quatro facetas:


1. Precisamos ser uma igreja de oração (Lc 18.1). Sim irmãos, nossas igrejas estão definhando em suas reuniões de oração. Se há festa, ‘comes e bebes’, eventos, preletores famosos, há um grande fluxo em nossas reuniões. Criticamos os neopentecostais que servem a Deus por interesse, mas em nossas reuniões de festas lotamos os templos – qual a diferença nossa da deles? 

Jesus disse que Sua casa seria chamada casa de oração, mas não temos visto isso. Somos a casa das palestras, dos doutores, dos grupos, mas não somos conhecidos pelo nome que o Senhor Jesus colocou na Igreja. As reuniões de oração às vezes possuem uma assistência de 7%, 5%, 3% do número de membros. Pastores, Presbíteros, Diáconos, Presidentes de Sociedades e Professores da EBD, devem ter um grande compromisso de estarem de joelhos no “altar” da oração.

2. Precisamos ser uma igreja unida (Jo 17.21). Irmãos, como há em nós uma disposição de causar desunião. Brigamos por picuinhas, tanto em nível local, como em nível nacional. Outro dia vi no site da IPB pastores debatendo entre si (sobre assuntos litúrgicos) e grosseira e ameaças é a marca. A nossa falta de gentileza é algo de causar tristeza. Já ficou claro, pelo menos para mim, que a igreja presbiteriana é multifacetada em sua identidade. Isso é histórico, não muda mais. 

Portanto, temos que aprender a conviver com as diferenças. Estou convicto que o melhor caminho é a Confessionalidade Teológica, mas nem isso é consenso – pois até mesmo confessionalidade hoje está relativizada. Ou sejamos unidos, ou seremos destruídos. Não aprendemos nem com o diabo, haja vista que Jesus disse que nem ele dividiria o reino, pois um reino dividido não subsiste. O SC já demonstrou que não se envolverá em questões sobre as Comunidades – embora é triste saber que há uma disposição de incomodar os chamados “neopuritanos”. Os tais devem ser deixados em paz também!

3. Precisamos ser uma igreja evangelizadora (I Pe 2.9,10). Missionários devem ser objetos de oração e imitação. Que tenhamos novamente ‘paixão pelas almas’ (Rm 10.1). Se nós não nos envolvermos urgentemente na evangelização pessoal, em seus diversos métodos, apresentando o Deus Soberano e Criador, que se revela na Bíblia e na obra da criação, que Ele salva por meio da fé em Cristo Jesus, por pura obra do Espírito Santo – se essa mensagem não estiver em nossa vida, em nossos lábios, em nossos trabalhos, dentre de alguns anos veremos os seminários da IPB fecharem as portas. Não por falta de campo – o campo é o mundo! Mas por que Deus irá usar nossos irmãos de outras denominações e tais igrejas vão arrebanhar os salvos.

4. Precisamos ser uma igreja santa (I Ts 5.23). Por fim, meu último apelo, é para com nosso estilo de vida. Parece que estamos sendo tão complacentes para com o pecado. O pecado deve nos causar tristeza, horror, arrependimento. Enquanto o debate teológico sobre a visão puritana de vários assuntos ganha força, a vida deles não é reproduzida. A santidade é uma condição para nossa identidade cristã. Sem ela não podemos ser crentes, nem salvos.

Devemos amar a Deus com todo coração, alma, mente e força, simplesmente isso - esse é o único apelo, para conseguirmos o que é necessário para nossa vida cristã e para a glória de Deus. 

Quero concluir com uma pergunta e resposta do Catecismo Maior de Westminster, que tem norteado meu pensamento desde quando o li pela primeira vez - leia, por favor:


“104. Quais são os deveres exigidos no primeiro mandamento? Os deveres exigidos no primeiro mandamento são - o conhecer e reconhecer Deus como único verdadeiro Deus e nosso Deus, e adorá-lo e glorificá-lo como tal; pensar e meditar nÊle, lembrar-nos dÊle, altamente apreciá-lo, honrá-lo, adorá-lo, escolhê-lo, amá-lo, desejá-lo e temê-lo; crer nÊle, confiando, esperando, deleitando-nos e regozijando-nos nÊle; ter zelo por Ele; invocá-lo, dando-Lhe todo louvor e agradecimentos, prestando-Lhe toda a obediência e submissão do homem todo; ter cuidado de o agradar em tudo, e tristeza quando Ele é ofendido em qualquer coisa; e andar humildemente com Ele. I Cron. 28:9; Deut. 26:17; Isa. 43:10; Sal. 95:6-7; Mat. 4:10; Sal. 29:2; Mat. 3:16; Sal. 63:6; Ec. 12:1; Sal. 71:19; Mat. 1:6; Isa. 45:23; Jos. 24:22; Deut. 6:5; Sal. 73:25; Isa. 8:13; Exo. 14:31; Isa. 26:4; Sal. 130:7; e 37:4; e 12:11; Rom. 12:11; Fil. 4:6; Jer 7:23; Tiago 4:7; I João 3:22; Sal. 119:136; Jer. 31:18; Miq. 6:8.”

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Raphael Leonessa vs Ezequiel Gomes...

Um ex-Pastor adventista, Ezequiel Gomes, de apetite bem bélico, que faz criticas bem ácidas aos que discordam dele, desde um Augustus Nicodemus , a seus comparsas da fé adventista... Apesar que quem anda gostando muito dele é a Editora Reflexão, com sua abordagem arminiana. Crédito esse que nem mesmo a IASD tem dado a ele...

... pois bem, o Raphael do canal Klicaquinão foi supostamente refutado por esse ex-Pastor adventista, tendo como mira um vídeo acachapante que este publicou (AQUI). Porém, Gomes assumiu uma atitude estranha, no mínimo. Ele está apagando os comentários do vídeo. E note, os comentários estão identificados, não são ofensivos e tratam do assunto, o que se exige normalmente.

Veja a polêmica toda... O irmão Raphael nesse vídeo foi mais uma vez acachapante!!!


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

A história de Edson Reis: ex-Testemunha de Jeová

Edson Reis foi ancião das Testemunhas de Jeová. Hoje cristão evangélico. Mantém um canal no Youtube intitulado “JWR” onde posta constantemente alguma avaliação a respeito das crenças da Torre de Vigia. Creio que está sendo um dos mais vistos na atualidade. Sua forma amorosa e perspicaz de avaliar de dentro para a fora a escravidão que a Torre de Vigia impõe aos adeptos, é cativante.
Abaixo está o seu relato e causas que levaram a deixar a organização. Me chamou a atenção, pois foi nessa mesma época e parcialmente o mesmo assunto, que me levou a deixar a organização Torre de Vigia. As frações de sangue. 
Boa leitura!
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"Estive associado com as Testemunhas de Jeová por 28 anos. Usava meu tempo pregando regularmente de casa em casa, assistindo as cinco reuniões semanais, assembleias e congressos. Cheguei a exercer cargos de liderança como servo ministerial (diácono) e ancião (pastor, presbítero). Durante o tempo que estive associado com as testemunhas, sempre fui um zeloso defensor das crenças as quais eu acreditava serem a verdade, inclusive participei em inúmeros debates com pessoas de outras religiões defendendo as crenças das TJ.
Em um determinado ponto da minha vida, mais precisamente no ano 2004, depois do artigo de estudo na Sentinela 15/06/04 sobre frações de sangue, a grande questão com que me deparei depois de ter passado muitos anos associado com as testemunhas foi a se Deus realmente operava através da organização das testemunhas de Jeová. Não era o caso de uma hora para outra achar que tudo estava errado ou que não houvesse nada de bom dentro da associação, pois, se fosse assim, não teria ficado tanto tempo lá dentro. A mudança de ponto de vista foi gradativa. Chegou ao seu clímax com o tratamento que passei a receber por parte das testemunhas quando não concordei com o ponto de vista apresentado na citada revista sobre as frações de sangue. Isto fez com que eu repensasse minha situação perante Deus - algo que normalmente as TJ não fazem pois são ensinadas que estão na única organização de Deus e basta cumprir com os requisitos divinos conforme apresentados pela liderança e serão salvos.
Outro fator significativo foi, ao longo dos anos, perceber como ancião muitos assuntos serem tratados injustamente. Pessoas sendo magoadas por aqueles que as deveriam acalentar e servir como abrigo e, ao mesmo tempo, usando o nome de Deus para justificar tais atitudes. Nestas ocasiões é comum ouvir alguma expressão do tipo: "Jeová consertará no tempo certo" ou "Deixe tudo nas mãos de Jeová". Outra expressão comum para amenizar erros por parte de anciãos é mais ou menos assim: "Os homens são imperfeitos. A organização é perfeita. Por isto não precisa muito se preocupar se os anciãos erraram. Jeová consertará." Note que, com estes pensamentos, se torna muito difícil para uma testemunha conseguir localizar quaisquer erros apresentados, seja eles doutrinários ou organizacionais. Ao pensar desta maneira, as pessoas envolvidas não sentem dor alguma na consciência mesmo deixando de lado os ensinos de Jesus sobre o amor e a misericórdia, visto que se consideram instrumentos usados por Deus para aplicar a disciplina a qualquer um que ouse ultrapassar os limites que a organização coloca.
Com o tempo, passei a escutar, em certo programa de rádio, outros pontos de vista conforme apresentado nas Escrituras. Entendi que não havia necessidade de ser dogmático a respeito de assuntos que a bíblia não se pronunciava claramente e também entendi Jesus de uma maneira que eu nunca tinha visto dentro dos muros da organização. Depois de algum tempo, deixei de usar a TNM, parei de ir com regularidade às reuniões. Comecei a estudar a bíblia em casa com minha esposa que também era TJ e ainda entregava relatório de campo. Passei a comentar com ela o que estava ouvindo no programa e como havia necessidade de nos apegarmos à Palavra de Deus ao invés de artigos da Sentinela feitos por homens falíveis.
O Espírito Santo de Deus teve misericórdia de mim e me conduziu verdadeiramente ao pai através de Jesus. Entendi que vários ensinos que outrora defendia estavam errados e comecei a comentar com algumas TJs que eu achava serem sinceras. Mas, como já era de esperar, não demorou muito tempo para eu receber a visita de dois anciãos querendo saber o que estava acontecendo comigo, pois eu estava sendo acusado de apostasia. Tentei raciocinar com eles, mas nada adiantou. Marcaram uma reunião judicativa comigo e me disseram que se eu não comparecesse seria julgado à revelia pois já havia provas das minhas discordâncias apóstatas...
Vendo para onde tudo se encaminhava, pelas minhas discordâncias dos ensinos do corpo governante, resolvi enviar-lhes uma carta (leia a seguir uma versão reduzida) com a minha visão de alguns ensinos contraditórios à Bíblia para mostrar-lhes que se havia apostasia ou desvio da palavra de Deus este não era da minha parte mas sim da própria organização que se julga tão grandiosa e único canal de comunicação de Deus.
São Paulo, 14 de julho de 2007.

At.: Corpo de anciãos da Congregação Xxxxx e agregados.

Por meio desta carta apresento minhas razões para não ter comparecido a reunião marcada para o dia 10/07/2007.
Em primeiro lugar, gostaria de salientar a frieza e a falta de maneiras cristãs no texto do bilhete que recebi dos irmãos X e Y, onde nem mesmo constava um pedido de "por favor" para entrar em contato, mas continha uma mensagem no imperativo para entrar em contato.
Ao chegar de viagem, contatei o irmão Y. Este disse que havia grande falatório com respeito a alguma coisa que eu havia dito e que levara o assunto ao superintendente de circuito que, por sua vez, o designou, junto com outros anciãos para conversar comigo. Tentei explicar-lhe que talvez houvesse sido algum mal entendido e que por muito tempo eu não ia para aquela região e tampouco conversado com pessoas dali. O mesmo me disse que queria esclarecer os falatórios em uma reunião com data acima. Sugeri que se eu havia pessoalmente errado contra alguém que eles incentivassem a pessoa a conversar comigo com base em Mateus 18:15. Ele insistiu simplesmente em dar o recado - como que  para desencargo de consciência - que eu deveria participar da reunião. Chegado o dia, não compareci. Em resultado, o ancião telefonou-me, em tom quase agressivo, dizendo de que se eu não entrasse em contato com eles, eu seria julgado à revelia.
É por este motivo que vos escrevo. Gostaria que considerassem esta carta com os demais anciãos e, especialmente, com os dois acima e também com o superintendente de circuito que recebeu de "Cristo" poder para julgar com base em falatórios. (Isaías 11:3: "e deleitar-se-á no temor de Jeová. E não julgará pelo que meramente parece aos seus olhos, nem repreenderá simplesmente segundo a coisa ouvida pelos seus ouvidos.")
Se, por fim, decidirem pela desassociação sem considerarem os textos e os artigos citados abaixo (Deuteronômio 1:16: "E prossegui, mandando aos vossos juízes naquele tempo específico, dizendo: ‘Quando houver uma audiência entre os vossos irmãos, tendes de julgar com justiça entre o homem e seu irmão ou seu residente forasteiro."), pode ter certeza que o temor de homens os impediu de agir iguais aos apóstolos.
Lembrem-se: a verdade não deve temer um exame. Tudo que apresento baseia-se na Bíblia e em suas próprias publicações. Espero que não tomem a atitude dos lideres religiosos citados no livro de Atos 7:57: "A isto eles clamaram ao máximo da sua voz e puseram as mãos sobre os ouvidos e arremeteram à uma contra ele." Não desejo ser culpado de presunção e impertinência, mas apresento fatos que a Bíblia e a história mostram como verídicos. Não estou aqui na posição de juiz nem de réu.
"Tampouco rejeitei qualquer ensinamento delineado na Palavra de Deus. O que me acusam é de falar coisas contra a organização ou de possuir publicações que são contra os ensinos da organização."
Em primeiro lugar, a palavra "apostasia" (em grego antigo [apóstasis], "estar longe de"), não se refere a um mero desvio ou um afastamento em relação à sua fé e à prática religiosa Tem o sentido de afastamento definitivo e deliberado de alguma coisa, uma renúncia de sua anterior fé ou doutrinação. Pode manifestar-se abertamente ou de modo oculto. Sendo apostasia um desvio da fé cristã, digo-lhes que isso não aconteceu comigo pois continuo professando abertamente a crença em um único Deus, a saber, YHWH e no seu filho Jesus. Tampouco rejeitei qualquer ensinamento delineado na Palavra de Deus. O que me acusam é de falar coisas contra a organização ou de possuir publicações que são contra os ensinos da organização.
Gostaria agora de expor alguns fatos bíblicos e históricos para sua consideração:

1) TEM SIDO ENSINADO QUE CRISTO É SOMENTE MEDIADOR DOS CRISTÃOS UNGIDOS:
“Claramente, pois, o novo pacto não é um arranjo livre, aberto a toda a humanidade. Trata-se duma cuidadosamente providenciada provisão legal envolvendo Deus e os cristãos ungidos." - Revista A Sentinela 15/08/1989, página 30, terceira coluna.
"Jesus Cristo, não é o Mediador entre Jeová Deus e toda a humanidade. Ele é o Mediador entre seu Pai celestial, Jeová Deus, e a nação do Israel espiritual, que está limitado a 144.000 membros." - Livro Segurança Mundial Sob o Príncipe da Paz, capítulo 1, página 10-11, parágrafo 16.
"Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus." (1 Timóteo 2:5) - Conforme o contexto (leia, por favor, versículos 1-7), Paulo falava em se fazer oração por "toda sorte de homens" - inclusive governantes humanos - e completa escrevendo sobre haver "um só mediador entre Deus e homens". Será que havia ungidos em postos governamentais nos dias de Paulo?

2) A ORGANIZAÇÃO ENSINA QUE "OS ÚLTIMOS DIAS COMEÇARAM EM 1914" (A SENTINELA 15/10 P.4.)
O que diz a Palavra de Deus? O apóstolo Pedro, no livro de Atos 2:14-21, mostra que os "últimos dias" começaram lá no dia de Pentecostes. Paulo corroborou em suas cartas indicando que já estava vivendo nos "últimos dias" (2 Timóteo 3:1-8; Hebreus 1:2; 1 Coríntios 7:29-31). Será que palavras de homens valem mais que a Palavra de Deus?

3) REVELAÇÃO 7:9-17 - DIANTE DO TRONO
O texto diz claramente que a grande multidão esta diante do trono de Deus. Onde é o trono de Deus? A palavra grega enópion significa "diante de" e é a mesma palavra que é usada para os 144.000. Argumentar diferente é contradizer a bíblia. E, visto que João, em João 10:16, fala de outras ovelhas, muitas vezes argumenta-se que se trata da grande multidão de Apocalipse. Porém, o contexto é claro e especifica onde Jesus fala de judeus e gentios - e não de duas esperanças.

4) 2 JOÃO 7-11; 1 JOÃO 2:18-22
Esses textos têm sido aplicados erroneamente ela organização para dizer que nós não podemos conversar com pessoas que foram desassociadas. Antes de aplicarem esse texto, os irmãos farão bem em considerar cada contexto e verificar que lá, nos dias do apóstolo João, estava se desenvolvendo uma tendência de negar a Cristo vindo na carne. Era o movimento gnóstico. Era contra isso que João alertava. Não adianta tapar o sol com a peneira para apoiar a idéia da organização, pois conforme disse Cristo, "ai daquele que dirigir ao seu irmão uma palavra imprópria de desprezo" (Mateus 5:22).
Então, qual de vocês pode julgar-me com base nessas palavras de João, sem sentir vergonha de estar aceitando uma interpretação particular das Escrituras? A história está repleta de intolerância religiosa. Por esse motivo pessoas foram perseguidas e mortas. E até hoje certas religiões não toleram quem discorde de seus ensinos. Por que esta intolerância da parte da organização? Por que tanto receio em se consultar sites que contam a história da organização, com base nas suas próprias publicações? Fico analisando... e vejo que a Palavra de Deus, em mais de cinco mil anos de história, continua sendo imutável. Mas os ensinos da organização não conseguem suportar a prova do tempo.

5) A RESSURREIÇÃO DOS CRISTÃOS UNGIDOS INICIANDO EM 1918
A Bíblia declara que lá nos dias de Paulo, alguns já estavam causando dificuldades aos irmãos com pensamento semelhante a este apresentado pela Sociedade. Paulo apresentou evidência clara que isto era desvio da verdade. (2 Timóteo 2:16-17). Como podemos ver, a Palavra de Deus alertou contra aqueles que começassem a anunciar a ressurreição antes do tempo devido, isto sim é apostasia!
 Falta-me tempo para alistar outros textos. Peço-lhes que meditem nestes textos sem as acrobacias feitas pela organização, mas com a ajuda do Espírito de Deus, e com sua mente voltada para Gálatas 1:8, que diz: "No entanto, mesmo que nós ou um anjo do céu vos declarássemos como boas novas algo além daquilo que vos declaramos como boas novas, seja amaldiçoado."
Em termos de Bíblia, paro por aqui. Embora pudesse falar de muitos outros desvios apóstatas da organização, passo agora a falar de História, pois esta, junto com o tempo, tem sido o melhor juiz das religiões e provado que a organização tem realmente sido apóstata.

6) A ORGANIZAÇÃO ENSINA QUE FOI ESCOLHIDA POR CRISTO EM 1919
Porém, até 1928 ela admite que acreditava que a pirâmide de Gizè, era "como testemunha para Jeová" (A Sentinela 01/01/00, páginas 9-10, parágrafos 16-17.) e que continha "demoníacos signos de astrologia".
Também notamos um envolvimento assim numa citação indireta do livro "Proclamadores", no final da página 161/162. Menciona-se certa "tabela". Mas se omite que esta fora feita por Russel e que era baseada nesta pirâmide. É dito simplesmente que "essa tabela foi usada por muitos anos como base para discursos perante grupos grandes e pequenos."
Pergunto: Como poderia Cristo ter escolhido uma organização que baseava seus ensinos em piramidologia e astrologia?

7) SERVIÇO MILITAR E ALTERNATIVO

"Quem é o responsável pelas mortes e injustiças causadas, Deus ou os homens líderes das TJs?
Por que as normas restritivas da organização referente ao serviço alternativo e ao serviço militar duraram por tanto tempo enquanto muitos irmãos sofreram encarceramento e morte, vindo esta norma ser revogada somente na Sentinela 01/05/96? Quem é o responsável pelas mortes e injustiças causadas, Deus ou os homens líderes das TJs? Não, não me diga que a organização é perfeita, mas os irmãos são imperfeitos... Afinal, quem toma as decisões em nome da organização são os homens do corpo governante. Conforme 2 Coríntios 10:5, os pensamentos dos cristãos devem ser trazidos ao cativeiro para obedecer a Cristo, não a homens ou uma organização.

Mas, noto que o que torna prejudicial é o conceito que se faz da organização, que qualquer coisa que a organização diga é como se o próprio Deus estivesse dizendo. Penso que, nesse conceito, a palavra "organização" parece quase possuiu uma imagem própria. É por isso que os irmãos - sem se darem conta - são cativos desse conceito. Creio que ações da organização durante a história têm denegrido a imagem de Cristo Jesus, pois toda ênfase é dada a crer que a organização é instrumento escolhido por Deus.
 Pergunto: Como pode Deus usar um instrumento que tem causado tantos sofrimentos àqueles que discordam do conceito acima? (João 14:6).

8) TRANSPLANTE = CANIBALISMO
De 1968 até 1980, os transplantes de órgão foram considerados canibalismo pela organização. A quem cabe culpa de sangue? ( A Sentinela 01/06/68; Despertai 08/12/68; A Sentinela 01/09/80)

9) A ABERTURA DA CHAMADA CELESTIAL DEPOIS DE 1935 (A SENTINELA 01/05/07)
Desde quando podem os homens estabelecer datas para Deus abrir ou fechar esta chamada? O que gerou este novo entendimento? Foi à nova luz ou o fato de que agora no corpo governante já não resta quase ninguém que se balizou antes de 1935?

10) ORGANIZAÇÃO CULTURAL
É desconhecido de muitos que a sociedade, por mais de 4 décadas, sustentou no México o status de "organização cultural" onde os irmãos não usavam a bíblia de porta em porta, não cantavam ou oravam nas reuniões, etc. Tudo isto para não abrir mão de propriedades que, segundo as leis mexicanas, deviam pertencer a custódia do governo se a organização fosse religiosa. Mas qual TJ conhece este verdadeiro motivo? A Sentinela 01/01/1990 fala desta mudança, porém, o que ela não faz é dizer a verdade sobre a real situação... Mostra um quadro tão enganoso quanto à própria situação. Que diferença do servo de Deus Daniel, que não suportou ficar sem orar! (Daniel 6:1-11) Neste caso, eis a farsa da Sociedade: mostra maior amor aos bens materiais do que a sua própria adoração a Deus!

xxxxx - xxxxx - xxxxx

Prezados irmãos isto é uma mostra do conhecimento organizacional e bíblico que possuo. Não é apostasia conforme salientei no início. Trata-se apenas de mente aberta aos fatos. Conforme dito pelo irmão Rutherford "Já que a plena declaração dos fatos tende a chocar as suscetibilidades de algumas pessoas, isto não fornece desculpa ou justificativa alguma para ocultar-se do público qualquer parte deles, particularmente quando esta envolvido o bem estar do publico... jamais se deve permitir que a crença ou opinião anterior impeça alguém de aceitar ou considerar uma declaração dos fatos. Deus tem tornado claro, para ser visto pelos que buscam diligentemente a verdade, que a religião é uma forma de adoração que nega, porem o poder de Deus e afasta os homens de Deus... a religião e o cristianismo estão, portanto, exatamente em oposição um ao outro." (Encare os fatos, em inglês, página 3.)
No início, os fatos tendem a chocar. Mas nem por isso devem ser ocultados. Assim, faço a mesma pergunta de Atos 4:19. Tanto Jesus Cristo como os Apóstolos foram perseguidos por apresentarem a verdade. Se vós puderdes me contradizer biblicamente e historicamente referente aos fatos acima, ai sim, podem me desassociar, conforme o irmão Y disse, à revelia. Mas, se depois de examinar estas informações, sua consciência constatar que nada sabem sobre eles e, ainda assim, insistirem em me desassociar, então, acredito que podemos conversar com base na Palavra de Deus. Será um diálogo aberto e honesto sobre os pontos acima, visto que, conforme disse Paulo, "ser julgados por vocês ou por um tribunal humano para mim não tem a menor importância. Eu não julgo nem a mira mesmo minha consciência está limpa, mas isso não prova que sou de fato inocente. Quem me julga é o Senhor. (1 Coríntios 4:3, 4 BLH).
Se decidirem desassociar-me sem considerar os textos e os artigos citados, pode ter certeza de que o temor de homens os impediu de agir iguais aos apóstolos. Lembrem-se: a verdade NÃO teme um  exame, mas uma organização culpada de sangue e injustiças TEME MUITO.
Também gostaria de salientar que, convencido como estou do seu conhecimento das Escrituras, sou incapaz de pensar que vocês acreditem que a filiação a uma organização seja o fator decisivo no julgamento de Cristo. Estou cada dia mais convencido de que a coisa mais valiosa para qualquer ser humano é defender os princípios salientados por Jesus de amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo. Meu entendimento das Escrituras é que a lealdade a Deus e a Sua Palavra está acima de qualquer outra espécie de lealdade. Acredito que não cabe a mim ou a qualquer grupo fazer acréscimos a Palavra de Deus (Provérbios 30:5-6; Revelação 22:18-19).
Estes pontos não foram conversados com ninguém e não tenho intenção de ventilá-los. Porém, se vós continuardes a querer sujar o meu bom nome taxando-me de apóstata não me refrearei de mostrar que a verdadeira apostasia procede da organização. Biblicamente, quem tem de ser desassociado são os que por tanto tempo vem torcendo a palavra de Deus. Se vocês se deitarem no travesseiro e a sua consciência não lhes incomodar, prossigam.
O meu amor a todos,
Xxx
O resultado desta carta? Mais duas reuniões judicativas. Como nas anteriores, também procurei mostrar que certos ensinos da organização não resistem ao tempo e que tudo que eu apresentava agora poderia ser alvo de mudança no futuro.
Na última vez que nos reunimos estavam presentes 10 dos anciãos mais influentes na região. Resolveram enviar um parecer à sede Betel do Brasil. Três meses após, os anciãos leram, num tom bondoso, a carta-resposta onde se dizia que eu deveria ser desassociado se não mostrasse arrependimento. Diante desta última possibilidade, fiz uma expressão facial que o irmão entendeu que eu perguntava: “me arrepender do que?" Durante a leitura, o ancião deu-me a entender que nem ele sabia do que eu precisava me arrepender, mas percebia que o meu conhecimento prejudicaria os mais novos que desconheciam a história.
Meu irmão, que servia como superintendente presidente, ligou-me em um ataque histérico chamando-me de "apóstata" várias vezes seguidas e bateu com o telefone. Outros da mina própria família tem um pensamento de rejeição similar. Eu não os culpo. São vítimas do engano. Oro por eles e por aqueles que lhes ensinaram isto. Eles prestarão contas àquele que julgará os vivos e os mortos. (Atos 24 15)
Assim termina a história de mais um servo de Jesus Cristo que sabe que ele veio salvar os pecadores entre os quais eu sou grande, mas, pela misericórdia de Deus, estou de pé (Efésios 2; 8-9). E isto não vem de obras produzidas por uma organização humana. Não me arrependo de ter tomado este caminho em contraponto aos ensinos do corpo governante e sua organização.
Hoje, através do programa Crescendo na Fé (Musical FM [105,7 em São Paulo], que vai ao ar todos os dias, das 12:00 às 12:55 horas]), onde colaboro na obra de Deus como um dos consultores teológicos, tento fazer minha voz ser ouvida na cidade de São Paulo a todos que o Espírito direcione ao Pai em nome de Jesus. A ele seja toda honra e glória para todo o sempre. Amém Soli Deo Glória."


quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O QUE É A TEOLOGIA DA GLÓRIA?

"Existe uma tensão apropriada na relação entre os cristãos e o mundo. Servimos a um Senhor que veio para trazer vida abundante (João 10.10), que venceu o mundo (João 16.33), que está sujeitando todas as coisas aos seus pés (Efésios 1.22), que verá todo joelho se dobrar e toda língua confessar que Ele é Senhor, para a glória do Pai (Filipenses 2.10). Jesus é o segundo Adão que teve sucesso onde o primeiro Adão fracassou, não somente por obedecer à lei de Deus perfeitamente, não somente por expiar nossa falha em guardar a lei, mas por cumprir o mandato de domínio. A igreja, que é a segunda Eva, ou noiva do segundo Adão, é uma ajudadora idônea de Jesus para cumprir esse chamado. Estamos em união com ele, ossos de seus ossos. Devemos estar engajados em insistir sobre os direitos régios do Rei Jesus.
O problema é que nós, como os discípulos antes de nós, frequentemente somos mais zelosos pelo nosso próprio sucesso, pela nossa própria glória do que o somos pelo reino. Eles queriam saber quem seria o primeiro no reino. Muitas vezes fazemos o mesmo. A noção de “a teologia da glória” é um meio de nos advertir contra essa tentação. Fundamentada no pensamento luterano, somos lembramos que as armas da nossa guerra não são carnais (2 Coríntios 2.10), que o primeiro será o último e o último será o primeiro (Mateus 20.16). Somos chamados a morrer pelos nossos inimigos, e não a matá-los; a dar livremente em vez de tomar; a oferecer a outra face; e até mesmo a viver em paz e quietude com todos os homens, tanto quanto possível. Isso os luteranos chamam sabiamente de “a teologia da cruz”. Devemos viver vidas de sacrifício.
Um retrato desequilibrado do lado da glória é encontrado no evangelho da prosperidade. Essa heresia ensina que é a vontade de Deus que todos nós desfrutemos de grande saúde e riqueza, que como filhos do Rei todos devemos viver como príncipes. Um retrato desequilibrado do lado da cruz é encontrado na heresia ascética – não coma, não beba, não toque. Aqui as bênçãos de Deus são malvistas, vistas como sinal de mundanismo e não como dons das mãos de Deus. Aqui a pobreza é vista como uma virtude em si mesma. O pior de tudo é que essa perspectiva pode se degenerar numa negação do reinado de Cristo sobre todas as coisas.
Nosso chamado não é buscar nosso próprio conforto, muito menos nossa glória. Antes, somos chamados a tornar conhecida a glória do nosso Rei. Devemos tornar visível o reino invisível de Deus. Contudo, fazemos isso através de meios ordinários. À medida que trabalhamos fielmente, em vez de subir a escada financeira, à medida que trocamos fraldas, em vez de contar o nosso ouro, à medida que Ele é exaltado e nós humilhados, não estamos evitando a glória da cruz, mas sim abraçando a glória da cruz. Vivemos morrendo. Vencemos perdendo. Conquistamos recuando. Nos orgulhamos de nossa fraqueza.
Jesus reina. Mas quanto a nós, seus súditos, não são muitos os sábios, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres. Portanto, aquele que se gloria glorie-se no Senhor. Quando mais manifestamos a Cristo e ele crucificado, mais manifestamos o seu reinado soberano."

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

A Nova Almeida Atualizada e as Testemunhas de Jeová

Já postei AQUI no blog, que a Nova Almeida Atualizada lançada nesse ano, deixará as Testemunhas de Jeová felizes, pois a mesma, não colocou as palavras trinitárias em I Jo 5.7, nem mesmo em colchetes “[no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo, e esses três são um]”

Esse acréscimo é exposto por muitos trinitarianos, mas tal crítica não é compartilhada por todos. Além disso, outros trechos que na edição anterior não estava em colchetes, seguiu o procedimento que ultimamente tem sido feito em várias traduções.

Porém, uma novidade que aparece apenas nessa edição, deixará as Testemunhas de Jeová muito incomodadas. É o texto de Judas 5. Veja a Tradução do Novo Mundo, edição de 2014:

“Embora vocês estejam plenamente cientes de tudo isso, quero lembrar-lhes que Jeová salvou um povo da terra do Egito, mas depois destruiu os que não mostraram fé.”

A Tradução do Novo Mundo não tem nem um MSS sequer de Judas, que confirme a substituição de Senhor (conforme aparece no grego original) por Jeová. Fora a interminável discussão se tal versão do nome divino seria mesmo uma alternativa segura.

Pois bem, acontece que a Nova Edição da Atualizada (NAA) traz uma novidade, baseado em algum MSS de Judas, onde não o termo Senhor aparece (muito menos o nome mais enfatizado de Deus na antiga aliança, Jeová), ao invés disso, a tradução está assim:

“Embora vocês já estejam cientes de tudo de uma vez por todas, quero lembrar-lhes que Jesus, tendo libertado um povo, tirando-o do Egito, destruiu, depois, os que não creram.”

No prefácio da NAA, a Sociedade Bíblica do Brasil informa que tal mudança está baseada na quinta edição de “O Novo Testamento Grego”, lançado em 2014 pelas Sociedades Bíblicas Unidas. A quarta edição foi usada na tradução interlinear lançada pela SBB em 2004.

O Dr. Augustus Nicodemus informa que alguns manuscritos antigos apresentam “Senhor Jesus”. E que a interpretação de que Judas 5 se referia a Jesus, já era encontrada no pensamento alegórico de Clemente de Alexandria. Para Nicodemus, Judas 5 se refere a Yahweh (Interpretando O Novo Testamento, II, II João, Judas, p 103, nota).

Para os que crêem na divindade absoluta de Cristo (Jo 1.1; 5.23; 20.28), tal mudança na tradução, não acarreta nenhum problema, e aliás tantos outros textos  bíblicos que ensinam assim.

Agora, para os Teólogos da Torre de Vigia, essa será mais uma preocupação. Os anos passam, e nenhum Manuscrito do NT aparece contendo o nome de YHWH. Desespero de quem enganou por uma pressuposição dogmática cega.



segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Como evangelizar as Testemunhas de Jeová? Entenda como e por que elas pensam...

                           
                      Introdução
As Testemunhas de Jeová são conhecidas por dois motivos principais – a polêmica envolvendo o sangue e o trabalho constante de proselitismo. Porém, para o nosso interesse bíblico e doutrinário, muito mais que isso, suas crenças são bem diferentes da crença cristã a respeito de assuntos essenciais. Nesse breve estudo faremos uma abordagem especifica para a evangelização dos adeptos dessa seita.

A FORMATAÇÃO MENTAL E OS APLICATIVOS DA TORRE DE VIGIA. Saiba como uma Testemunha de Jeová pensa – Depois que uma pessoa passa por um sistema de doutrinação muito eficaz, ela começa a ver a Organização religiosa da Torre de Vigia é a entidade jurídica da religião, e o Corpo Governante (um grupo de homens que são chamados de “Escravo Fiel” – Mt 24.45) é a liderança máxima e “autorizada e escolhida por Jeová” para liderar a religião, e são apenas eles que determinam o que as Testemunhas de Jeová devem crer e como se comportar. O sentimento que uma Testemunhas de Jeová passa a ter após um ou dois anos de estudo, e com constantes afirmações e reafirmações de que a religião é a única verdadeira, a única que segue mesmo a Bíblia, o padrão mental de um TJ é codificado pelo que o Corpo Governante diz.

Tudo é o Corpo Governante, tudo. E nem é tanto o que ele diz, mas se ele diz! Afinal, hoje eles podem rejeitar o que disseram por décadas. Se houver mudanças doutrinárias – e somam-se várias dezenas- e não é por um debate Conciliar aberto, mas apenas esse Corpo Governante determina todas as mudanças, por inciativa deles apenas. É um processo de formatação mental, e ‘baixar’ aplicativos, em que a Testemunha de Jeová só consegue ver e acessar bancos de dados, por um meio – as publicações do Corpo Governante.

Dizer a uma Testemunha que sua religião é errada causa um impacto inverso, na mente de uma Testemunha de Jeová, essa é uma perseguição contra os representantes de Jeová, o Corpo Governante.

“Jeová não permite que sua organização vá em qualquer direção que esteja inclinada a ir. [...] Temos todos os motivos para confiar plenamente hoje no “escravo fiel e discreto”. Satanás, o deus do atual sistema mundial, faz um esforço desesperado para difamar o nome de Jeová e de Sua organização. (2 Cor. 4:4) Não caia vítima das táticas perversas de Satanás.” (Organizados, p. 9,20,21).

Todas as demais religiões são “Babilônia”, uma linguagem que representa as religiões falsas, visto que ensinam a doutrina da Trindade, da imortalidade da alma, do inferno de fogo, bem como se envolvem na política (Busca de Deus, pp. 367,368; Revelação, p. 148-154; Sobrevivência, pp. 82-84 “Caiu Babilônia, a Grande”, pp57-64). Para uma Testemunha de Jeová, a religião do Corpo Governante é a única religião verdadeira:

“Quem, então, são os que formam o corpo de verdadeiros adoradores hoje? Não hesitamos em dizer que são as Testemunhas de Jeová.” (Poderá Viver para Sempre, p.190).

O MEDO. Quem sai da organização perde a salvação, e nem receberá uma segunda chance durante os mil anos, e deve ser ‘odiada’, e isolada dos relacionamentos. É proibido um simples “oi” para os dissidentes ou para os que foram expulsos. A expulsão pode ser por vários motivos, e também por duvidar, ou pensar diferente em algum ponto, do Corpo Governante, consequentemente a expulsão é praticada sumariamente pelos líderes locais. Esse é um dos principais fatores que leva uma Testemunha de Jeová a considerar bem a sério sua religião e especialmente, não deixar a religião do Corpo Governante. Esse é o fator proeminente que faz com que quando uma Testemunha de Jeová começa ter duvidas da religião dela, faz com que ela ‘retraia’ de qualquer ponderação. O medo.

Ø  Imagine você perder TODOS OS seus amigos, que serão também expulsos se te disserem “boa noite”, após um anúncio em uma reunião?!

Nunca elogie o trabalho das Testemunhas de Jeová. Primeiro que não há mensagem verdadeira que eles pregam, seu trabalho é uma propagação da mentira – como veremos, e você não deve elogiar nem o zelo de quem propaga enganos que conduz pessoas ao inferno – talvez você já tenha feito isso. O segundo motivo é que internamente, há um relatório de horas de trabalho que deve ser preenchido e satisfeito – como um termômetro espiritual. Quem não atinge esse mínimo está abaixo da média, quem não faz horas no trabalho de casa em casa, é inativo, o que levaria uma marca de fraqueza espiritual não desejada. Os privilégios internos geralmente são medidos a partir desses relatórios, e se são considerados “gordos” – com várias horas e literatura distribuída, geralmente é marcado como mais capaz, ainda que outras disposições devam ser demonstradas. Não há, na maioria deles, um altruísmo conforme exibido, na evangelização. 


Essa breve apresentação do estado ‘psicológico’ e o motivo de seu zelo (se podemos dizer assim) leva-nos a ter uma atitude de compaixão pelas Testemunhas de Jeová. Assim, podemos ter um comportamento mais moderado e não encará-la como “mestres do engano”, mas sim, pelo que são, “vítimas do erro”. Duas passagens bíblicas devem nortear nossa disposição ao conversar com elas em amor e compreensão  – II Co 10.4,5; Jd 22,23